quarta-feira, 14 de maio de 2014

Maria Vinda de Oliveira


MARIA VINDA DE OLIVEIRA, nasceu no dia 29 de outubro de 1911, na cidade de Belém do Pará–PA. Filha de Francisca Maria de Oliveira e Pedro Raimundo de Oliveira. Residia na Comunidade Trapiá, Apodi-RN.


Estudou o 1º grau menor e sabia ler e escrever. Além de Dona de Casa era uma excelente costureira, fazia costura para toda comunidade. Casou-se com Pedro Augusto Virgínio no dia 06 de junho de 1938, celebrante o Padre Benedito Sabóia. Teve 13 filhos sendo 7 filhos homens e 6 filhas mulheres, dos 13 criou apenas 9 filhos. Que foram:

Maria do Carmo Câmara, 1939 (Maria do Café)
José de Oliveira Câmara, 1940 (Zé Bolinha) in memoriam,
Francisca Vinda Torres, 1941 (Netinha de Loloia)
Joana Vinda de Oliveira Torres, 1942(Joana de Dão)
Miguel de Oliveira Câmara, 1943 (Bil Câmara)
Teresinha de Oliveira Câmara, 1947
Moisés de Oliveira Câmara, 1949
Pedro de Oliveira Câmara, 1952
Josué Câmara Sobrinho,1957.

Veio morar na Comunidade Córrego logo após o seu casamento. Fez um trabalho Social criando na Comunidade, junto com o Pároco Pedro Neefs o 1º “Clube de Mães” com o nome: “Padre Pedro Neefs”. Fazendo com isso, a 1ª Associação na Área Social na Comunidade Córrego. Os objetivos do “Clube de Mães” eram distribuir alimentos, tais como: açúcar, óleo, bulgú (mais conhecido como bubu) e roupas, oriundas dos Estados Unidos da América (EUA), para os moradores mais carentes nos tempos difíceis. Em parceria com a Igreja Católica São João Batista e Nossa Senhora da Conceição de Apodi-RN. Através dessa associação foi criado o incentivo para construir o Mini Posto do Córrego. Como tudo era difícil, não durou muito fechou.

Com isso, Maria Vinda de Oliveira, percebendo a necessidade de uma assistência na área da saúde na comunidade, seu esposo: Pedro Augusto Virgínio doou um terreno em frente a sua residência e construíram o Posto de Saúde do Córrego. Pelo Serviço de Saúde Pública (antigo SESP). Atualmente Fundação Nacional da Saúde (FUNASA). Em parceria com a Prefeitura Municipal de Apodi, na pessoa de Valdomiro Pedro Viana, no ano de1979 e sua inauguração foi no dia 02 de junho de 1980. Lugar esse onde trabalhou por 33 anos o seu filho casula Josué Câmara Sobrinho.

Faleceu em 19 de maio de 1984, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Deixando todos os familiares e comunidade com uma grande saudade da: “Eterna Mãe do Córrego”.
No dia 05 de novembro de 2013, foi sancionada a lei que dá nome a UBS do Córrego de Maria Vinda de Oliveira - Mãe do Córrego, atendendo a solicitação da vereadora Soneth Ferreira.

Famílias apodienses com ascendência (origem indígena) - Por Marcos Pinto




























As publicações que abordam a temática do entrelaçamento étnico-cultural do elemento branco com indígenas, nos remonta a uma assertiva propalada por pessoas de idades longevas, que de forma peremptória e incisiva sentenciam: "A minha avó foi pega à  casco de cavalo nas brenhas das matas", ou então - "A minha avó foi pega nas matas à dente de cachorros". 

Na maioria dos casos, restam configurados como simples lendas familiares. Instigados à revelarem os nomes de suas avós e época em que foram preadas, apelam para a arguição de falta de memória,esquecimento, como se temessem que o interlocutor passe para as páginas de um livro. Denotam uma estranha e voluntariosa omissão, como se o fato causasse vergonha à história familiar. No livro que trata sobre a história da família DIÓGENES, consta que o patriarca DOMINGOS PAES BOTÃO NETO vivera maritalmente com uma índia tapuia do vale jaguaribano, de nome NARCISA DIAS. Em Apodi, ouví da Professora Célia Melo, natural do sítio "Sororoca", a afirmativa de que a bisavó dela era uma índia e que fora "pega à casco de cavalo". Sugeri à mesma, que envidasse pela pesquisa meticulosa, profunda, intensa, para ver se chegava ao "fio da meada", com a possível elucidação do nome dessa sua ancestral indígena. 

MORTE DO PADRE FILIPE BOUREL

No contexto da área territorial do Apodi, o processo de civilização do gentio indígena tapuias paiacus, da nação Tarairiús, só foi possível com a instalação da Missão Jesuíta na margem direita da lagoa, em 10 de janeiro de 1700 pelos intrépidos e abnegados e virtuosos padres PHILIPE BOUREL e JOÃO GUINCEL, no local que ficou conhecido como "Córrego da Missão", que passou para os documentos oficiais como sendo a MISSÃO JESUÍTA DA ALDEIA DO LAGO PODI (Vide livro "HISTÓRIA DA COMPANHIA DE JESUS NO BRASIL". Tomo V - Autor: Pe. SERAFIM LEITE). 

Tem-se notícia que alguns índios da Aldeia do Apodi foram batizados com nomes de padres jesuítas que catequizaram neste rincão, citando-se como exemplo o índio Bonifácio Teixeira. O capítulo da história indígena em Apodi precisa ser estudado amiúde, sem canseiras, com abnegação nem data pré-fixada para conclusão. Ademais, temos muitos conterrâneos com curso superior em História, que poderiam envidar por essa temática, passando a "garimpar" em vetustos documentos que tratam deste tema, existentes no arquivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte - IHGRN. 

Ainda não nos foi possível precisar a data do primeiro contato da família NOGUEIRA, fundadora e colonizadora do Apodi no ano de 1680, com o gentio indígena. Com certeza não foi um contato amistoso, até porque não houve a intermediação de padres no processo  de alinhamento étnico-cultural. A prova inconteste do atrito permanente dos NOGUEIRAS com os tapuias paiacus reside no trágico embate ocorrido nas margens da lagoa do "Apanha-Peixes, no dia 09 de agosto de 1688 em que tombaram mortos os primos João Nogueira(O Moço) e Balthazar Nogueira, tendo os NOGUEIRAS batido em retirada, vergonhosamente, deixando os irmãos mortos e abandonados no campo de batalha. Como  os  Tapuias Paiacus eram canibais, é possível que tenham se alimentado dos corpos destes bravos mártires, já que a prática era tida como um ritual de sucesso da luta travada. João Nogueira (O Moço) era filho de Manoel Nogueira, e Baltazar era filho de João Nogueira ( O Velho, irmão de Manoel Nogueira).


NONATO MOTA

O incansável e abnegado historiador Apodiense NONATO MOTA (Raimundo Nonato Ferreira da Mota - 30.06.1866/04.06.1936) nos deixou um vasto legado histórico, fruto de acurada pesquisa nos documentos cartoriais de Apodi e Portalegre, cujas anotações foram publicadas no Boletim Bibliográfico nº 63, da Coleção Mossoroense, sob o título "NOTAS SOBRE A RIBEIRA DO APODI" - Coleção Mossoroense, Série "B", nº 606, ano 1989). O que me causa um certo desapontamento é o fato de que as famílias apodienses com origem mameluca não descendem de um indígena do Apodi, e sim, de Alagoas. 

Deu-se pelo casamento do português ANTONIO DA MOTA RIBEIRO, nascido em Portugal a 13.06.1710 e que casou em Apodi com a idade de 29 anos, no ano de 1739 com JOSEPHA FERREIRA DE ARAÚJO, filha do português Carlos Vidal Borromeu e da índia ISABEL DE ARAÚJO, natural de Alagoas. Josepha faleceu em sua fazenda "Santa Cruz"(Apodi) a 17.10.1792 (Vide inventário no arquivo morto do Fórum Des. Newton Pinto). Carlos Borromeu casou em segunda núpcias, por viuvez, com Margarida de Freitas, filha do fundador Manoel Nogueira Ferreira. Abatido pela morte de sua esposa, Antonio da Mota  Ribeiro faleceu a 19 de Agosto de 1796, deixando os seguintes filhos, netos da índia Isabel de Araújo: 

F.01- JOSÉ DA MOTA FERREIRA.
F.02- TEREZA MARIA DE JESUS - Casou com o português Manoel Antonio da Costa, que por ser alvo e de olhos azuis diziam que ele se parecia com um inglês, nascendo daí o apelido de Manoel Inglês.


Este casal é tronco da família dos "INGLÊS" do sítio "Ponta D'água";
F.03- LOURENÇA FERREIRA DA MOTA - Casou com o português SIMÃO DO RÊGO LEITE, e foram pais de: 
N.01- MARIA DA CONCEIÇÃO LEITE - Casou com o português, (nascido em Lisboa) LUÍS DA COSTA MENDES - Este casal é tronco da família FERREIRA LEITE, de quem descende Mané Leite,pai de Sêo Vicen te Leite (Pai de Toinho Leite); e os abastados Apodienses (irmãos) e comerciantes na praça de Mossoró Coronel JOÃO FERREIRA LEITE, casado com Cristina Veras, e SALUSTIANO FERREIRA LEITE.(Saluleite). F.04- DAMIANA ANTONIA DA MOTA - Casou com o sesmeiro CRISTÓVÃO DE SOUZA, filho de Estevão de Pereira de Souza.F.05- MARIA TEREZA DA MOTA - Casou com FRANCISCO MARÇAL DE BRITO, fundador de Pau dos Ferros-RN. F.06- COSMA MARIA - Casou com ANTONIO DA ROSA MACHADO.
F.07- INÊS MOTA - Casou com JOSÉ LUÍS VIEIRA DE VERAS.
F.08- FRANCISCO FERREIRA DA MOTA.
F.09- Capitão JOSÉ FERREIRA DA MOTA - Casou com FLORÊNCIA MARIA DE JESUS, e  foram pais de:
N.01- ANTONIA SENHORINHA DE JESUS - Casou com o Capitão MANOEL FERNANDES  PIMENTA;
N.02- Padre JOSÉ FERREIRA DA MOTA.

(FONTE: Vide livro "VELHOS INVENTÁRIOS DO OESTE POTIGUAR" pág. 18 a 21 - Marcos Antonio Filgueira - COLEÇÃO MOSSOROENSE - Série C - Volume 740 ´Ano 1992).
O Capitão JOSÉ FERREIRA DA MOTA e seu genro Manoel Fernandes Pimenta participaram do movimento da REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA no RN, em 1817, não tendo sido presos porque reconheceram o regime monarquista português. Como se depreende do texto, as famílias MOTA, SOUZA, BRITO, MACHADO, e o ramo que descende do Capitão Manoel Fernandes Pimenta, tem sangue indígena.

Por Marcos pinto - historiador apodiense

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

Blog Fatos de Apodi ligado ao Portal  Fatos do RN  - 

Sejam todos bem vindos ao nosso novo espaço de resgate para a história da cidade de Apodi. Agradecemos a colaboração de todos por este belo projeto.

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