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quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Júlio Marinho, trabalhador autêntico


Júlio Marinho foi uma dessas figuras que conhecemos muito de perto, a quem não se pode negar sua extraordinária voçação para o trabalho, a sua vontade incontida de vencer na vida, economicamente. Com muita luta, persistência e economia, tornou-se um dos homens mais ricos do Apodi. Acima dele, no seu tempo, só o Coronel Lucas Pinto, com quem competiu durante anos no comércio de exportação do município. 

Nasceu no Sítio Boa Vista, em Apodi, no dia 11 de outubro de 1911. Era filho de Braz Marinho de Oliveira e Francisca Antonia da Mota. Casou-se com Abília Marinho de Oliveira. Desse casamento houve os seguintes filhos: Celso Marinho de Oliveira(in memoriam), Cleton Marinho, Celcina Marinho da Silveira, Celestina Marinho de Oliveira, Eugênio Marinho de Oliveira, Cleodon Marinho de Oliveira, Clidenor Marinho de Oliveira, José Marinho de Oliveira, Francisco Júlio Marinho(in memoriam), Júlio Marinho Filho e Maria Gorette Marinho. 

Criados sob um regime de trabalho permanente e rigorosa obediência ao pai. 

Como se vê uma família numerosa. Todos estudaram mais apenas um, o Eugênio conseguiu formar-se em engenharia agronômica. 

Júlio aprendeu a ler e a escrever com o professor particular Vicentinho Beltrão, com quem estudou apenas três meses. 

Trabalhou durante 13 anos ajudando o pai nas atividades agrícolas, plantando algodão, feijão e milho no Vale do Apodi. Nos meses de verão era comboieiro, com uma tropa de burros, transportando mercadorias, ida e volta, de lugares distantes, inclusive para abastecer a cidade. Naquela época os transportes eram feitos em lombo de animal e em carro de boi. Não havia caminhão. Com a morte do pai ficou responsável pelo sustento dos irmãos menores de idade que ainda não trabalhavam. 

Sempre teve o equilibrado senso de economia. E com este propósito conseguiu juntar algum dinheiro. 

Suas diversões prediletas eram: cantorias de violeiros repentistas, bumba-meu-boi(papangu). Nas horas mais vagas gostava de tomar sua pinga. Descuidava-se, às vezes, e se excedia um pouco, quando era preciso a presença de familiares para o levarem para casa. Nessas ocasiões usava um vocabulário(palavras) impróprio, porém, sem a intenção de magoar alguém. Todos compreendiam e toleravam. O primeiro sinal de que estava bebendo era usar a frase: “tá com medo?”, que gostava de pronunciar. 

Foi esposo e pai exemplar, criando seus filhos num regime de disciplina muito rígida.Seu relacionamento com a família se caracterizava pelos sentimentos de consideração a todos, dando exemplo do seu trabalho constante e produtivo. Dava também aos filhos o exemplo de respeito às pessoas. Assim viveu, merecendo a admiração e estima de todos. Se errou alguma vez, é coisa própria da natureza humana. Todos erram. 

Foi um trabalhador incansável. Fosse qual fosse a atividade – agricultor, comboieiro, comerciante, madrugava no trabalho, no qual se ocupava 16 horas por dia. Não tinha dias reservados para descanso ou repouso. Nunca soube o que foi gozar férias. Somente por motivos justificado poderia interromper suas atividades. Era um obcecado pelo trabalho, pela luta diária. No dia a dia adotava medidas rigorosas para determinados hábitos. Não tinha horário certo. Ocorria no momento em que as circunstâncias permitissem. 

Era um homem extremamente simples. Não ostentava vaidade de qualquer espécie. Sua casa de morada não correspondia aos padrões de uma família economicamente independente. Júlio trajava com muita simplicidade. Calça de brim, camisa de trincoline, chapéu de massa ou de palha, às vezes usava chapéu de couro, alpercatas, para ele estava bem. Em reuniões importantes usava traje diferente. Seu escritório comercial era igualmente simples. Um velho birô, um cofre e alguns tamboretes. Ali recebia fregueses, comerciantes, políticos, pessoas importantes. 

O COMERCIANTE – Neste ramo Júlio iniciou com um pequena bodega(hoje mercearia). Para este modesto empreendimento tomou certa quantia em dinheiro, emprestada, ao seu tio José Marinho. Homem rico que desejava ajudar o sobrinho, reconhecendo nele qualidades para fazê-lo progredir naquela atividade. 

Esse pequeno negócio comercial abriu as portas para a arrancada triunfal do novo comerciante no comércio de exportação. Passou a comprar algodão, cera de carnaúba e semente de oiticica, tornando-se dentro de pouco tempo grande exportador desses produtos, negociando com grandes firmas exportadoras como MACHADO S/A, Fortaleza – CE, SANBRA S/A, Paraíba, TERTULANO FERNANDES, Mossoró –RN, BRASIL OITICICA, Mossoró-RN e outras.

Nessa nova atividade Júlio Marinho não demorou a construir grande patrimônio,composto de imóveis rurais(propriedades), casas e prédios na cidade, rebanhos de variadas espécies de animais. 


O POLÍTICO – Como líder de uma das maiores família do município – MARINHO – Júlio envolveu-se em todas as lutas políticas em Apodi, desde 1934, ao lado do Coronel Lucas Pinto. Era um forte admirador de Dinarte Mariz, um dos mais populares políticos do Estado, chegando a ser eleito governador. Na eleição de 1948, Júlio foi eleito vereador pelo Partido Social Democrático – PSD. Em 1952, elegeu-se vice-prefeito com o Dr. José da Silveira Pinto, prefeito. Depois elegeu seu filho Celso Marinho ao cargo de vereador. Muitos amigos e fregueses, compadres e parentes numerosos, que seguiam sua orientação política, Júlio Marinho representava uma força eleitoral capaz de decidir um pleito político em Apodi. Em 1962, foi candidato a vice-prefeito na chapa do Dr. Newton Pinto a prefeito, e foram derrotados, devido a um erro político e administrativo do Coronel Lucas Pinto ao influir para anular a criação do município de Felipe Guerra, que tinha sido desmembrado de Apodi. 

Em 1968, desligou-se do poderoso Partido Social Democrático – PSD do Coronel Lucas Pinto, para integrar os quadros da UDN a que estava ligado o seu parente Izauro Camilo de Oliveira, que naquele ano, lançou como candidato a prefeito o senhor Valdemiro Pedro Viana, conseguindo eleger-se. Daí em diante Júlio continuou apoiando Izauro Camilo em todas as eleições realizadas em Apodi. 

Júlio Marinho, deu sem dúvida, valiosa contribuição à economia do município, desenvolvendo a agricultura e a pecuária, nas diversas propriedades que possuía, dando emprego a muitas pessoas. No comércio de exportação Júlio Marinho atraía capital para o município, vendendo às firmas comerciais variados produtos exportados. Ele faz parte da história econômica do município, tal como Coronel Lucas Pinto, o homem mais rico do município naquela época. 

Não era muito preocupado com a sua saúde. Internado num hospital de Mossoró, por ter sofrido violenta queda, recebeu certo dia a visita de familiares. Preocupado com os negócios pediu-lhes que o levassem de volta, pois se achava bom. Mas não era o dia da alta. Prometeram que o apanhariam à tarde. Ele conheceu que a promessa era falsa. Fugiu do hospital, pegou um táxi e parou em casa. Qual não foi o espanto dos filhos ao retornarem de Mossoró, encontrando Júlio deitado numa espreguiçadeira, na sua casa, em Apodi.

De qualquer maneira, podemos dizer que Júlio Marinho foi um homem de bem, inofensivo, honrado. A prova maior de sua conduta exemplar é não ter deixado inimigos, sem recriminações contra sua pessoa, por injustiça praticada contra ninguém. No dia 25 de novembro de 1992, morria Júlio Marinho. Com a fama e a glória de ter sido um dos mais autênticos trabalhadores do Apodi. 

Fonte: Mistura de Frases e Palavras - Válter de Brito Guerra(1998).

 Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

terça-feira, 14 de maio de 2024

Odilon Targino da Costa


ODILON TARGINO DA COSTA nasceu em 14 de outubro de 1915, no Distrito de Soledade, no Município de Apodi/RN, filho de João Targino da Costa(nascido no ano de 1891, e faleceu no dia 05.12.1978, aos 87 anos) e de Maria Caetana de Oliveira(Maria Gomes, filha de Raimundo José de Souza, vulgo Raimundo Casado, era irmã de Joana Martins de Oliveira,  segunda esposa do patriarca Francisco Targino da costa), da família dos Valdevinos.

Era agricultor em Soledade onde plantava para o sustento da família. Casou-se com Francisca Targino de Oliveira(Dona Preta Targino), filha de Francisco Targino da Costa,  patriarca da família Targino de Soledade. 

Tudo começou com o patriarca da Familia Targino, Francisco Targino da Costa, que afirmou em documento oficial em Apodi-RN em 1925, que era filho de Targino José Felipe, casou-se com Bernardina Rufina da Conceiçao, filha de João Evangelista de Oliveira e Rufina Maria da Conceiçao, Bernardina faleceu em Soledade de asma em ás 02 hs do dia 12 de fevereiro de 1915. Fonte livro de óbito do 1 cartório de Apodi. 

Tiveram sete filhos,dos quais João Targino da costa, o pai de Odilon Targino da Costa. João targino da costa, é o mesmo João Targino de Oliveira, que casou-se com Maria Caetana de Oliveira, filha de Raimundo José de Souza(Raimundo Casado), que por sua vez era irmão do pai de Isauro Camilo, ex-prefeito de Apodi, e de Joana Batista de Oliveira.

Então depois de viúvo, o patriarca Francisco Targino da Costa casou-se pela 2ª vez com Joana Martins de Oliveira, irmã de Maria Caetana de Oliveira, e mãe de Odilon Targino da Costa. Desse casamento nasceram 5 filhos dos quais uma é Francisca Targino de Oliveira(Dona Preta), esposa e tia de Odilon Targino da Costa. Francisca Targino de Oliveira nasceu em 30 de setembro de 1921 e faleceu no dia 16 de março de 2011.

Um detalhe interessante da família Targino: Francisca Targino de Oliveira(Preta) era tia de Odilon Targino da Costa, sendo Dona Preta Targino, irmã do João Targino da Costa.

Odilon e Dona Preta tiveram 22 filhos, hoje são apenas 8 filhos: Jose Inácio Targino, João de Deus Targino, Geraldo Targino, Helenimar Targino de Oliveira, Irene Targino de Oliveira, Francisca das Chagas Targino, e Antonia Ivonete da Costa Targino(esposa de Zé Targino) e Carmelita Ferreira, filha adotiva, que é filha biológica de Antonia Targino de Oliveira(Tontonha).

Odilon Targino, gerou uma outra filha sem  ser do seu casamento: Maria das Graças Targino, a qual foi reconhecida pela Família de Odilon Targino da Costa como filha dele e acolhendo os filhos de Maria das Graças Targino como membros da Família Targino de Soledade.  

Odilon Targino era também caçador do Distrito de Soledade. Contam que uma certa vez, aos 15 anos Seu Odilon Targino saiu para caçar e com ele foram  outros amigos, aí encontraram uma onça, só que estava dentro de um buraco, eles a mataram, só que ninguém teve coragem de descer dentro do buraco para pegar a onça, e aí Odilon Targino sem receio, foi quem desceu dentro do buraco, amarrou a onça e os outros puxaram a onça para cima,e se por acaso ela tivesse viva ainda, mas ele desceu sempre.

Odilon Targino da Costa  era considerado por muitos como o “pai da Soledade”, por ter sido  um cidadão exemplar, trabalhador, ótimo pai e avô, uma das pessoas mais importante da tradicional Família Targino. Seu Odilon faleceu no dia 05 de agosto de 2003.

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 14 de maio de 2023

Alexandre Magno de Oliveira Pinto, ex-deputado estadual

ALEXANDRE MAGNO DE OLIVEIRA PINTO nasceu no Sítio Ponta, município de Apodi/RN no ano de 1817, era filho do Capitão Vicente Ferreira Pinto e D. Joaquina Mariana de Jesus. 

Capitão da briosa Guarda Nacional, componente da 6º região aquartelada na fazenda “Sabe Muito”, cuja legião compunha-se de um Batalhão e um Esquadrão, comandados pelo Cel. Luiz Manoel Fernandes. Era na fazenda Sabe-Muito que todos os componentes da Guarda Nacional da região Oeste prestavam juramento. 

Grande proprietário rural, destacando-se pelo seu imenso rebanho de gado vacum, que atingia a quantidade de mil cabeças, além de não menor criatório de miunças. A sua fazenda “Sabe-Muito” encravada no município de Caraúbas/RN, fincou marco na história, dado a grande fartura que predominava em seus domínios, observando-se que após a libertação dos escravos pela Lei Áurea, muitos dos cativos continuaram a moradia na fazenda, dado o bom trato que lhes era dispensado pelo Sr. João Magno de Oliveira Pinto, filho segundo de Alexandre. 

Foi eleito Deputado Provincial(Deputado Estadual) do Rio Grande do Norte para a 14º Legislatura (1862-1863), sequenciando a trajetória política iniciada por seu genitor Capitão Vicente Ferreira Pinto(o 1º), que em 1822 comandava os destinos do Partido Conservador em Apodi, conforme consta no livro “A ZONA DO POR DO SOL”, de autoria do renomado historiador Raimundo Nonato da Silva. 

Casou-se em Caraúbas/RN, com sua prima legítima, Dona Francisca Romana de Oliveira, filha do seu tio materno Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira, e Mafalda Gomes. Alexandre e Francisca são pais de: 
1 – Mafalda Romana de Oliveira;
2 – João Magno D’Oliveira Pinto;
3 – Vicência Romana de Oliveira; 
4 – Antonia Rufina da Exaltação; 
5 - Joana Francisca Romana(ramo do Monsenhor Walfredo Gurgel);
6 - Catharina Alexandrina de Oliveira; 
7 – Maria Inocência de Oliveira; 
8 – Isabel Alexandrina de Oliveira. 

Alexandre Magno faleceu em 18 de agosto de 1870. Era Bisavô paterno do ex-governador do RN, Monsenhor Walfredo Dantas Gurgel.

*com informações do historiador Marcos Pinto.

*Blog Fatos de Apodi.

quinta-feira, 9 de março de 2023

Saint-Clair Diniz


SAINT-CLAIR DINIZ DE ALMEIDA nasceu no município de Apodi/RN, no dia  16 de outubro de 1927, era filho legítimo do comerciante Diocleciano Patrício de Almeida e da professora Olindina Diniz Rocha, e tinha como irmãos Maria de Lourdes Pinto(in memoriam), Edson Patrício Diniz(in memoriam), Lêido Patricio Diniz(in memoriam)  e Antonio Diniz, vulgo "Tota"

Foi casado com Irene Diniz Brasileiro, com quem teve os seguintes filhos: Wilson Diniz Brasileiro, Wilma Diniz Brasileiro Lira, Wilma Maria Diniz Brasileiro Guedes, Dilma Diniz Brasileiro e Janete-Clair Diniz Brasileiro.

Nos anos 60, Saint-Clair foi um dos pioneiros em transporte alternativo em Apodi, com linha direta para a cidade de  Mossoró, e retorno à tarde.

No dia 15 de novembro de 1970 entrou para a vida pública, sendo eleito vereador pela Aliança Renovadora Nacional(ARENA), com uma votação de 558 votos, sendo o terceiro mais votado daquele pleito. Tomou posse em 31 de janeiro de 1971, e no mesmo dia foi eleito Presidente da Câmara Municipal de Apodi, cargo que exerceu até o dia 31 de janeiro de 1973.

No ano de 1972, disputou à reeleição ao cargo de vereador, pela ARENA, renovando seu mandato com 931 votos, ocupando o primeiro lugar para a Câmara Municipal, sendo empossado  em 31 de janeiro do ano seguinte. Porém, exerceu seu mandato até novembro de 1973.

Em janeiro de 1974, mudou-se com sua família para a cidade de João Pessoa, capital da Paraíba. Saint-Clair faleceu no dia 14 de outubro de 1999. 


*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Biografia de Padre Diogo Deveson, Vigário da Paróquia de Apodi-RN


Diogo Deveson de Souza e Silva é natural de Caraúbas RN. Nascido no dia 23 de Abril de 1992 . Filho de dona Maria de Fátima de Souza e Silva e seu Damião Daguimar da Silva. Recebeu o sacramento do batismo no dia 19 de janeiro de 1997.

A sua primeira comunhão no dia 15 de dezembro de 2006. Recebeu o sacramento da crisma no dia 23 de novembro de 2008. Ambos os sacramentos da iniciação cristã foram na Igreja Matriz de São Sebastião de Caraúbas.

Em 2010 fez a experiência dos encontros vocacionais no Seminário Santa Teresinha de Mossoró. No ano de 2011 ingressa no seminário da Diocese de Mossoró.

Em 2012 ingressa no curso de filosofia pela UERN e no ano de 2016 conclui o curso de filosofia e no mesmo ano começa o curso de Teologia pela faculdade Católica do RN. No ano de 2019 conclui o curso de Teologia.

No ano de 2020, fez estágio pastoral na Paróquia de Serra do Mel e foi ordenado Diácono em 20 dezembro de 2020 na Catedral de Santa Luzia de Mossoró. E fez estágio como Diácono durante seus messes na Paróquia de Senhora Santana de Luís Gomes. Foi ordenado Padre no dia 26 de junho de 2021, na Igreja Matriz de São Sebastião de Caraúbas-RN. Foi Vigário da Paróquia Senhora Santana de Luís Gomes, de 26 junho a 26 dezembro de 2021.

Em 06 de fevereiro de 2012 assumiu a função de Vigário da Paróquia São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, em Apodi-RN.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Centenário de Raimunda Alves da Costa, 1º mulher vereadora da história de Apodi

Raimunda Alves da Costa completaria 100 anos de idade nesta quarta-feira(21/07/2021) 

Dados biográficos: 

RAIMUNDA ALVES DA COSTA, mais conhecida por Mol ou Mundinha de Chico Santino, nasceu em 21 de julho de 1921, no Sítio Santa Rosa, no município de Apodi/RN, filha do casal Manoel Pedro Viana e Francisca Antônia de Oliveira

Foi casada com Francisco Moreira de Souza(Chico Santino, nascido em 1917 e falecido em 2002, filho do casal Santino Moreira de Souza e Dona Francisca Cândida de Assis). Desse matrimônio, tiveram os seguintes filhos: Maria Moreira da Costa(in memoriam), Sebastiana Moreira Viana(Taninha, in memoriam), José Moreira da Costa(in memoriam), Dalvani Moreira da Costa, Maria de Lourdes Moreira, Maria Moreira de Oliveira(Ceição), Antônia Moreira da Costa(in memoriam),  Maria Rita Moreira de Souza, Ednardo Moreira da Costa e Francisca Moreira da Costa. 

Mol era uma mulher muito dinâmica, exercia o trabalho de comerciante e auxiliava o marido Chico Santino nas atividades agrícolas. Formou e educou uma grande família, tendo deixado todos muito bem sucedidos. Sua marca era saber receber bem e ajudar solidariamente o povo da Santa Rosa. Sorridente em seu dia a dia, Mol foi uma das personalidade mais generosas da comunidade de Santa Rosa. Semeou muitas roseiras nas colinas de sua residência, situada num terreno pedregoso, porém produtivo graças a sua teimosia em semear flores e criar aves domésticas. 

Sua maior especialidade, todavia, fora servir ao próximo, principalmente em momentos difíceis, quando de corpo e alma doava-se em pro do bem estar alheio. Também se sentia feliz cada vez que partilhava o pão com o próximo em sua residência.  

Raimunda Alves da Costa foi a primeira mulher a exercer o mandato de vereadora da cidade de Apodi, fato este que ficou marcado na história do município. Ela saiu candidata ao legislativo  apodiense no pleito de 15 de novembro de 1966, pelo partido da ARENA - Aliança Renovadora Nacional, conquistando 181 votos. Porém, não foi eleita, mas na condição de suplente, assumiu o mandato na Câmara Municipal no ano de 1968, ocupando a  vaga deixada por seu irmão Valdemiro Pedro Viana, que se elegeu para o cargo de prefeito do município. 

Sem receio, saiu do meio rural onde crescera trabalhando para assumir o cargo de Vereadora na Câmara Municipal de Apodi. Nada comum para uma ruralista simples, filha de humildes agricultores. A honraria de torna-se a primeira mulher Apodiense a ocupar a tribuna do Poder Legislativo. Função que desempenhou com brilhantismo e sem remuneração. Exerceu seu mandato até o final daquela legislatura, encerrada em janeiro de 1971, e não concorreu à reeleição. 

Seu marido Chico Santino também entrou na política local, e exerceu a vereança por 2 mandatos consecutivos(1951-1955 e 1955-1959). 

Já seu irmão Valdemiro Viana exerceu o cargo de  vereador por 2 mandatos consecutivos, de 1963 a 1968, e assumiu a Prefeitura de Apodi em três oportunidades, a primeira na condição de prefeito interino(de fevereiro a março de 1963) e em seguida como prefeito constitucional, eleito pelo voto direto, para os mandatos 1969-1973 a 1977-1983. Ela era avó do professor e ex-prefeito Flaviano Moreira Monteiro(gestão 2013-2016).

Mol faleceu em 13 de fevereiro de 1993 e deixou marca na história a sua luta de indelével guerreira da comunidade de Santa Rosa. 

Mol de Chico Santino marcou época na história do voluntariado apodiense, o que acabaria lhe valendo o reconhecimento póstumo, quando por mérito e justiça, foi indicada patrona de uma cadeira da Academia Apodiense de Letras(AAPOL). Ela também é patrona da Unidade Básica de Saúde(UBS) de Santa Rosa, inaugurada no ano de 2013, através da lei municipal nº 933, de 19 de novembro de 2013.  

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Trajetória de Raimundo Targino da Costa


RAIMUNDO TARGINO DA COSTA, nascido aos 10 de junho de 1922 no Distrito de Soledade, município de Apodi/RN, fruto da união de António Targino de Oliveira e Arcanja Maria do Rosário, família extensa e tradicional de agricultores. Raimundo viveu desde a sua infância na comunidade de Soledade, até o seu falecimento, no dia 31 de Dezembro de 2011, aos 89 anos. 

Aos 25 anos de idade, casou-se com Antônia Targino da Costa, com a quem construiu uma vida matrimonial de 64 anos, a união deu fruto a 16 filhos, dos quais sobreviveram 11 sendo eles: Francisco Paulo Targino (já foi vereador da comunidade), Manoel Targino de Oliveira, Irene Targino da Costa, Francisco de Assis Targino, José Targino da Costa, Cezar Augusto Targino, Carlos Augusto Targino, Irineide Targino da Costa, Raimundo Targino da Costa Filho, Paulo Targino da Costa e Marcos Targino. 

Raimundo Targino sempre participou ativamente para a realização de obras e serviços em geral que beneficiaram a comunidade em geral, tinha prazer em servir, fosse em forma de trabalho físico ou partilhando o fruto de seu trabalho. Ainda participou da construção de lavanderia publica, mini-posto de saúde e a até então Igreja católica, construída em terreno doado pelo mesmo, bem como o terreno para construção da UBS, conjunto habitacional, cemitério e foi responsável pela doação de terrenos para a construção da maioria das casas da comunidade, teve que recuar seu terreno em várias hectares de terra para o desvio da atual RN que liga a comunidade a BR 405. 

Durante toda sua vida procurou passar adiante, não só para seus filhos, netos e bisnetos, mas para toda a comunidade o seu legado de honestidade, força de vontade e garra para trabalhar e conseguir vencer. Mesmo não tendo sido alfabetizado, prezou bastante a educação de seus filhos e netos enquanto lúcido, acreditando ser esse o caminho mais propício para se obter uma vida digna e de sucesso. 

Sempre considerou a comunidade com uma família, boa prova disso era o modo como reagia ante a furtos constantes de suas criações de caprino, nunca se mostrando irritado, pois acreditava que de algum modo aquilo era uma forma de saciar a fome de alguém que não estava em boas condições financeiras. 

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Faleceu Fanfanta Duarte, ex-secretário da Prefeitura de Apodi

Faleceu o apodiense Antônio Francisco Duarte, mais conhecido por todos por "Fanfanta". Ele estava lutando contra a Covid-19 há varias semanas, e infelizmente não resistiu às complicações causadas pela doença. 

Estava internado em uma UTI do Hospital Wilson Rosado, na cidade de Mossoró, e sua morte foi confirmada na manhã desta segunda-feira(24/05). Ele completaria 59 anos no dia 06 de junho. 

Fanfanta era filho de Antônio Duarte de Morais(in memoriam) e de Dona Maria Lizete Marinho Duarte. Era sobrinho do ex-prefeito Hélio Morais Marinho(in memoriam) e da professora e ex-vice-prefeita Dona Zuleide Marinho. 

Fanfanta foi servidor público e exerceu o cargo de secretário municipal de Finanças da Prefeitura de Apodi na gestão do ex-prefeito Evandro Marinho de Paiva(1997-2000). Irmão da professora e ex-secretária de Educação, Mara Marlizete Duarte Marinho de Paiva. 

Homem preocupado com as demandas do município, também deixou sua contribuição em diversas entidades, cooperativas, entidades, a exemplo da COOPERMIL - Cooperativa Mista de Apodi, onde desempenhou a função de presidente por diversas vezes. 

Nota do Blog: Expressamos nossos sentimentos de pesar às famílias Marinho/Duarte pela partida do grande Fanfanta, um homem que sem dúvida deixou sua história em nosso município. Que Deus conforte a todos.

*Fatos de Apodi.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Faleceu o comerciante apodiense Fernando Menezes

Faleceu nesta sexta-feira(21/05), o senhor Francisco das Chagas Menezes, mais conhecido por Fernando Menezes, um dos comerciantes mais antigos do município. Ele faleceu em decorrência das complicações causadas pela Covid-19, e  estava internado no Hospital Regional Hélio Morais Marinho,em Apodi. Casado com Dona Terezinha Barros, pai de Marcelo e Abília. 

O historiador e advogado apodiense Marcos Pinto emitiu nota de pesar em sua rede social, exaltando a trajetória do sr. Fernando, segue a íntegra: 

APODI   e   seu  histórico   "QUADRO  DA  RUA"   VESTEM  LUTO:

     O   negro  contexto  que   emoldura   a   dor  e  o  luto ,  amalgamando  e   marcando    as  páginas   dolorosas  dos  anais  do  tempo, noticiam   o     desfalque  do   antigo  "QUADRO  DA RUA" com  o   chamamento   à   Corte  celestial   do   popular  e  estimado   comerciante -  um  dos  mais  antigos,  ainda  em  atividade  no  Apodi,  FERNANDO  MENEZES, (FRANCISCO   CHAGAS   DE  MENEZES)  Casado   com  dona   TEREZINHA  de  Abília, .(irmã   de  Maria  de  Abilia) .  Apesar  de  sempre  ostentar  um  jeito    carrancudo, de  cara  trancada ,  tinha  um coração   boníssimo   imensurável ,   no  contexto    da  interatividade   espiritual.  Foi  um  arraigado   e  devotado  paroquiano, contribuindo   decisivamente  para  o  sucesso  das  festas  paroquiais  alusivas  aos  seus   consagrados  Padroeiros  São  João  Batista   e   Nossa  Senhoea  da  Conceição.   Deixou   uma  honrada   prole.  DEUS   o  acolha  em  sua  Casa   Celestial.  À   luz   perpétua   o   resplendor.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Faleceu Tarcísio de Chico Paulo

Faleceu na tarde desta quarta-feira, 12/05, o apodiense Tarcísio Paulo Freire, também conhecido por Tarcísio de Chico Paulo, em virtude de problemas cardíacos. Ele vinha enfrentando alguns problemas de saúde há algum tempo, e segundo informações, tinha 60 anos. 

Tarcísio era filho do saudoso casal Francisco Paulo Freire(Chico Paulo) e Benedita Ferreira Freire(Dona Moça). Era irmão de Ivo Freire de Araújo, ex-vice-prefeito, ex-prefeito e ex-vereador de Apodi; Maria Nilza Freire Pinto; Maria Zélia Freire de Araújo; Luiz Gonzaga Freire(Luizão); Maria Neide Freire de Araújo; Francisco Paulo Freire Filho(Chicão); Carlos Freire de Araújo; Marcos Freire de Araújo; Maria Aparecida Freire Marinho; Jairo César Freire de Araújo, ex-suplente de vereador; e Airton Cristino Freire de Araújo, e ainda de Maria Gomes Bezerra(“Pretinha”, irmã adotiva).

Tarcísio foi casado com a professora Raimunda Ferreira Freire, conhecida por Mundinha, ex-diretora da 13º DIREC de Apodi, com quem teve os filhos: Francisco Paulo Freire Neto, Laura Vicunã Ferreira Freire(in memoriam) e Lumila Paula Ferreira Freire e Souza. 

Tarcísio era um homem muito religioso, participava ativamente das atividades da Igreja Católica ao lado de sua esposa. Também deixou sua história registrada como secretário municipal da Prefeitura de Apodi, atuando nas gestões dos ex-prefeitos Ivo Freire e Simão Nogueira Neto.

Nota do Blog: Expressamos nossos sentimentos à todos da família enlutada, em especial a nossa amiga Mundinha,  pela partida do grande Tarcísio Freire. Ele era um grande admirador do nosso Blog, páginas e grupos sobre Apodi, sempre interagindo e compartilhando as nossas publicações. Descanse em paz. 

domingo, 2 de maio de 2021

Cel. Chico Pinto


FRANCISCO FERREIRA PINTO nasceu no Sítio Merêncio, município de Apodi/RN, no dia 17 de abril de 1895, filho do casal Cassimiro Ferreira Pinto(Dodô) e Vicência Gomes de Oliveira Pinto. Era neto paterno de Vicente Ferreira Gomes Pinto e Arcelina Rufina da Exaltação, e neto materno do Capitão Tito Joaquim de Souza Campêlo e D. Maria Gomes de Oliveira.

Teve como irmãos Aristides Ferreira Pinto, Lucas Pinto, Antônio Ferreira Pinto(2), João Ferreira Pinto Sobrinho(João de Dodô), Ester de Oliveira Pinto, Maria Ferreira Pinto(Maria de Dodô), Isabel de Oliveira Pinto(Bibia), Aristea de Oliveira Pinto e Raimunda de Oliveira Pinto.

Em 20 de setembro de 1913,  casou-se na Igreja Matriz de Apodi com sua parente próxima Maria Salomé Diógenes Pinto(filha legítima de Francisco Diógenes Paes Botão e Antônia Zenóbia Pinto). Desse matrimônio, tiveram os seguintes filhos: Francisco Pinto Filho, João Pinto(auditor fiscal, foi prefeito de Apodi de 1958 a 1963), Francisca Diógenes Pinto(Francisquinha) e Maria de Lurdes Pinto.

O Coronel Chico Pinto foi agricultor, comerciante e um político de grande prestígio. Jovem ainda, ingressou na atividade comercial, como sócio da firma "Jázimo & Pinto", do seu parente Cel. João Jázimo Pinto, que mais tarde(1912) viria a ser sogro. A casa comercial dedicava-se ao ramo de tecidos e miudezas em geral. Com o falecimento do Cel. João Jázimo, em 1926, a firma foi dissolvida, surgindo com a ova denominação de Casa Comercial "Pinto & Cia", tendo como sócio seu irmão Lucas Pinto, um homem de raro tino comercial.

Elegeu-se Intendente Municipal de Apodi no ano de 1922, para o triênio 1923-1925, ocasião em que foi escolhido como Presidente do Conselho de Intendência Municipal(cargo que atualmente equivale ao de prefeito). Reelegeu-se em 06 de setembro de 1925, para o triênio 1926-1928, novamente voltando a ocupar a presidência da Intendência. 

No episódio de 10 de maio de 1927, data em que o cangaceiro Massilon Leite atacou a cidade de Apodi chefiando parte do bando de Lampião, Chico Pinto teve sua vida ameaçada, por questões políticos,  mas foi salvo graças a intervenção do Padre Benedito Basílio Alves, vigário da Paróquia.

Em julho de 1927, foi eleito deputado estadual do Rio Grande do Norte, para o triênio 1927-1929, representando o município de Apodi e regiões circunvizinhas. A legislação da época permitia que Chico Pinto pudesse exercer os dois cargos públicos ao mesmo tempo. 

No pleito eleitoral de 02 de setembro de 1928 foi eleito o primeiro prefeito constitucional de Apodi(cargo criado após a Reforma da Constituição Estadual de 1926), com uma votação de 694 votos, sendo empossado no cargo no dia   01º de janeiro de 1929.

Durante a sua administração foi construído o prédio da Prefeitura Municipal de Apodi, que também abrigava uma Cadeia Pública e um Quartel, cuja inauguração ocorreu no ano de 1930. 

Porém, Chico Pinto não concluiu seu mandato, já que foi afastado do cargo em virtude da Revolução de 1930, no mês de outubro daquele ano. Foi substituído pelo prefeito revolucionário, Cosme Corsino de Lemos. Mesmo afastado de um cargo público continuou exercendo forte liderança na região

Mas, por volta das 20:30 horas do dia 02 de maio de 1934, o Cel. Francisco Ferreira Pinto foi covardemente assassinado em sua residência, quando dirigia-se em direção à porta que dava acesso ao quintal. Neste interim, foi brutalmente atingido por certeiro tiro que lhe atingiu o tórax, fulminando-o incontinenti. Por inveja de políticos e poderosos da época, tombou o Cel Chico Pinto, o mais prestigioso político de Apodi.

Ele residia em um antigo Casarão, ainda hoje existente na Rua Nossa Senhora da Conceição, no centro de Apodi,  atualmente pertencente a sua neta materna, professora Mariinha Dantas Pinto. 

Seu irmão Lucas Pinto, uma das maiores lideranças políticas de Apodi, que assumiu os destinos políticos do município após a partida de Chico Pinto, ocupou o cargo de prefeito municipal por quatro vezes: 02/02/1936 a 31/07/1937; 01/08/1937 a 26/12/1937;  27/12/1937 a 22/09/1940 e 19/03/1946 a 21/03/1948.

Chico Pinto era tio de José da Silveira Pinto(médico, ex-prefeito de Apodi e ex-deputado estadual) e Newton Pinto(ex-deputado estadual, desembargador e ex-presidente do TJ/RN).

No dia 04 de maio de 1959, foi sancionada  pelo prefeito João Pinto a  lei municipal Nº 02/59, que  instituiu o "Feriado Municipal de 02 de Maio", para relembrar a  trágica morte do ilustre filho apodiense.

Além disso, em sua homenagem foi criada a "Praça Francisco Pinto", localizada  em frente à Prefeitura Municipal de Apodi(denominada de "Palácio Francisco Pinto"). Na Praça, existe um pequeno busto retratando o ilustre chefe político de Apodi.

FONTE DE PESQUISA: "Datas e Notas para a História de Apody" - Marcos Pinto;
Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi.

*Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

Links relacionados: Lei que instituiu o feriado de 02 de maio em Apodi:

segunda-feira, 29 de março de 2021

Lei nº 1694, de 26/03/2021: Institui a Comenda Maria Romana Leite(Maria de Abília)

Dona Maria de Abília, homenageada pela lei nº 1.694, de 26.03.2021.

ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PREFEITURA MUNICIPAL DE APODI

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEJAMENTO
LEI MUNICIPAL Nº 1694/2021 DE 26 DE MARÇO DE 2021

“Institui a Comenda Maria Romana Leite (Maria de Abília) e dá outras providências."

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI, Estado do Rio Grande do Norte, faz saber a todos os habitantes deste Município, que a Câmara Municipal de Vereadores votou e aprovou, e ele sanciona e promulga a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituída a COMENDA MARIA ROMANA LEITE (MARIA DE ABÍLIA), às mulheres que no exercício de suas atividades e funções, tenham se diferenciado por sua relevante atuação junto à comunidade e, com isso, contribuído para o desenvolvimento e aprimoramento da qualidade de vida no Município de Apodi, de modo a se tornarem merecedoras do reconhecimento público.

Parágrafo Único: Serão agraciadas anualmente, no mês de março, preferencialmente no dia oito desse mês, dia que se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Art. 2º - A honraria será conferida às personalidades indicadas pelo Poder Executivo.

§1º. A indicação deverá ser acompanhada do currículo da personalidade a ser agraciada com a honraria, detalhando as ações que justificam a concessão da comenda.

§2º. A pessoa agraciada com a honraria não poderá ser indicada nos anos seguintes.

Art. 3º A homenagem poderá ser prestada a cada ano, mediante a concessão de uma condecoração, constituída de uma medalha ou um diploma (ou ambos), a ser conferida em evento comemorativo alusivo ao Dia Internacional da Mulher.

Art. 4º Na medalha condecorativa deverão estar insculpidos, em relevo:

I – o brasão do Município;
II – a frase: “COMENDA DO MÉRITO MARIA ROMANA LEITE (MARIA DE ABÍLIA);
III – a data da concessão;
IV – a medalha será acondicionada em caixa de medalha própria.

Art. 5º No diploma deverão estar insculpidos, sem relevo, em papel nobre:
I – a frase em destaque “COMENDA DO MÉRITO MARIA ROMANA LEITE (MARIA DE ABÍLIA)”
II – a data da concessão na parte inferior;
III – o nome do Prefeito para assinatura;

Art. 6º - A homenagem que aqui se trata é pessoal e intransferível e somente admitirá representante quando a homenageada estiver impedida por força maior.

Art. 7º - As despesas desta Lei correrão por conta de dotação orçamentária própria.

Art. 8º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Gabinete do Prefeito Municipal em Apodi/RN, em 26 março de 2021.

ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO
Prefeito Municipal

ARIANA CINTHIA DANTAS DE PAIVA
Secretária de Administração e Planejamento Portaria nº 0001/2021

Matéria publicada no Diário Oficial dos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte no dia 29/03/2021. Edição 2492

segunda-feira, 22 de março de 2021

Faleceu a professora Rita Viana, filha do ex-prefeito Valdemiro Viana


Faleceu na tarde desta segunda-feira(22/03), a professora apodiense Francisca Viana de Sousa Batista, mais conhecida por  Rita Viana, aos 66 anos, após enfrentar uma longa batalha contra a Covid-19. Ela faleceu em Natal/RN, onde residia há vários anos. Trabalhou como professora durante vários anos, prestando relevantes serviços à educação apodiense

Rita Viana era filha do saudoso casal Valdemiro Pedro Viana(ex-prefeito de Apodi por 2 mandatos) e de Maria Fernandes de Sousa(Dona Mozinha Viana). Rita era de uma família de 10 irmãos, sendo eles Sebastiana Viana de Souza(Neta Viana), in memoriam; Gilvan Viana, Socorro Viana, Dilma Viana, Vilma Viana, Vilmaci Viana(escritora, poetisa e atual presidente da Academia Apodiense de Letras - AAPOL), Antônio Viana(ex-vereador de Apodi), Júnior Viana e Vanuza Viana.  

Nota do Blog: Por meio deste espaço prestamos nossos sentimentos de pesar à nossa amiga Vivi Viana, presidente da AAPOL, e a todos os membros da família Viana. 

sábado, 17 de outubro de 2020

Dodô Targino, 1976

Campanha de 1976.  Foto: Arquivo do blog.

Fotografia oficial da campanha de Francisco Paulo Targino, mais conhecido por "Dodô Targino", para vereador da cidade de Apodi no ano de 1976.

Com suas origens no Distrito de Soledade, filho de Raimundo Targino da Costa(Mundinho Targino) e Antônia Targino da Costa, Dodô foi o primeiro membro da Família Targino de Soledade a assumir uma cadeira no legislativo apodiense. 

Elegeu-se pelo antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro no pleito de 15 de  novembro de 1976, ocupando o décimo lugar, com 153 sufrágios. Naquela ocasião o MDB também elegeu Manoel Galdino(com 279 votos) e Antônio de Quinca(com 166 votos). 

Empossado em 31 de janeiro de 1977, Dodô Targino exerceu um mandato de seis anos, cuja legislatura encerrou-se oficialmente em 31 de janeiro de 1983. Durante sua passagem pelo parlamento municipal, exerceu o cargo de segundo-secretário no biênio 1981-1982. 

OBSERVAÇÂO: Dodô Targino tentou a reeleição no ano de 1982, entretanto não conseguiu a renovação de seu mandato. 

Após ele, o Distrito de Soledade elegeu como representantes: Geraldinho Targino e Francisco Valdevino Sobrinho(Titico Targino), que atuaram juntos na legislatura 1993-1996; Ailton Deuzimar de Souza(Ailton Tenório), integrando a legislatura 2005-2008. Eilson Holanda Targino(filho de Dodô) na condição de suplente, também exerceu a vereança no legislativo de Apodi durante parte da legislatura 2005-2008. 

*Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Biografia de Lindocastro Nogueira


LINDOCASTRO NOGUEIRA DE MORAIS nascido em 14 de outubro de 1974, no município de Apodi/RN, é o segundo filho do casal Leôncio Nogueira de Morais e Ozenira de Morais Nogueira, ambos agricultores. Neto paterno de João Epitácio Nogueira e Sebastiana Duarte de Morais, e neto materno de Maria Dália de Morais e Raimundo Gomes Bezerra.

Nascido e criado no Sítio Carrilho, zona rural de Apodi, foi lá onde passou sua infância, uma época simples, humilde, mas feliz. Desde cedo começou a se interessar pelo estudo, e iniciou sua trajetória escolar na Escola Municipal Sitio Guaxinim, sediada no Sítio Paulista. Ao mesmo tempo dividia seu tempo com as atividades do campo. Apesar das dificuldades enfrentadas, sempre se dedicou em busca dos seus objetivos.

Da 05ª a 08ª série estudou na Escola Municipal Gregório Batista de Morais, sediada no Sítio Apanha-Peixe, no município de Caraúbas/RN. Cursou o segundo grau na Escola Estadual Sebastião Gurgel, em Caraúbas. Formou-se em Agronomia pela antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró(ESAM) - atual UFERSA, e em Direito pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN). Em seguida tornou-se professor da Faculdade de Direito - FAD/UERN, lecionando as disciplinas direito do trabalho e direito previdenciário.

É Doutorando em Direito pela Universidade de Coimbra em Portugal, bem como pela Universidade Federal do Paraná, em convênio com a UERN. No mais, é especialista e mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. 

Lindocastro iniciou sua carreira profissional do zero, advogando  na área trabalhista para os sindicatos da educação em Mossoró e Apodi. E na mesma época começou com o direito previdenciário. Hoje é Sócio-Administrador do escritório de advogacia "Lindocastro Nogueira Sociedade de Advogados", sediado na cidade de Mossoró. 

Enquanto advogado ocupou o cargo de Vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB) - Subseção Mossoró/RN, cuja profissão exerce com afinco, sobretudo com ênfase no atendimento sindical. 

Nutre amor incondicional pela família, é casado com Ana Luzia Gurgel Dantas, e dessa união nasceram os filhos: Guilherme Gurgel Nogueira e Ana Clara Gurgel Nogueira.

Em reconhecimento ao valoroso trabalho que desenvolve na região Oeste, já foi agraciado com os títulos de cidadania janduiense(em 2012) e patuense(em 2016). 

*Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN. 

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Biografia de Henrique Mota


PAULO HENRIQUE MOTA DA SILVA, nascido no dia 06 de Fevereiro 1984, por falta de condições de saúde pública na maternidade Claudina Pinto no seu município Apodi, nasceu na maternidade Almeida Castro em Mossoró/RN, é filho do casal Jose Ângelo da Silva e Antônia Soraia Mota Torres. É pai de 2(dois) filhos: Lucas Kauã Alves Mota e de Luan Henrique Alves Mota. 

Descendente de uma família de historiadores e educadores, tais como, Nonato Mota, que graças aos seus registros, hoje conhecemos o que foi preservado da historia antiga de Apodi, fatos e acontecimentos ligados a formação politica, administrativa e social, o mesmo escreveu interessante trabalho sobre a historia do município, intitulado "Notas sobre a Ribeira do Apodi"; Dona Lourdes Mota, professora de grandes méritos, inteligência privilegiada, possuía qualidades que marcaram sua brilhante carreira no magistério, tanto público como particular; Auri de Aceto Mota (avó in memoriam) também educadora da zona rural de Apodi, trabalhou em vários sitios( Barra e córrego). Concluiu sua carreira de professora na escola do Sitio Missão; e Isa de Aceto Mota que trabalhou durante 40 anos promovendo o conhecimento necessário à formação do ser humano. Foi escrutinadora da Justiça Eleitoral. Exerceu o ofício de Catequista, Coordenadora Bíblica. Membro Ativo da Legião de Maria. Como escritora e poetisa escreveu o livro “Poesias e Sonetos”. 

Observando seu interesse, Henrique foi incentivado por sua mãe logo cedo a iniciar seus estudos na Escola Lar da Criança Pobre de Apodi. Fez o ensino fundamenta I na Escola Estadual Gerson Lopes, cursou o fundamental II na Escola Estadual Professor Antonio Dantas. Concluiu o técnico na ETC / Escola Técnica de Comércio em Natal/RN. Atualmente é estudante do IFRN, cursando técnico de Informática. Em todo esse período escolar teve uma grande dificuldade que foi sua deficiência visual desde o seu nascimento o mesmo só pode assistir as aulas como ouvinte.

Com 28 anos, fez uma cirurgia corretiva nas córneas e a partir de então passou a observar o mundo de outra forma e ter acesso a diversas oportunidades que a dificuldade visual da infância não permitia. Despertou para atuação em espaços com atividades coletivas, inicialmente conhecendo o movimento dos escoteiros, onde atuou em Apodi, fez parte da juventude petista em Natal, onde militou durante treze anos.

Participou dos movimentos sindicais no estado de Pernambuco onde lá encampou vária lutas a favor dos direitos dos trabalhadores da construção civil. Foi Sócio fundador do Instituto Pro Verde Ar, no referido instituto desenvolveu junto ao grupo projeto piloto de arborização no bairro Garilândia e na creche modelo, no momento está como dirigente do Partido Verde, diretório de Apodi, na função de Vice-Presidente. A pedido de sua avó materna, que participasse das lutas sociais e que sempre fosse defensor da natureza e das causas ambientais tornou-se um forte aliado de outros cidadãos apodienses que defendem as Bandeiras de defesa ao meio ambiente e do desenvolvimento transformador sustentável dentre os seus fortes aliados estão o educador e engenheiro ambiental Genildo Sousa e a Professora Socióloga Ecineide Silva, ambos já encamparam várias lutas em busca da promoção da justiça e da igualdade social no município. 

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL 

Iniciou suas experiências profissionais na construção civil no ano de 2008, como eletricista na área da Petrobrás ficando nessa função até, 06 de Agosto de 2015, posteriormente fundou sua própria empresa, intitulada de "Aceto Mota Instaladora" com a finalidade de desenvolver um trabalho autônomo, prestando serviços a população Apodiense na área de elétrica e jardinagem dentro dos princípios de preservação ao meio ambiente. 

Hoje coloca seu nome à disposição como postulante ao legislativo apodiense pelo Partido Verde   - PV. 

Por ter como herança a vontade de transformar a vida das pessoas através do conhecimento e de ações sustentáveis se sente motivado a lutar por aquilo que acredita, e apresenta-se como candidato ao cargo de vereador em Apodi. Henrique quer deixar sua contribuição como filho dessa terra, seguindo o exemplo da avó, das tias e do tio, que se doaram de forma humanista para construir um Apodi digno do seu povo.

Segundo ele, se obtiver um resultado concreto, sua principal meta será trabalhar para o povo, realizando o processo de escuta e respeitando sua autonomia e com base nesses princípios propor e encaminhar projetos que promovam ações sustentáveis e que impactem em uma melhor qualidade de vida de todos os nossos munícipes.

*Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Carlinhos de Dandão


LUIS CARLOS FERNANDES TARGINO mais conhecido por Carlinhos de Dandão, nasceu em 14 de fevereiro de 1981, na cidade de Apodi/RN, filho de João de Deus Targino(Dandão), in memoriam, e de Terezinha Fernandes Targino, tendo um irmão: João de Deus Targino Filho. É neto paterno dos saudosos Odilon Targino da Costa e Francisca Targino da Costa(Dona Preta), e neto materno Silecina Lima de Góis e Francisco Paulo de Góis. 

Mora no Distrito de Soledade desde que nasceu e estudou da primeira a quarta série na Escola Municipal Francisco Targino da Costa, que fica localizada naquela localidade. Em seguida passou a estudar na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, na cidade de Apodi, onde concluiu o ensino fundamental e cursou até o primeiro ano do segundo grau. 

Desde cedo começou a trabalhar ajudando seus pais na agricultura, atividade que exerce até os dias de hoje. É casado com Antônia Neuma Alves da Silva, e é pai de um(1) filho: João Carlos Targino de Oliveira. 

Carlinhos faz parte da tradicional Família Targino de Soledade, família essa que já ocupou por diversas vezes uma cadeira na Câmara Municipal de Apodi. O seu tio Geraldinho Targino foi vereador por um mandato e também presidiu o legislativo apodiense na década de 90.

Hoje, Carlinhos de Dandão é filiado ao PSB - Partido Socialista Brasileiro e é pré-candidato ao legislativo municipal. Apresenta seu nome ao crivo da população apodiense, acreditando que é possível fazer diferente, lutar por melhorias pelo homem do campo, por sua localidade, o Distrito de Soledade, na região da Chapada, bem como por todo o município de Apodi. 

*Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

terça-feira, 28 de julho de 2020

Em 28 de julho de 2018, Apodi se despedia de Seu Chico Paulo

Francisco Paulo Freire(Chico Paulo). 

No dia 28 de julho de 2018, um sábado,  a cidade de Apodi se despedia do senhor Francisco Paulo Freire, mais conhecido por Chico Paulo, grande empreendedor, comerciante, liderança política deste município. Deixava aos 91 anos de idade a terra que tanto amou e batalhou pelo seu crescimento, deixando assim uma lacuna na Rua São João Batista, onde residia ao lado de sua família. 


FRANCISCO PAULO FREIRE nasceu em 18 de janeiro de 1927 no  Sítio Baixa Grande, zona rural do município de Apodi/RN, filho do casal Francisco Eduardo Freire e Francisca Cristina Freire. De uma família humilde, desde muito cedo, começou a trabalhar ajudando seus pais na agricultura. Autodidata, não chegou a frequentar a escola, mas aprendeu a ler e escrever sozinho.

Na década de 40 viajou à Amazônia e atuou como "Soldado da Borracha". Trabalhou no seringal ao lado de conterrâneos de sua terra, dentre eles, o também apodiense Pedro José de Noronha.

No ano de 1951, casou-se com a paraibana Benedita Ferreira Freire, conhecida por “Dona Moça”, cujo matrimônio deu origem a uma numerosa família, com os seguintes filhos: Ivo Freire de Araújo, ex-vice-prefeito, ex-prefeito e ex-vereador de Apodi; Maria Nilza Freire Pinto; Maria Zélia Freire de Araújo; Luiz Gonzaga Freire(Luizão, ex-secretário municipal de Administração); Maria Neide Freire de Araújo; Francisco Paulo Freire Filho(Chicão); Tarcísio Paulo Freire; Carlos Freire de Araújo; Marcos Freire de Araújo; Maria Aparecida Freire Marinho; Jairo César Freire de Araújo; e Airton Cristino Freire de Araújo. Eles também criaram mais uma filha, de nome Maria Gomes Bezerra, conhecida por “Pretinha”.  Dona Moça, a sua querida esposa e companheira de longos anos,  veio a falecer em 12 de novembro de 2017, aos 84 anos. 

Chico Paulo sempre teve um pensamento futurista, visando proporcionar melhores condições de vida para a população, estabeleceu diversos empreendimentos que contribuíram para a economia da cidade de Apodi, tais como: um posto de combustível, loja de tecidos, fábrica de sabão, um alambique que produzia a aguardente “Não me solte”, engenho com produção de rapadura, uma sorveteria, torrefação de café, uma farmácia, uma casa de produção de autopeças em sociedade com o senhor Neném Tonico,  uma cerâmica, entre outros. Apesar dos empreendimentos bem sucedidos, nunca abandonou a vida no campo e sempre esteve cuidando de sua fazenda.

O comerciante também deixou sua marca registrada na política apodiense, tendo disputado o cargo de prefeito municipal no pleito eleitoral de 15 de novembro de 1972, na época pela sublegenda da Aliança Renovadora Nacional – “ARENA 2”, tendo o vereador Celso Marinho de Oliveira, como seu vice. Eles enfrentaram os candidatos da ARENA 1, cuja chapa era formada pelo agricultor Izauro Camilo de Oliveira para prefeito e o ex-vereador Bevenuto José de Paiva, para o cargo de vice.  Chico Paulo não venceu a eleição, mas apesar disso passou a exercer a sua liderança política no município, participando de históricas disputas eleitorais, sempre respeitado por todas correntes políticas existentes no município. 

"Soldados da Borracha", comandados pelo apodiense Pedro José de Noronha(o primeiro da foto). Atuaram no Seringal denominado "Igualdade" na floresta amazônica.  Seu Chico aparece na fileira de trás, sendo o segundo da esquerda para a direita. Década de 40.   Foto: Reprodução. 

Um dos primeiros postos de gasolina de Chico Paulo, que localizava-se na Rua Margarida de Freitas. Neste local também funcionou a loja "A Sertaneja", e atualmente abriga a "Loja Fonseca". Imagem veiculada no facebook. 

Antigo "Posto Brasília", também de sua propriedade, com data provável nos anos 60.  Na foto aparecem, o senhor Zé Lucas, seu Chico Paulo e Dona Terezinha de Abília(esposa de Fernando Meneses. Foto: reprodução.

"Posto Brasília". Anos 60. Foto: reprodução. 

Chico Paulo e o então vereador Celso Marinho, respectivamente candidatos a prefeito e vice no pleito de 1972, pela sublegenda da ARENA 2.  Foto: Arquivo do Blog. Veja o link a seguir: https://fatosdeapodi.blogspot.com/2019/08/eleicoes-para-prefeito-de-apodirn.html

Fotografia oficial da campanha para prefeito em Apodi no ano de 1972. Foto: Arquivo do blog. 

Chico Paulo e sua querida esposa Benedita Ferreira Freire(Dona Moça). Foto: Marcos Freire. 

Inauguração da "Feira Livre Francisco Paulo Freire", em 27 de dezembro de 2019. Foto: Vilmaci Viana. 

No ano de 2019 a Feira Livre da cidade de Apodi foi modernizada pelo poder público municipal e passou a ser denominada de “Francisco Paulo Freire”,  através da lei municipal nº 1548/2019, em reconhecimento aos seus serviços prestados a este município.


Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Aniversário da professora aposentada Maria Coeli Magno


Registramos hoje, neste 16 de julho, o aniversário da professora Maria Coeli Magno, atualmente aposentada, uma apodiense dedicada que já deixou seu legado  nos anais da história na educação deste município.  Nascida no ano de 1935, ela é filha do saudoso casal Eudóxio Magno de Oliveira Pinto e Anatildes Dantas da Silva(Dona Tila). 

Dona "Celi de Tila", como também é conhecida, foi diretora da Escola Estadual Ferreira Pinto e também lecionou na Escola Estadual Antônio Dantas, foi supervisora do antigo NURE(atual 13º DIREC), em Apodi. Além disso, nos anos 70 ela fundou e dirigiu o "Educandário Mundo da Criança", instituição que deixou relevantes serviços prestados na sociedade apodiense.

Dona Celi também exerceu o cargo de Secretária Municipal de Educação por duas vezes, atuando na gestões dos ex-prefeitos Ivo Freire de Araújo(1985-1988) e Simão Nogueira Neto(1989-1992).

OBS: O autor deste espaço expressa seu respeito e estima pela sua trajetória de  vida, prestando homenagens a esta mulher, sempre atenciosa com todos que a procuram. Parabéns, tudo de bom em sua vida!

Anteriormente, já publicamos um post sobre a trajetória de Dona Celi, que pode ser conferido no link a seguir: https://fatosdeapodi.blogspot.com/2019/05/maria-coeli-magno.html

*Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

terça-feira, 14 de julho de 2020

Júnior Carlos


RAIMUNDO NONATO CARLOS JÚNIOR mais conhecido por Júnior Carlos, nasceu em 27 de dezembro de 1978, na Maternidade Claudina Pinto, na cidade de Apodi/RN. É filho de Raimundo Nonatos Carlos(in memoriam) e Maria Laice da Costa Carlos(in memoriam), sendo neto paterno de Manoel Carlos da Costa e Zulmira Marinho de Oliveira, e neto materno de Antônio dos Reis Magos da Costa e Francisca Albina da Conceição. São seus irmãos: Zulmira Marinho da Costa Carlos Borba, Thalita da Costa Carlos Freitas, Jonatas da Costa Carlos e Jeremias da Costa Carlos

Júnior é membro de uma família humilde, filho de agricultor e criador de gado, oriundo do Sítio Baixa Fechada 2, na região do Vale do Apodi.

Iniciou seus estudos na Escola Estadual Ferreira Pinto, na cidade de Apodi, onde cursou da 1ª a 4ª série. Da 05ª a 08ª série estudou na Escola Estadual Professor Gerson Lopes. Concluiu o ensino médio, frequentando três escolas: Cursando o primeiro ano do segundo grau na Escola Estadual Antônio Dantas,  o segundo ano no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em Apodi; já o terceiro ano fez no Colégio Hipócrates, na zona sul de Natal/RN. Começou a fazer o curso de Gestão Pública, pela UNIP, porém não chegou a concluí-lo. 

Passou uma infância tranquila e desde cedo passou a ajudar seus pais na agricultura, no sítio da família. Aos 18 anos teve a oportunidade de conseguir seu primeiro emprego, começando a trabalhar como vendedor na "Cervejaria Antarctica", em Mossoró/RN. Depois foi convidado para trabalhar na Coca Cola, onde também exerceu a função de vendedor, atuando em diversas cidades do Oeste Potiguar. Atuou ainda na "RC Cola", e por último na loja "ISKISITA ATACADO", de Natal, como vendedor externo no médio e alto oeste. Ao todo, trabalhou com vendas por cerca de 14 anos. 

Nunca passou por sua cabeça entrar na vida pública, porém no ano de 2008, incentivado por seus familiares e amigos, inclusive por seu tio, o ex-prefeito Simão Nogueira Neto, Júnior decidiu sair candidato à Câmara Municipal de Apodi, pelo PSB. Na época, conseguiu se eleger com 930 votos, passando a atuar na legislatura 2009-2012.

Com um trabalho de base, perto das pessoas, dos bairros e das comunidades rurais, colocou novamente seu nome a disposição, conseguindo se reeleger no pleito de 2012,  com 1.215 sufrágios, sendo inclusive o segundo mais bem votado daquele pleito. No ano de 2016 conseguiu seu terceiro mandato parlamentar, pelo PSB, ocupando o primeiro lugar para a Câmara Municipal, logrando 1.553 votos. 

Ao longo de seus mandatos, o edil já conseguiu trazer diversas melhorias para o município, como 04 quadras de esportes, adutoras, poços tubulares com caixa d'água, entre outros. Além disso, trabalhando ao lado do deputado federal Rafael Motta conseguiu a destinação de emendas impositivas, como por exemplo,  a construção de uma UBS na região do Vale, na comunidade de Juazeiro I(que brevemente será inaugurada); e ainda a compra de um caminhão pipa para atender a necessidade de água potável nas comunidades rurais do município.

No plano legislativo, o parlamentar também destaca-se por sua participação em diversas comissões importantes da Casa do Povo. Júnior Carlos foi vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi durante o biênio 2015-2016, e assumiu interinamente a presidência do legislativo, de janeiro a junho de 2016. Exerceu o cargo de Primeiro Secretário da Mesa-Diretora do legislativo durante o biênio 2017-2018. Hoje é presidente do diretório municipal do PSB Apodi e desde então vem  contribuindo para o crescimento e fortalecimento da sigla na cidade. 

É casado com Ana Karine Morais de Lima, e pai de três filhos: Lucas Felipe, Ana Cecília e Raimundo Neto. 

*Postado por Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

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