domingo, 25 de agosto de 2019

Vereadores de Apodi eleitos em 1972

Vereadores do município de Apodi/RN, eleitos no pleito de 15 de novembro de 1972

Posse: 31 de janeiro de 1973

Aliança Renovadora Nacional(ARENA):

1. Saint-Clair Diniz de Almeida - 931 votos

2. Hélio Morais Marinho - 617 votos

3. Francisco Silveira - 608 votos
"Caboclo de Manú"

4. José Dionízio de Morais - 511 votos
"Deca Morais"

5. Manoel Gurgel de Carvalho - 432 votos

6 . Raimundo Valcides Pinto - 417 votos

7. Francisco Vieira de Souza - 382 votos
"Zominho"

8. Joaquim Cirilo da Silva - 280 votos
"Joaquim Flôr"

9. Abilio Soares de Macedo - 254 votos

10. Geraldo Paulino de Freitas - 230 votos
"Geraldo de Sinhôr de Mariquinha"


FONTE:
Câmara Municipal de Apodi(CMA)
Cartório Eleitoral de Apodi - 35º Zona Eleitoral


*Pesquisa: Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Lei Nº 1.500/2019: Dá denominação a praça em frente à Escola Estadual Professor Antônio Dantas de Praça FRANCISCO TENÓRIO DE SOUZA (Chico Tenório) na cidade de Apodi-RN




LEI Nº 1.500/2019, 20 DE AGOSTO DE 2019

Dá denominação a praça em frente à Escola Estadual Professor Antônio Dantas de Praça FRANCISCO TENÓRIO DE SOUZA (Chico Tenório) na cidade de Apodi-RN e dá outras providencias.

20 DE AGOSTO DE 2019

Dá denominação a praça em frente à Escola Estadual Professor Antônio Dantas de Praça FRANCISCO TENÓRIO DE SOUZA (Chico Tenório) na cidade de Apodi-RN e dá outras providencias.

O Prefeito Municipal de Apodi - Alan Jefferson da Silveira Pinto, no uso de suas atribuições que lhe são conferidas por Lei. Faz saber que a Câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominada a praça em frente à Escola Estadual Professor Antônio Dantas de Praça FRANCISCO TENÓRIO DE SOUZA (Chico Tenório) - Apodi - Rio Grande do Norte.

Art. 2º Fica o Poder Executivo responsável por colocar, na referida praça, um busto e placa do homenageado com um pequeno histórico.

Parágrafo único. As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito, Palácio Francisco Pinto.

Apodi/RN, em 20 de agosto de 2019.

Alan Jefferson da Silveira Pinto
Prefeito Municipal

Ariana Cinthia Dantas de Paiva
Secretária de Administração e Planejamento Portaria nº 0430/201

sábado, 17 de agosto de 2019

Genivan Varela



GENIVAN AIRES DA COSTA mais conhecido por Genivan Varela, nasceu no dia 20 de maio de 1981, na Maternidade Claudina Pinto, na cidade de Apodi/RN, sendo filho do casal de agricultores Pedro Varela da Costa e Vicência Aires da Costa. Membro de uma família de 07 irmãos, desde a sua infância reside na comunidade de Santa Rosa neste município. 

Foi criado  na agricultura familiar e passou por algumas dificuldades na época, mas apesar disso tem muito orgulho de suas raízes. 

Começou a estudar na Escola Francisca Antônia de Oliveira, no Sítio Santa Rosa, com as professoras Dona Júlia Alves e Dona Louza Alves. Posteriormente, passou a estudar na Escola Estadual Professora Alvani de Freitas Dias - CAIC, na cidade de Apodi e em seguida na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, onde cursou apenas até o nono ano  não chegando a concluir o ensino fundamental. 

Foi Presidente da Associação dos Agricultores do Sítio Santa Rosa por três mandatos consecutivos, nos períodos 2004-2005, 2006-2007 e no ano de 2008. 

No ano de 2007 ingressou no Partido Comunista do Brasil - PC do B, a convite de seus amigos Gilvan Alves, Flaviano Monteiro, Caubi Tôrres, entre outros membros da sigla no município.  

Em 2008 participou de sua primeira disputa eleitoral, saindo candidato a vereador pelo PC do B, conseguindo se eleger com 935 votos, para a legislatura 2009-2012. Durante esse período assumiu a segunda secretaria da Mesa-Diretora no biênio 2011-2012. 

Reelegeu-se no pleito de 07 de outubro de 2012, com 1.206 votos,  sendo inclusive o terceiro vereador mais bem votado daquele pleito, para o quatriênio 2013-2016. Nessa legislatura  passou a atuar como líder do governo de seu correligionário, o então prefeito Flaviano Monteiro(PC do B). Em 02 de outubro de 2016, Genivan Varela elegeu-se pela terceira vez, obtendo 1.070 votos.

Foi Presidente da Câmara Municipal de Apodi no biênio 2017-2018 e atualmente ocupa o cargo de Primeiro Secretário da Mesa-Diretora, durante o biênio 2019-2020.  Além disso, já atuou como relator e também presidente da Comissão de Constituição e Justiça, uma das comissões mais importantes do legislativo municipal. Em 2019, foi eleito presidente do Comitê Muncipal do PC do B de Apodi. 

É casado com Maria Magnália Fernandes Aires, e é pai de três filhos: Caio Jonathan Fernandes Aires, Kayron Gabriel Fernandes Aires e Maria Klara Fernandes Aires,

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

sábado, 10 de agosto de 2019

Chico Santino


FRANCISCO MOREIRA DE SOUZA mais conhecido por Chico Santino, nasceu no dia 07 de maio de 1917, no município de Apodi/RN, filho do casal Santino Moreira de Souza e Dona Francisca Cândida de Assis(Cachica).

Durante sua infância trabalhou ajudando seus pais na agricultura e viveu durante toda a sua vida no Sítio Santa Rosa, neste município. 

Entrou para a vida pública  no dia 03 de outubro de 1950, oportunidade na qual elegeu-se vereador da cidade de Apodi, pelo Partido Social Trabalhista(PST), ocupando o cargo de 1951 a 1955.

Reelegeu-se no pleito de 03 de outubro de 1954, para o período legislativo de 1955 a 1959. Durante seus mandatos, ocupou o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi/RN, e assumiu a presidência do poder legislativo por diversas vezes, durante as ausências do então presidente Júlio Marinho. Foi ligado politicamente ao Coronel Lucas Pinto, principal liderança política da época.

Na seca de 1958, deixou sua esposa e os filhos e foi para o Maranhão com dois caminhões, onde conseguiu agregar em uma fazenda para fazer o transporte da colheita, de produtos como arroz e farinha.

Retornando à sua terra natal em 1964, passou a se dedicar a agricultura com a plantação de bananeira, mangueiras, algodão, feijão e milho.

Quando casou-se, sua esposa fazia louças de barro,  tais como panelas, bules, xícaras, e ele ia vender nas feiras das cidades de Apodi e Umarizal. Além disso, comercializava a produção de frutas nas feiras de Caraúbas/RN e comunidades vizinhas.

Fez uma escola próxima a sua residência no Sítio Santa Rosa, onde lecionaram as professoras Iza Mota, Nativa, entre outras.

Chico Santino foi casado com Dona Raimunda Alves da Costa, conhecida por "Mol" ou "Mundinha", filha do casal Manoel Joaquim Pedro Viana e Francisca Antônia de Oliveira. Sua esposa foi a primeira mulher vereadora  da cidade de Apodi, ocupando o cargo entre o final da década de 60 e início dos anos 70.

Desse matrimônio, nasceram 10 filhos: Maria Moreira da Costa(in memoriam), Sebastiana Moreira Viana, José Moreira da Costa(in memoriam), Dalvani Moreira da Costa, Maria de Lourdes Moreira, Maria Moreira de Oliveira(Ceição, mãe do ex-prefeito Flaviano Monteiro), Antônia Moreira da Costa(in memoriam),  Maria Rita Moreira de Souza, Ednardo Moreira da Costa e Francisca Moreira da Costa. 

Chico Santino faleceu em sua terra natal no dia 07 de maio de 2002, em virtude de problemas pulmonares. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Tonho Lopes


ANTÔNIO LOPES FILHO nasceu na cidade de Apodi/RN no dia 10 de maio de 1890, filho do tabelião público Antonio Lopes Correia Pinto e de Maria Olímpia de Oliveira, e tinha como irmãos Philástrio Lopes Correia Pinto, Valdemira Lopes Cabral, Hilda Lopes de Oliveira. 

Casou-se com Armandina de Góis Lopes, filha de Aristeu de Góis Nogueira e Cassimira Leite. Desse matrimônio, nasceram 6(seis) filhos: Robson Lopes(professor e ex-vereador de Apodi), Antônia Nair Lopes(esposa do escritor e pesquisador apodiense Válter de Brito Guerra), Maria de Lourdes Lopes(Lulu de Seu Tonho, esposa do escritor e poeta apodiense José Leite), Raimunda Lopes Leite(professora, foi casada com o soldado Chico Leite), Francisca Lopes Guerra e Helen Lopes Carvalho.

No dia 02 de setembro de 1928, Antônio Lopes Filho disputou o cargo de Intendente Municipal(atual cargo de vereador), em Apodi, sendo eleito com 450 votos. Foi empossado em 01º de janeiro de 1929, porém não concluiu seu mandato que seria encerrado em 1931, já que foi cassado pela Revolução de 1930.

Foi Secretário da Prefeitura de Apodi por várias vezes, durante as gestões do ex-prefeito Cel. Lucas Pinto. Como não existia o cargo de vice-prefeito na época, Tonho Lopes assumiu interinamente o cargo de prefeito em virtude das licenças de Lucas Pinto. 

No ano de 1948,  aceitou o convite e disputou mandato de vice-prefeito, pelo Partido Social Democrático(PSD), sendo eleito no pleito de 21 de março daquele ano, fazendo parte da chapa encabeçada pelo também farmacêutico Francisco Holanda Cavalcante(Neném Holanda), eleito prefeito também pelo PSD.

Tonho Lopes assumiu a vice-prefeitura no dia 22 de abril de 1948, e ao ser empossado passou a acumular o cargo  de Presidente da Câmara Municipal de Apodi, conforme previa a legislação da época. Permaneceu à frente da vice-prefeitura e no comando do poder legislativo apodiense até o dia 31 de março de  1953, encerrando sua passagem na vida pública. Durante as ausências do titular, assumiu o cargo de prefeito por várias oportunidades. 

Como Apodi não tinha médico, Tonho Lopes ocupava esse papel, pois era farmacêutico, e até fazia partos de graça. Além de fornecer os remédios, era sempre chamado para qualquer tipo de emergência médica.  Foi um homem muito considerado e estimado pela população.

O farmacêutico Antonio Lopes Filho faleceu no dia 02 de março de 1955, vítima de problemas cardíacos.

É Patrono de uma rua no centro de Apodi e também patrono do “Estádio Antonio Lopes Filho”, situado na Rua Adrião Bezerra, no bairro Lagoa Seca.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 4 de agosto de 2019

Vereadores de Apodi eleitos em 1937

Vereadores do município de Apodi eleitos em março de 1937

Posse: 01º de agosto de 1937

1 - Pedro José de Noronha
Presidente da Câmara

2 - José do Patrocínio Barra  
Vice-presidente 

3 - Raimundo Régis Cavalcanti

4 - Sebastião Baptista  da Câmara

5 - Francisco Manoel do Rosário

6 - Osório Martins de Moura Brasil

7 - Ignácio Gabriel Maia

    FONTE: Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi, período de setembro a outubro de 1937.


    NOTA: Esses vereadores tiveram seus mandatos cassados em novembro de 1937, quando o Presidente Getúlio Vargas institui um novo Golpe de Estado, fechando o Congresso Nacional(Câmara e Senado), as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais de todo país. A Câmara Municipal de Apodi somente voltaria a ser reaberta no ano de 1948, após o processo de redemocratização do Brasil.  


    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    terça-feira, 30 de julho de 2019

    Ivan da Caixa


    IVAN NOGUEIRA DE MORAIS nasceu no município de Apodi/RN, no dia 30 de julho de 1958, filho do agricultor João Epitácio Nogueira(João de Tatão) e de Dona Sebastiana Duarte de Morais(Sebastiana de Zé Severo). São seus irmãos: Maria do Socorro Nogueira Lopes, Maria de Lourdes Nogueira, Leôncio Nogueira de Morais, Maria Salete Nogueira Pinheiro, Salomi Nogueira de Morais, Maria Lucineide Nogueira Marinho, Sebastião Nogueira Neto, Itamar Nogueira de Morais, Ismar Nogueira de Morais e José Nilson Nogueira. 

    É casado com  a funcionária pública estadual Rita Mercês Alves Nogueira de Morais, é é pai de  04 filhos: Iraeda-Vana Mercês Nogueira Garcia(func. púb. do Estado da PB); Iáskara Camilla Mercês Nogueira( func. púb. federal do Min. da Fazenda); Igor Rummenigge Alves Nogueira(engenheiro do CREA/RN);  e Isadora Lorenna Alves Nogueira(doutoranda em Enfermagem pela UFRN).

    Iniciou os estudos na Escola Estadual Ferreira Pinto, onde cursou o ginásio, e fez o segundo grau na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, em Apodi 

    Começou sua atuação como líder estudantil na cidade do Apodi, e em 1977 foi eleito presidente do Grêmio Estudantil Padre Pedro Neefs. Nesse período deixou como marca principal a sede e o funcionamento da Biblioteca como também conseguiu a aquisição dos instrumentos musicais da Banda Marcial da Escola Antônio Dantas. Liderou também o movimento de universitários para que o Município adquirisse ônibus de transporte escolar para o deslocamento, diariamente, para  a cidade de Mossoró. 

    Em 1982 teve que se ausentar da cidade do Apodi para assumir seu trabalho como empregado da Caixa Econômica Federal, na cidade de Areia Branca/RN, permanecendo até 1987. Aliás, foi também em 1982, que o mesmo terminou sua graduação de Bacharel em Ciências Econômicas, na FURRN - Fundação Universidade do Rio Grande do Norte, atualmente UERN.

    Em seguida foi transferido para a cidade de Mossoró, local onde conseguiu ampliar seus laços de amizades. Com atuação destacada no Movimento Sindical Bancário, foi eleito no final do ano de 1992  Vice-Presidente da APCEF/RN - Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal do RN, cargo que corresponde a de Presidente aqui na Região Oeste do Estado, exercendo a função durante o biênio 1993/1994. 

    É filiado ao Partido dos Trabalhadores - PT, desde o ano de 1989 e ingressou nas disputas partidárias em 1992, candidatando-se a vereador em Apodi,  mas não logrou êxito. Em 1994 disputou uma vaga na Assembleia Legislativa, ficando na quinta colocação da coligação, que só conseguiu eleger a deputada Fátima Bezerra. 

    Em 1996 foi convencido a transferir seu domicílio eleitoral para a cidade de Mossoró, onde já residia, para sair candidato a vereador, logrando êxito com 1.028 votos, elegendo-se ao lado do vereador Luiz Carlos Mendonça Martins(PT). Teve uma atuação marcante, inclusive em 1997 tornando-se o vereador mais atuante de Mossoró. 

    Em 1998 disputa novamente uma vaga para a Assembleia Legislativa, a Coligação novamente só consegue eleger a Deputada Fátima Bezerra. 

    Em 2000 tenta a reeleição para vereador em Mossoró, mas o Partido dos Trabalhadores só consegue renovar a vaga do vereador Luiz Carlos Mendonça Martins.

    Mesmo aposentado do trabalho, Ivan Nogueira continua firme e forte na militância partidária, sempre no Partido dos Trabalhadores, de onde somente sairá para a sepultura, dada sua visão classista e compromisso em defesa da Justiça Social.    

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    domingo, 28 de julho de 2019

    Chiquinho Lima


    FRANCISCO LIMA nasceu no município de Apodi/RN, no dia 10 de novembro de 1914, filho do casal  Júlio Alves de Lima e Francisca Etelvina de Oliveira. Cursou até o quinto ano do ensino primário. 

    Chiquinho Lima viveu parte de sua vida no Sítio Baixa Fechada, na zona rural de Apodi/RN, e nessa localidade, exerceu a função de professor primário, ensinando os alunos em sua própria residência. 

    No dia 17 de setembro de 1950, casou-se na Igreja Matriz de Apodi com Ester Guilhermina de Oliveira(filha de José Barbosa de Melo e Teonila Guilhermina de Oliveira). Desse matrimônio, nasceram os seguintes filhos:  1. Maria Janice(in memoriam),  2. Francisca Eni de Lima; 3. Francisco Eci de Lima, 4. Júlio Neto(in memoriam), 5. Edivan Edi de Lima, 6. Antônio Erivan de Lima, 7. José Etiene de Lima(in memoriam), 8. Plínio Ediene de Lima, 9. Teonila Eliene de Lima, 10. Irenice Eliane de Lima, 11. Roberto Eros de Lima(in memoriam) e 12. Breno Érico de Lima(in memoriam).

    Em 1958, Chiquinho Lima entrou para a vida pública elegendo-se vereador em Apodi, com 167 votos, pelo Partido Social Democrático(PSD), no dia 03 de outubro daquele ano. Tomou posse em 31 de janeiro de 1959 e encerrou seu mandato em 31 de janeiro de 1963. Ocupou o cargo de 1º vice-presidente da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Apodi  no período de abril de 1959 a abril de 1960, e foi 2º secretário, de abril de 1961 a abril de 1962.

    Retornou à cena política apodiense no ano de 1970, quando disputou pela segunda vez uma vaga na Câmara Municipal de Apodi, elegendo-se pelo oposicionista MDB - Movimento Democrático Brasileiro, sendo inclusive o vereador mais votado daquela disputa, obtendo 601 votos. Assumiu o cargo em 31 de janeiro de 1971, cujo mandato se prolongou até 31 de janeiro de 1973. Nessa legislatura, Chiquinho Lima voltou a assumir o cargo de 2º Secretário da Mesa-Diretora do poder legislativo apodiense. 

    Vale salientar, que Chiquinho Lima não recebeu qualquer tipo de remuneração, visto que naquela época os parlamentares não recebiam salário, portanto ocupavam o cargo voluntariamente. 

    Além de atuar na política, Chiquinho Lima foi funcionário público municipal  e atuou como fiscal de rendas da Prefeitura de Apodi, função que exerceu até sua aposentadoria. Destacou-se como um competente advogado "ad-hoc", trabalhando sem cobrar um único centavo, pois servir sempre foi seu perfil.

    Foi sócio-fundador da ACDA - Associação Cultura Desportiva Apodiense e sócio-fundador da FUNDEVAP - Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi, entre outras entidades. 

    O cidadão Chiquinho Lima faleceu em sua terra natal no dia 18 de maio de 1991,  em virtude de um Acidente Vascular Cerebral(AVC). 

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    domingo, 14 de julho de 2019

    Mundinha Freire


    RAIMUNDA FERREIRA FREIRE, natural de Portalegre RN, nascida em 02 de outubro de 1962, é a filha mais nova de Francisco Joaquim de Sales e Raimunda Ferreira de Sales(in memoriam). São seus irmãos: Marinalva Ferreira de Sales Pamplona, Marinete Pinheiro de França (in memória), Maurílio Ferreira de Sales, Maurina Ferreira de Sales  Cavalcante, Maura Ferreira de Sales e Souza( in memória), Luiz Ferreira de Sales, Milton Ferreira de Sales, Francisco Ferreira de Sales(in memória), Marilene Ferreira de Sales e Mozart Ferreira de Sales.

    É casada com Tarcísio Paulo Freire,  e é mãe de  Francisco Paulo Freire  Neto,  Laura Vicunã Ferreira Freire(in memoriam) e Lumila Paula Ferreira Freire e Souza, e tem  2  netas. 

    Iniciou o Ensino Fundamental na Escola Estadual Ferreira Pinto, onde cursou do 1º ao 5º ano,  e do 06º ao 09º ano estudou na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, ambas na cidade de Apodi. Cursou o Ensino Médio no Colégio Dom Bosco, em Mossoró/RN.

    É formada em Geografia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN e Especialista em Psicopedagogia pela UVA,  e em Educação de Jovens e Adultos, pelo  IFRN -  Campus Apodi. Atuou por 36 anos e  5 meses no serviço público estadual e municipal . 

    Ingressou no trabalho em 1982 como Datilografa no 13º Núcleo Regional de Ensino(antigo NURE), atual 13º DIRED , onde chegou a Direção em 4 períodos,  perfazendo um total de 20 anos de funções  nesta  instituição. 

    Foi professora dos anos iniciais, do ensino médio e do magistério,  atuou com gestora de escola por 7 anos na Rede municipal de Mossoró e foi Secretaria Municipal de Educação  em Apodi na gestão da ex-prefeita Gorete Silveira. 

    Sua vida profissional sempre foi dedicada ao serviço público. Procurou atuar  com muito profissionalismo respeitando os direitos e deveres dos que estavam inseridos no processo  educacional ou  nas  instituições de ensino, fossem eles profissionais, professores, famílias e especialmente aos alunos. 

    Priorizou sempre uma organização no sistema de ensino  para que pudessem alcançar melhores resultados no processo educacional  e consequente na sociedade.

    Uma mulher muito dedicada a família, com todo seu trabalho sempre acompanhou  a vida  de seus filhos no processo educacional, profissional e cristã, nunca encontrou barreiras que não pudesse vencer mesmo quando foi acometida por um acidente em 2003. 

    Apoiada por toda sua família e amigos travou uma grande batalha  para a sua recuperação, pois entendia que as limitações e sequelas que foram adquiridas não  deveria torná-la uma pessoa fragilizada. 

    Encerrou sua carreira profissional no serviço público na  Escola Estadual Prof. Antonio Dantas com a publicação de sua aposentadoria em outubro de 2018.

    Em março de 2019, foi agraciada com o Título de Cidadã Apodiense, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao município de Apodi.

    Hoje atua como empresária  no área de confecção e em trabalhos voluntários, no  serviço missionário  e na Associação de Pessoas com Deficiência de Apodi(APDA).

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    terça-feira, 9 de julho de 2019

    Jonas Lopes, a trajetória de um empreendedor

    A TRAJETÓRIA DE UM EMPREENDEDOR

    JONAS LOPES DE OLIVEIRA é natural do Município de Apodi/RN; nasceu em 05 de junho de 1920 (apesar de registrado, equivocadamente, como nascido em 20 de março de 1922) no Sítio Juncal, localizado na várzea do Rio Apodi. É o 6º (sexto) de uma prole de 12 (doze) filhos de JOAQUIM LOPES DE OLIVEIRA e QUITÉRIA MARIA DA CONCEIÇÃO.

    Morou na localidade de nascimento até os anos 40 (quarenta) do século XX. Naquela mesma década saiu da companhia dos pais e fixou domicílio no Sítio São Geraldo onde foi laborar para o senhor SILVÉRIO MARINHO, este, um dos proprietários e dos fundadores daquela localidade, hoje um próspero distrito do Município de Caraúbas/RN.

    Ante as dificuldades do seu tempo não foi alfabetizado, fato que não o impediu de ser um cidadão atualizado, sempre antenado com os fatos sociais, políticos e econômicos do país, um empreendedor dentro dos seus limites.

    Mesmo sem acesso a educação formal (escola) e tendo como profissão a lide rural, na qual se dedicou com afinco enquanto a disposição física permitiu, era um homem cordial, respeitado e respeitador, tinha muitos amigos, um homem educado.

    Com tais predicados e por ser reconhecidamente muito trabalhador, cidadão de boa índole, conquistou a jovem professora primária leiga, recém chegada no Sitio São Geraldo no final dos anos 40, a senhorita MARIA ANÁLIA VALDEGER, natural do Sitio Campos (localidade rural hoje pertencente ao Município de Umarizal/RN), com quem logo namorou.

    A jovem professora, recém concluinte do Curso Primário, diplomada na cidade de Martins/RN, fora convidada e topou exercer o magistério naquela comunidade rural do Município de Caraúbas, sendo recepcionada na casa do senhor TIÃO NORONHA, onde morou até se casar.

    Em 20 de janeiro de 1950 o jovem JONAS, no ano que completaria 30 anos de idade, casou com a também jovem professora (22 anos), na paróquia de Caraúbas/RN, passando ela a assinar como MARIA ANÁLIA DE OLIVEIRA. O casamento civil só ocorreu em 06 de novembro de 1954, registrado sob o número 1347 no 2º Cartório Judiciário de Caraúbas/RN.

    Continuou morador e trabalhador de senhor Silvério Marinho, residindo numa casa pertencente ao patrão, localizada de frente a capela da localidade de São Geraldo, construção existente até hoje.

    Laborava com afinco no extrativismo da palha de carnaúba (cortava e batia palha para retirar a matéria prima da produção da cera). No refino da cera de carnaúba também trabalhava em todas as etapas da produção, na fabrica (prensa) que ficava vizinha a residência do seu JONAS. Já a sua jovem esposa lecionava na escola do Sitio Boagua.

    Em São Geraldo nasceu os três primeiros filhos. O primogênito faleceu ainda bebê. Em 1953 nasceu o segundo filho, o primeiro que sobreviveu: JOSÉ LOPES DE OLIVEIRA; e, em 1955, nasceu JULIMAR LOPES DE OLIVEIRA; todos naturais do Sítio São Geraldo.

    Em 1956 a família se mudou para o Sítio Língua de Vaca em decorrência de a Professora MARIA ANÁLIA ter sido designada para ensinar no Grupo Escolar daquela localidade, deixando a escola do Sítio Boagua. O seu JONAS permaneceu trabalhando com o Patrão, na época já seu compadre (Silvério e sua esposa Guiomar eram Padrinhos do seu filho mais velho JOSÉ LOPES, conhecido na época como ZEZITO).

    Morando no sitio Língua de Vaca JONAS deslocava-se diariamente para São Geraldo, saindo na madrugada e só retornando a noite, de segunda a sábado, religiosamente, percurso que fazia a pé. O autor desse relato não via quando o mesmo saía pela manhã, mas, costumava presenciar a sua chegada a noite. Aliás, a sua chegada era anunciada de longe, pois costumava vir assoviando ou cantarolando músicas do Luiz Gonzaga (Cigarro de Palha), do Dorival Caymmi (Maracangalha), etc. Seu Jonas tinha bom gosto até para a música.

    No Sitio Língua de Vaca morava numa casa de propriedade do Município de Caraúbas, um incentivo para a professora se domiciliar na localidade que demandava pela importante mão de obra, tão carente na época (anos 50 do século passado). Maria Anália lecionava da alfabetização até o 3º ano primário.

    Atualmente só existem pequenos sinais dos escombros, tanto da Casa quanto do Grupo Escolar, na localidade de Língua de Vaca, conforme conferiu o autor do texto há dois anos, quando localizou e visitou a senhora quase centenária, a viúva do seu MARIANO, dona MAROLA, que ainda mora no mesmo lugar, e seu filho LUIZ indicou o local onde existiu a casa e a escola.

    Morou com a família no Sitio Língua de Vaca de 1956 até janeiro de 1960. Ali nasceu a primeira filha do casal, a senhora ANTONIA MARLI DE OLIVEIRA, a 3ª descendente da prole dos cinco filhos que se criaram. 

    O senhor JONAS LOPES e sua esposa ainda são lembrados com manifestação de saudade e carinho dos antigos, ainda vivos, das comunidades rurais de Caraúbas onde residiram por mais de uma década, conforme pode atestar o autor ao conversar com o senhor LULILA em São Geraldo e com a senhora MAROLA em Língua de Vaca, em setembro de 2012, dentre outros. Era estimado pela família: bom filho, excelente irmão, pai, esposo, genro, cunhado, etc.

    Laborou para SILVÉRIO MARINHO por mais de dez anos, sempre fiel e responsável, muito controlado economicamente. O patrão também era um amigo, pois se tornaram compadres cruzados, em dose dupla. O casal Marinho era padrinho/madrinha do filho mais velho do seu JONAS, que por sua vez, JONAS e sua esposa eram padrinhos do filho caçula de SILVÉRIO, hoje Engenheiro Agrônomo SILVERINHO, que trabalha em CARAÚBAS.

    Da sua responsabilidade e controle econômico destaca-se: trabalhava com SILVÉRIO MARINHO e só faziam a prestação de contas anualmente, quando sempre tinha haveres, o que o orgulhava muito, pois nunca ficava devendo ao patrão, regra que manteve durante toda a sua vida, enquanto trabalhou de empregado.

    Do saldo que apurava anualmente, costumava comprar uma garrota bovina, iniciando a formação da sua poupança. Infelizmente enfrentou a grande seca do ano de 1958, perdeu as duas vaquinhas que possuía, restando a filha de uma delas.

    Em que pese a boa relação laboral com SILVÉRIO MARINHO, eis que surge uma oportunidade de se tornar vaqueiro de uma Fazenda na Chapada do Apodi. Casualmente, em Dezembro de 1959, soube que o Senhor MESTRE ABILIO (ABILIO SOARES DE MACEDO) estava precisando de um Vaqueiro e de uma Professora para a localidade denominada Sitio João Pedro, no Município de Apodi.

    Assim, JONAS e a sua família, no dia 20 de janeiro de 1960, deixam o Sitio Língua de Vaca localizado no Município de Caraúbas, para habitar na Chapada do Apodi, iniciando a saga da família em terras do Município onde nasceu. Saiu da Várzea do Rio Apodi para instalar-se na Serra do Apodi.

    Logo assumiu o ofício de Vaqueiro da Fazenda de Mestre Abílio e a esposa assumiu a escola rural do Sítio João Pedro. Ele substituiu o vaqueiro que saia, o Senhor PAULO DE MANÚ. Ela assumiu o lugar da Professora JULIA, esposa do PAULO.

    De vaqueiro, literalmente, na verdade, o seu JONAS nada tinha. Era um gerente trabalhador, empreendedor, poupador. Não se destacava em pega de gado, não era exímio na montaria de um cavalo. Quando necessitava desse tipo de serviço, recorria à VADEMIRO de JOÃO DE ZEFA.

    Ele se destacava em tratar o rebanho bovino, fazendo-o crescer e dar renda para o patrão e para ele, tanto com o nascimento de bezerros como com a extração e venda do leite. A relação laboral consistia em cuidar do rebanho bovino. Parte da sua remuneração recebia em bezerros. 

    De cada quatro bezerros que nascia ele tinha direito a um, fruto que só veio a aparecer no ano de 1961, uma vez que não teve direito aos bezerros nascidos das vacas que já se encontravam prenhas, cobertas antes dele iniciar o curto contrato laboral verbal.

    Outra renda vinha do leite: no período chuvoso ele só tinha direito a metade do leite que colhia; já no verão, no período seco, como o vaqueiro tinha de patrocinar a alimentação do gado (torta de algodão, macambira, etc.), tinha direito a 100% do leite. Plantava algodão em terras de Mestre Abílio como meeiro. Já as culturas anuais (milho, feijão, etc.) plantava para subsistência e não pagava renda.

    Para complementar a capacitação na cadeia produtiva da pecuária bovina, o seu JONAS, que até então não sabia andar de Bicicleta, teve de aprender o ofício, pelo fato de ser mais rentável vender o leite na cidade de Apodi que fazer e vender os queijos. 

    Adquiriu logo uma bicicleta e, antes de domar a mesma, quem se encarregou de transportar e vender o leite foi o filho mais velho do patrão, o jovem LUCAS SOARES LINS, que também o ajudava na ordenha das vacas pé duras que produziam em média 2 litros de leite por ordenha. As vacas eram ordenhadas duas vezes ao dia (na madrugada e a tarde). O leite da tarde era convertido em queijo.

    Logo assumiu mais um ofício. Além de cuidar do gado, tirar o leite, agora também o transportava de bicicleta e o vendia em Apodi (o leite). No sábado a carga de bicicleta ficava mais pesada, transportava os queijos para vender na cidade.

    Assim, o senhor JONAS, na Chapada do Apodi, tem uma jornada de trabalho hercúlea, sobre-humana, levantando-se entre uma e duas horas da manhã para tirar o leite, pedalar diariamente 21 (vinte e um quilômetros) até a cidade de Apodi a partir das cinco horas da manhã, mais 21 km para retornar, só chegando em casa por volta das onze horas da manhã, sob sol escaldante.

    Foram 18 anos na Chapada do Apodi laborando cerca de 16h a 18h por dia, sem Domingo nem Feriado, salvo quando tinha inverno forte e as estradas vicinais impossibilitava transitar bicicleta, momento em que era obrigado a transformar o leite em queijo, livrando temporariamente de pedalar mais de 40 km por dia.

    Trabalhava muito, mas, a atividade se apresentava rentável, uma vez que os invernos foram muito bons na primeira metade dos anos 60. Ocorre que nem tudo são flores. Quando em 1966 iniciava a realização do seu grande sonho, tornar-se proprietário de terra, faleceu a esposa legítima do patrão Mestre Abílio, vieram as questões dos herdeiros, o que desestruturou a fazenda. Em conseqüência, foi dispensado como Vaqueiro.

    Assim, em 1966, tendo adquirido um quinhão de terra do senhor JOÃO BENÍCIO, terra vizinha a Fazenda de Mestre Abílio, toda em mata, sem um palmo de cerca, tem inicio a labuta do seu JONAS como autônomo, ou seja, vaqueiro dele mesmo. Além de criar animais de grande e pequeno porte, plantava algodão, milho, feijão, dentre outras, além do pomar com algumas fruteiras. Esse Sítio hoje se encontra incluso no perímetro de desapropriação pelo DNOCS.

    Para adquirir a terra vendeu algumas reses ganha na parceria de herdar um quarto de cada bezerro que nascia na Fazenda João Pedro. Restaram poucas reses. Teve de desmatar e cercar as primeiras tarefas de terra para plantar em 1967. Ficou morando nas terras de mestre Abílio, na casa em que funcionava a escola sob a batuta do seu cônjuge, até que construísse a sua própria casa.

    Com muito esmero via crescer o seu rebanho bovino e caprino, além de criar aves e sempre ter um porco na engorda para consumo próprio. Assim, por volta de 1974 aposentou a bicicleta, comprou um JEEP, aprendeu a dirigir, passando a transportar o leite em veiculo motorizado. Como dito antes, foram 18 anos de labor.

    Mais uma dificuldade. Em 1975, JONAS foi acometido de uma enfermidade no joelho direito. Ficou em tratamento em Natal por volta de 90 dias. Operou e ficou com a perna permanentemente imobilizada, sem articular o joelho. Mesmo assim, voltou a exercer o mesmo ofício, inclusive dirigia o JEEP com aquele membro inferior avariado.

    Como não tinha previdência social contou com importante apoio do Doutor Dalton Cunha, vizinho de propriedade, parece que na época Deputado Estadual, que viabilizou a internação do seu JONAS em Natal, numa unidade de saúde onde hoje é o Hospital Universitário.

    Mais uma vez o senhor JONAS LOPES demonstrou empreendedorismo e espírito de sobrevivência. Pois bem, foi internado e tinha uma modesta quantidade de dinheiro no bolso. O que ele fez seria impossível hoje. Vejam: comprava maços de cigarro e vendia no varejo (unidade de cigarro) dentro do hospital. Ele fumava muito pouco. Em resumo, tinha uma freguesia grande entre os internados na ala de ortopedia. 

    Pasmem! Até as enfermeiras compravam cigarro dele. Essas mesmas enfermeiras ou outros funcionários do hospital faziam o favor de adquirir os maços de cigarro para ele. Resumo da ousadia: quando recebeu alta tinha mais dinheiro no bolso do que quando se internou. O meu pai era um super herói, um empreendedor.

    Na chapada do Apodi, além de adquirir a autonomia econômica, ainda nasceram os dois últimos filhos: JONAS LOPES DE OLIVEIRA JUNIOR e MARLICE LOPES DE OLIVEIRA, encerrando ai a prole de cinco filhos, todos ainda vivos.

    Não dá para esquecer, que, esse grande homem juntamente com a sua guerreira mulher, não se descuidaram da educação dos filhos. Estes estudavam até o 3º ano primário com a mãe professora na escola rural, depois eram mandados para a cidade para continuar os estudos.

    Assim, em 1964, o filho mais velho (autor do presente relato) foi mandado para Apodi, onde concluiu o curso primário; ato contínuo, em 1966, foi deslocado para Mossoró onde deu continuidade aos estudos graduando-se em 1976 em Agronomia. Todos tiveram oportunidade de estudar. Concluíram pelo menos o segundo grau. A filha caçula também se graduou – em Ciências Contábeis.

    Em suma, o empreendedor JONAS LOPES DE OLIVEIRA, agricultor, vaqueiro, leiteiro, trabalhador rural sem terra, depois proprietário rural, terminou seus dias residindo na cidade de Apodi, para onde se mudou em 1980. Faleceu em maio de 2002, aos 82 anos, viúvo da sua inesquecível companheira que faleceu precocemente em 1984 com apenas 56 anos. Cumpriu bem a sua missão nesse plano e, sem dúvida, está bem acomodado no plano superior, encaminhando energias positivas para todos nós.

    O seu JONAS faleceu e só não conseguiu realizar um de seus grandes sonhos: ter um poço artesiano na sua propriedade. Não faltaram promessas dos políticos que ele sempre apoiou. Infelizmente, esse desejo não dependia só dele. Se o fosse teria conseguido, como conquistou autonomia econômica e conseguiu dar boa formação aos filhos, todos estruturados, situados na classe média.

    Tenho muito orgulho de ser filho desse homem de fibra, e também da minha mãe. “In memorian”.

    Por: JOSE LOPES DE OLIVEIRA
    Eng. Agrº e Advogado

    APODI/RN
    MAIO DE 2014.



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    domingo, 7 de julho de 2019

    Posse de Valdemiro Viana na Prefeitura de Apodi, 1963

    Posse do vereador Valdemiro Pedro Viana, 1º vice-presidente da Câmara Municipal,  no cargo de prefeito interino do município de Apodi, em  fevereiro de 1963. 

    Valdemiro assumiu o cargo após a saída do também prefeito interino Celso Marinho, que deixou o cargo para assumir o segundo mandato de vereador. Valdemiro passou a ser o responsável por concluir o restante do mandato do ex-prefeito João Pinto, que fora cassado pela Câmara no dia 28 de janeiro de 1963. O substituto deveria ser o então vice-prefeito Izauro Camilo de Oliveira, mas não assumiu o cargo por está licenciado de suas funções. 

    "Termo de compromisso que prestou o cidadão Valdemiro Pedro Viana, 1º(primeiro) vice-presidente, em exercício de presidente da Câmara Municipal do Apodi 

                          Aos 18(dezoito) dias do mês de fevereiro do ano de 1963(mil novecentos e sessenta três), nesta cidade do Apodi, no Salão nobre da Prefeitura Municipal, pelas 20(vinte) horas, ai reunidos o Consêlho de Vereadores pela unanimidade de seus membros presente também o vice-prefeito, empossado, perante a Câmara Municipal, reunida extraordinariamente que deu posse ao vice-presidente em, digo Prefeito em exercício Valdemiro Pedro Viana, no cargo de Prefeito do Município de Apodi, na qualidade de substituto legal do Prefeito Constitucional, cidadão João Pinto, que foi suspenso das suas funções na Sessão Extraordinária de 28 de janeiro do corrente ano, do Legislativo Municipal, por deliberação da Câmara e com aprovação unanime dos vereadores presentes, tomou ele posse com todas as formalidades legais, assim na oportunidade, passando o vice-prefeito a Presidência dos trabalhos do seu substituto eventual 2º(segundo) vice-presidente da Câmara, Manoel Libânio da Silva, foi por este último declarado empossado na Chefia do Executivo dêste Município perante a respectiva Câmara reunida, tendo prestado compromisso de praxe. Deferiu o compromisso de mui fielmente cumprir os dispositivos das Constituições Federal Estadual e os preceitos da Lei Orgânica dos Municípios, zelar pelo o bem - estar da família e trabalhar pelo o bem e prosperidade do Município. (Lido êste compromisso) Aceito este compromisso de maneira foi pelo  o mesmo lido em vôs alta e a seguir lavrou-se o presente têrmo que vai assinado pelo o presidente pelos membros da Câmara Municipal e pelo o compromissado do que para constar. Eu, Francisco Chaves Sizenando, 2º (segundo) secretário da Mêsa, o escrevi e subscrevi. 
    Apodi, 18 de fevereiro de 1963
    Manoel Libanio da Silva
    Valdemiro Pedro Viana
    Francisco Chaves Sizenando
    Celso Marinho de Oliveira
    Antonio de Oliveira Lima
    Bevenuto José de Paiva
    João Crisóstomo da Gama
    Francisco Silveira
    José Fernandes de Morais
    Abílio Soares de Macêdo"

    FONTE: Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi/RN


    OBS: Valdemiro Viana permaneceu interinamente à frente dos destinos políticos-administrativos do município de Apodi de 18 de fevereiro até 31 de março de 1963, quando passou o cargo para Izauro Camilo de Oliveira, que se elegeu prefeito constitucional no pleito de outubro de 1962.  Após deixar o comando da Prefeitura, Valdemiro retornou ao cargo de vereador, colaborando com a gestão de seu parceiro político, o prefeito Izauro Camilo. 
    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi -Portal Fatos do RN

    sábado, 6 de julho de 2019

    Ângelo de Dagmar


    ANTÔNIO ÂNGELO DE SOUZA SUASSUNA nasceu no dia 26 de março de 1980, no município de Limoeiro do Norte/CE, porém desde a sua infância reside na cidade de Apodi/RN. É filho  de João Jacinto de Souza(in memoriam), ex-fiscal do DER/RN, e da ex-vereadora de Apodi, Dona Dagmar Suassuna da Silva.

    Concluiu o segundo grau, e hoje trabalha no ramo de mecânica de automóveis. Durante certo período trabalhou no ramo de sorveteria com um de seus irmãos. 

    No ano de 2008, disputou pela primeira vez o mandato de vereador na cidade de Apodi, sendo eleito pelo PV - Partido Verde, logrando 847 votos, sendo empossado em 01º de janeiro de 2009.

    Reelegeu-se no peito de 07 de outubro de 2012, desta vez pelo Partido Progressista(PP), renovando seu mandato com 659 votos. Nessa época, Ângelo foi Presidente da Comissão Provisória do PP de Apodi.

    Nas eleições de 02 de outubro de 2016 conquistou seu terceiro mandato parlamentar pelo partido Solidariedade(SD), reelegendo-se com 592 votos.

    Seu ingresso da vida pública deve-se a inspiração de sua estimada mãe Dona Dagmar Suassuna, que ocupou uma cadeira no legislativo apodiense no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2008.

    Ângelo foi vice-presidente da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Apodi no biênio 2013-2014 e ocupou o cargo de 1º Secretário no período de 01º de junho a 31 de dezembro de 2016. Foi Relator da Comissão de Finanças e Orçamento de 2013 a 2016.

    É autor de diversos projetos importantes para o município, dentre eles o PL 008/2016(atual lei municipal 1.072/2016), que proíbe a nomeação e contratos do poder público com parentes de ocupantes de cargos do executivo e legislativo. Seu trabalho também é engajado na defesa dos universitários do município, e já destinou por diversas vezes emendas impositivas visando  melhorias  para essa classe importante de Apodi. É também autor de requerimentos, indicações e  ainda  moções de aplausos e congratulações a pessoas e empresas que se destacam em nosso Apodi. 

    Ângelo Suassuna é casado com Mayanara Bessa, e é pai de 2(dois) filhos: Ingrid Bessa e Ângelo Júnior.

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    domingo, 30 de junho de 2019

    Termo de posse do prefeito interino Celso Marinho, janeiro de 1963

     Termo de posse do vereador Celso Marinho de Oliveira no cargo de prefeito(interino) do município de Apodi, em virtude da cassação/afastamento  do prefeito João Pinto.

    O substituto legal de João Pinto seria  o vice Izauro Camilo de Oliveira, mas não assumiu à Prefeitura por ter se afastado dos cargos de vice-prefeito e Presidente da Câmara Municipal. A partir dai, a linha sucessória caiu nas mãos do 1º primeiro vice-presidente do poder legislativo apodiense, o vereador Celso Marinho.

    "Termo de compromisso que prestou o cidadão Celso Marinho de Oliveira   1º(primeiro) vice-presidente em exercício de Presidente da Câmara Municipal do Apodi, 


    Aos vinte e oito dias (28) do mês de janeiro janeiro do ano de 1963(mil novecentos e sessenta e três) nesta cidade do Apodi, no Salão nobre da Prefeitura Municipal pelas 22 (vinte e duas) horas e 45(quarenta e cinco) minutos, ai reunidos o conselho de vereadores pela unanimidade de seus membros, presente também o vice-prefeito empossado, perante à Câmara Municipal reunida extraordinariamente que deu posse ao (prefeito), vice-prefeito em exercício Celso Marinho de Oliveira no cargo de Prefeito do município de Apodi, na qualidade de substituto legal do Prefeito Constitucional, cidadão João Pinto, que foi suspenso das suas funções na (última) (penúltima) sessão extraordinária do legislativo municipal pôr deliberação unânime dos vereadores, presentes tomou posse êle posse com tôdas as formalidades legais, assim na oportunidade, passando o vice-prefeito à presidência do substituto eventual, 2º vice-presidente da Câmara, Severino Pereira Tôrres, foi pôr este último declarado empossado na chefia do executivo deste Município, perante à respectiva Câmara reunida, tendo prestado compromisso de praxe. Defireu o compromisso de mui fielmente cumprir os dispositivos das Constituições Federal e Estadual zelar pelo bem estar da familia e trabalhar pela a prosperidade do Município; Aceito este compromisso de maneira foi pelo o mesmo lido em vós alta e a seguir lavrou-se o presente termo que vai assinado pelo o  presidente  pelos membros da Câmara Municipal e pelo o compromissado do que para constar. Eu Francisco Lima, secretário efetivo da Mêsa o escrevi e subscrevi. 

    Apodi, 28 de janeiro de 1963. 

    Severino Pereira Tôrres
    Celso Marinho de Oliveira
    Francisco Chaves Sizenando
    Edmilson Edson de Morais
    Francisco Felinto Neto
    José Firmino de Oliveira
    José Clauber Gurgel da Nóbrega"


    OBS: Celso Marinho permaneceu à frente do poder executivo apodiense até 18 de fevereiro de 1963, quando abdicou do cargo, sendo empossado em seu lugar, o vereador Valdemiro Pedro Viana. Naquela época, os mandatos dos prefeitos começavam e terminavam no dia 31 de março. 

    FONTE: Livro de Atas da Câmara Municipal de Apodi - CMA

    Pesquisa: Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    Celso Marinho


    CELSO MARINHO DE OLIVEIRA nasceu no município de Apodi/RN no dia 25 de outubro de 1936, filho do agricultor e comerciante Júlio Marinho  e da doméstica Abília Marinho de Oliveira.

    Seu saudoso pai foi um dos grandes comerciantes de sua época e uma das maiores lideranças  políticas em Apodi, alavancando o nome da Família Marinho no município,  tendo exercido o mandato de vereador e o cargo de vice-prefeito por 2(duas) vezes.

    Desde cedo Celso Marinho começou a trabalhar com seu pai transportando cera de carnaúba para o Estado do Ceará.

    Em 1956, casou-se Dona Maria Diógenes de Oliveira(Valdira), filha do casal Valdemiro Custódio da Silva e  D. Cecília Joaquina Diógenes. Desse matrimônio nasceram os seguintes filhos: Francisco Elizer Marinho, Maria Enay Marinho, Eloise Marinho de Oliveira, Antônia Edna Marinho, Francisco Erivan Marinho, Edneide Marinho, Celso Marinho Júnior e Carlos Kleber Marinho(in memoriam).

    Seguindo a trajetória política de seu pai, Celso Marinho disputou o cargo de vereador em Apodi, no pleito de 03 de outubro de 1958, sendo eleito pelo Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), com 137 votos, conquistando o oitavo lugar das 10 vagas reservadas ao legislativo da época.

    Reelegeu-se nas eleições municipais de 07 de outubro de 1962, novamente pelo PTB, logrando 151 votos, obtendo o 9º(nono) lugar.

    Celso Marinho de Oliveira foi 1º vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi e tomou posse no cargo de prefeito interino do município de Apodi no dia 28 de janeiro de 1963, em virtude da cassação do prefeito constitucional João Pinto. Porém, em fevereiro do mesmo ano, Celso Marinho abdicou do cargo, sendo empossado em seu lugar o vereador Valdemiro Pedro Viana. No dia 18 de fevereiro de 1963, tomou posse para o segundo mandato de vereador e exerceu o cargo até 31 de janeiro de 1967. Durante esse período, assumiu a função de 2º (segundo) secretário da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Apodi, de abril de 1966 a 1967. 

    Voltou a disputar uma vaga no poder legislativo apodiense no pleito de 15 de novembro de 1970, desta vez pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), sendo eleito em sétimo lugar, com 301 votos. Tomou posse em 01º de fevereiro de 1971, e ocupou novamente o cargo de 1º vice-presidente da Mesa-Diretora da Câmara e exerceu a vereança até 31 de janeiro de 1973.

    Vale salientar, que naquela época  os vereadores não recebiam salário, diante disso Celso Marinho exerceu seu mandato voluntariamente, por amor a política e ao seu povo.

    No pleito de 15 de novembro de 1972,  saiu candidato a vice-prefeito, pela sublegenda da  ARENA 2 , na chapa encabeçada pelo comerciante Francisco Paulo Freire(Chico Paulo), com o slogan "É o Óleo". A chapa Chico Paulo/Celso Marinho obteve 2.466 votos, entretanto não lograram sucesso, perdendo a disputa para a chapa da ARENA 1 formada por  Izauro Camilo(prefeito) e Bevenuto Paiva(vice).

    Após isso encerrou sua participação na vida pública da cidade e passou apenas a dedica-se à família e as suas atividades do comércio que já exercia há vários anos. Celso Marinho foi comerciante no ramo de alimentação  e foi dono do antigo "Bar Satélite", um dos principais pontos de lazer da época, que ficava localizado no Centro de Apodi, próximo a Igreja Matriz. Além disso, foi um dos pioneiros a bancar o jogo do bicho. Faleceu em sua terra natal no dia 31 de agosto de 1995.

    É patrono da Rua  "Vereador Celso Marinho", sediada no Bairro Baixa do Caic na cidade de Apodi.

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    sexta-feira, 28 de junho de 2019

    João Batista Guerra, um apodiense governador

    JOÃO BATISTA GUERRA – UM APODIENSE GOVERNADOR 


    João Batista Guerra nasceu na cidade de Apodi, no dia 6 de dezembro de 1914.  Era filho de Carlos Borromeu de Brito Guerra e Maria Bezerra Guerra. 

    Iniciou seus estudos no grupo escolar de Apodi. Ainda muito jovem transferiu-se para Mossoró-RN, onde fez o curso de professor na Escola Normal daquela cidade, um dos melhores estabelecimentos de ensino do Estado na época. 

    Muito inteligente e bastante dedicado nos estudos, foi aluo de destaque durante todo o curso.

    Ao receber o diploma de professor, em 1933, voltou ao Apodi, para ensinar no Grupo Escolar Ferreira Pinto, e em seguida casar-se com a professora Francisco Lopes, também diplomada pela Escola Normal de Mossoró. Desse casamento houve dois filhos. 
    Em plena juventude e com entusiasmo, João Guerra dedica-se à política partidária. logo intrigou-se com os chefes políticos que dentro de pouco tempo passaram a dominar a situação em Apodi, triunfando em duas eleições seguidas. João Guerra atraiu para si a ira dos coronéis adversários. Perseguido, foi transferido para a então vila de Vitória, atualmente Marcelino Vieira, no alto Oeste Potiguar Ali ensinou um ano. 

    Retornando à sua terra, deixou o Magistério para se dedicar ao comércio, no qual não obteve êxito. Valendo-se de sua inteligência ingressou na advocacia, como advogado rábula. Nesta profissão não lhe faltava clientes. Trabalhou dois anos nas atividades agrícolas plantando algodão, feijão e milho na Chapada do Apodi. Mais por passatempo do que por necessidades de sobrevivência desenvolveu esta atividade em Apodi.

    Continuou participando da agitadíssima campanha política que se alastrava por todo o Estado do Rio Grande do Norte, quando já se tornavam frequentes as arbitrariedades e crimes de morte, com a cobertura do próprio governo, a cujo partido o João estava ligado. 
    Considerado um bom orador, João Guerra participava dos comínios e reuniões ao lado do coronel Benedito Saldanha. Homem perigoso e violento, vindo de outra região para comandar o partido do governo em Apodi e noutros municípios desta zona. Em Apodi o tal coronel deixou marcas profundas de sua violência. 

    Em 1935, foi deflagrada a Intentona Comunista no Rio Grande do Norte. Abafado o movimento, muitos políticos foram presos. João Guerra foi denunciado como subversivo, refugiando-se para não ser preso.

    Graças a interferência do seu sogro, Antonio Lopes Filho, homem de prestígio e correligionário do governador eleito, Dr. Rafael Fernandes, João Guerra conseguiu voltar ao Apodi, sem coação.

    Não vislumbrando nenhuma perspectiva de futuro para ele, no Apodi e no Rio Grande do Norte, marcado pelos adversários, e observado a pequenez do ambiente para um jovem inteligente, cheio de ideias e esperança, resolver deixar o Apodi. 

    Dentre os seus projetos para mudar o rumo de sua vida, aceita o convite de um norte-rio-grandense ilustre que assumia importante cargo no Território Federal do Acre. No ano de 1942, viaja com a família para assumir o cargo de diretor de um grupo escolar na cidade de Cruzeiro do Sul, Acre. A mulher não se deu no ambiente e dois anos depois estava de volta ao Apodi.

    Com a mudança de governo, no Território do Acre, João Guerra é obrigado a deixar o Cruzeiro do Sul, indo para Manaus, trabalhar no Serviço de Profilaxia da Amazônia durante algum tempo. Ai conheceu Ivanyr G. Farias, com quem manteve um relacionamento de compreensão até o fim de sua vida. Dessa união houve cinco filhos, todos residindo atualmente em Manaus.

    Daí em diante esteve ligado ao Território de Rio Branco, depois Roraima. Ali assumiu diversos cargos no serviço público federal. Através de cursos conseguiu os títulos de Técnico e Bacharel em Administração, o que lhe permitiu importantes funções. 
    Dentre os inúmeros cargos que ocupou na Amazônia, destacamos as seguintes: 
    1 – Diretor de um grupo escolar na cidade de Cruzeiro do Sul, Acre. 
    2 – Funcionário do Serviço de Profilaxia da Amazônia. 
    3 – Secretário do Serviço de Administração Geral de Roraima.
    4 – Diretor titular do Serviço de Administração de Roraima. 
    5 – Diretor do Curso de Aperfeiçoamento dos Serviços Territoriais de Roraima e professor do mesmo Curso. 
    6 – Secretário Geral do Território de Roraima. 
    7 – Governador, em substituição do Território de Roraima. 
    8 – Representante dó Território de Roraima em Manaus. 
    9 – Chefe da Secção Pessoal de Administração. 
    10 – Diretor de Segurança e Guarda do Território de Roraima. 
    11 – Professor de Pedagogia e Psicologia. 
    12 – Assessor Técnico do Governador. 
    13 – Assessor Técnico da Câmara Municipal de Manaus ao VII Congresso Nacional dos Municípios. 

    Indo residir em Manaus, ao encerrar suas atividades em Roraima, e juntamente com outros profissionais, instala um escritório de prestação de serviços – SERVAM , abrangendo os ramos de Direito, Engenharia, Economia, Administração, Contabilidade e outros. 

    Uma das características de João Guerra, muito admirada, era sua popularidade e sua maneira cativante de fazer amizade. Aliada ao seu espírito de aventura, estava sua coragem para enfrentar desafios. A prova maior disso foi a sua trepidante trajetória pela região amazônica, enfrentando sérios obstáculos, inclusive em lutas políticas. 

    Suas atividades literárias limitaram-se a artigos, crônicas e reportagens para jornais. Escreveu algumas teses sobre assuntos administrativos, sociais e econômicos da região. 
    João Batista Guerra foi o apodiense que, pelas suas qualidades chegou ao importante cargo de governador, no Território de Roraima, em 1951. Sem dúvida, um exemplo admirável de talento e capacidade, para atingir altas posições na vida pública, sem ambições, pois, o exemplo marcante de sua personalidade era a modéstia. 

    A notícia de sua morte, quando ainda não tinha completado 60 anos, a recebi com espanto e certo cepticismo. Isto pelas circunstâncias em que sua vida se extinguiu, fulminada por um colapso, contra o qual não teve chance de lutar, e quando muito ainda teria a realizar. Enfim, um fato para mim inesperado. Curvou-se diante do terrível imprevisto, o homem que eu conheci na intimidade do nosso lar e da nossa família, na plenitude de sua vigorosa juventude esbanjando saúde.

    Em Apodi, sua terra natal, foi o professor iniciante, o comerciante, o político afoito, agricultor e advogado. Lutando, porém sem esperança de conquistas compatíveis com o seu preparo intelectual e com os seus ideais. 

    Depois, a grande aventura e o sonho com os tesouros minerais escondidos na vastidão das florestas sem fim, da natureza generosa e cruel ao mesmo tempo. Uma ameaça constante ao home, exposto a riscos e perigos que podem comprometer a sua saúde.

    Com dificuldades João Guerra, enfrentou batalhas e conquistou vitórias que o consagraram como um verdadeiro herói, nas terras distantes que ele tanto admirava, amou e constituiu família. Morreu quando não esperávamos, no dia 9 de setembro de 1974.

    Fonte: "Misturas de Frases e Palavras" - Válter de Brito Guerra(1998)


    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

    terça-feira, 25 de junho de 2019

    Zominho


    FRANCISCO VIEIRA DE SOUSA mais conhecido por “Zominho”, nasceu no dia 04 de junho de 1945, no Sítio do Padre, que na época era encravado no município de Apodi, e hoje pertence ao município de Severiano Melo,  filho de Almiro Bispo Vieira e Maria Lilia de Sousa(também conhecida como Maria Vieira de Souza).

    Em 1948, aos 03 anos de idade mudou-se com sua família para o Sítio Lagoa Amarela, município de Apodi, onde mora atualmente. 

    Começou a estudar aos 12 anos de idade no Sítio Aleixo, tendo como primeira professora Dona Lourdes. Depois passou a frequentar uma escola particular na localidade de Córrego, município de Apodi-RN, tendo como professora Dona Letice Ferreira. Zominho  estudou até o quarto ano(quarta série). Além disso, também estudava em casa com a ajuda de sua mãe. Sempre que voltava da escola ajudava seus pais nos trabalhos do campo.

    Zominho casou-se em 18 de dezembro de 1977 com Dona Maria de Fátima Freitas de Sousa, com que teve 06 filhos: Marta Maria de Freitas Souza, Maria da Paz Freitas Souza, Francisco Vieira Souza Júnior(Sousinha), Marcelo de Freitas Souza e um casal de gêmeos Maciel de Freitas Souza e Maciana de Freitas Souza. 

    Aos 15 anos de idade já era atuante na política de Apodi, porém não podia votar, pois na época não era permitido o voto para menores de 18 anos.

    Pela primeira vez candidatou-se a vereador em Apodi no ano de 1972, pela legenda da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), sendo eleito no dia 15 de novembro do mesmo ano, com uma votação de 382 votos. No seu tempo trabalhava como voluntário, pois vereador não recebia remuneração.  Na Câmara Municipal, ocupou os cargos de 1º Secretário no período de janeiro de 1973 a janeiro de 1975; e 1º vice-presidente da Mesa-Diretora no período de janeiro de 1975 a janeiro de 1977. 

    Durante seu mandato parlamentar, Zominho fez vários projetos  e solicitações em prol da população apodiense, principalmente em benefício da "Região da Areia" de Apodi.  Durante sua carreira política apoiou o ex-prefeito Izauro Camilo de Oliveira. 

    Em 15 de novembro de 1976, disputou a reeleição ao cargo de vereador, novamente pela ARENA, porém não galgou êxito, obtendo 181 votos.

    Em 1982, tentou novamente retornar ao poder legislativo apodiense, desta vez saindo candidato pelo PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro, entretanto mais uma vez não logrou êxito, conquistando 109 votos. 

    Atualmente é sócio filiado ao Sindicato Rural de Apodi desde o ano de 1968, do qual atua como coordenador. É sócio da AMPC - Associação de Mini-Produtores de Córrego e Sítios Reunidos.

    *Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN. 

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