segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Gabriel Leite



GABRIEL LEITE DE AMORIM  nasceu no dia 11 de setembro de 1926, no município de Martins/RN, era o filho mais velho de Almino Leite e Teresa Andrade. Trabalhou como agricultor com o pai e quando completou a maior idade mudou-se para  a cidade de Apodi/R e passou a trabalhar como sapateiro com o Sr. Francisco Alves.

Casou-se com Maria do Socorro Rodrigues com quem teve os seguintes filhos: Maria da Conceição Leite(Rosinha), João de Deus Leite, Marlete Rodrigues Leite, Valdir Rodrigues Leite(Briel), Valmir Rodrigues Leite, Odvanildo Rodrigues Leite(Rodrigues) e Valdemir Rodrigues Leite. 

Em 1952, mudou-se para Natal onde também trabalhava com sapateiro. Tinha uma inteligência ímpar, apesar de só ter cursado a 4ª série primária. Aprendeu em Natal a arte da fotografia e de operador de cinema trabalhando como ajudante de operador no Cine Rex.

Morou durante 9 anos em Natal e voltou para Apodi em 1961 já como fotógrafo profissional, foi o mais popular da época e também o mais irreverente. Gabriel Leite foi um dos mais antigos fotógrafos de Apodi, da época de  João de Maria Flor, por quem tinha muito apreço. 

Gabriel Leite deu também uma grande contribuição na cultura apodiense. Quando Pe. Pedro Neffs fundou o primeiro conjunto musical de Apodi – “Os Diamantes’’, chegou a ensaiar tocando como contrabaixo  da banda de música.

Gabriel foi sempre muito honesto, e quando sentiu suas dificuldades em conciliar a sua profissão de fotógrafo com a de músico, pediu para sair. Além disso, chegou a tocar requinta na Banda de Música da FUNDEVAP, na época com o nome de "Banda de Música Alex Maia".
   
Em 15 de novembro de 1976, Gabriel Leite saiu candidato a vereador na cidade de Apodi, pela legenda do antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro, entretanto não conseguiu se eleger.

Foi um dos melhores jogadores de damas, foi bandeirinha no futebol, animava os apodienses no cinema de  Seu Altino, o antigo "Cine Odeon", trabalhando como operador de cinema, ou seja passava filmes. Foi o primeiro a vender a Loteria Esportiva da Caixa, como também o primeiro a montar uma banca de revistas que funcionava no próprio ponto da foto. Chegou a trabalhar como fotógrafo por pouco tempo para o então Jornal "O Poti",  de Natal.

Gabriel Leite faleceu no dia 9 de janeiro de 1992  na cidade que ele escolheu para morar: Apodi. 

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O político e o comerciante

*Por Válter de Brito Guerra


Com o assassinato do seu irmão Chico Pinto, por questões políticas, em maio de 1934, Lucas Pinto viu-se obrigado a assumir o comando do Partido Popular em Apodi, que fazia oposição ao Governo do Estado. Lucas Pinto assume a postura de chefe político e coronel, ao mesmo tempo, fortalecido pelo poder econômico, já ostentando um invejável patrimônio, senhor de muitos bens e muito dinheiro. E herdeiro político da família Pinto em Apodi. 

Chico Pinto era um chefe político de grande prestígio. Sua morte teve grande repercussão em todo o Rio Grande do Norte. Era voz corrente que havia um plano sinistro dos aliados do governo, com o objetivo de matar os principais chefes políticos da oposição. Chico Pinto estaria incluído na lista negra do abominável plano. 

Foi nesse clima de agitação, de crimes de morte, espancamentos e prisões ilegais, que o já Coronel Lucas Pinto assumiu, assustado, mas com a devida precaução, a direção do Partido Popular, substituindo seu irmão, assassinado traiçoeiramente em sua própria casa, o que não seria uma tarefa fácil. Enfrentar a fúria e a violência do coronel Benedito Saldanha naquela época, em Apodi, era uma parada extremamente perigosa. 

Disposto a lutar contra um governo ditatorial, o coronel Lucas Pinto não se intimidou diante do perigoso inimigo. 
Certa vez, foi chamado à presença do temível Benedito Saldanha, o forasteiro que para infelicidade do Apodi veio aportar nesta cidade. Queria o poderoso chefe que o Lucas Pinto comesse um pedaço de jornal, em que se encontrava escrito, um artigo alusivo ao senhor Saldanha, que atribuía ao coronel, a autoria do mesmo. Graças à interferência de pessoas, o diabólico plano não chegou a ser realizado. Livrando-se o coronel Lucas Pinto do humilhante castigo. 

Não obstante o clima de hostilidade que afrontava a todos, com ameaças de todo tipo, o coronel continuava trabalhando junto aos eleitores, insistentemente, conclamando-os a votarem no Partido Popular. Apoiado por muitos amigos, continuou enfrentando os maiores perigos, inclusive de morte. Aproximava-se a eleição para deputado estadual no Rio Grande do Norte. Os dias passavam. Perseguição e atos arbitrários eram armas usadas pelos simpatizantes do governo, que usavam também a policia para implantar o pânico e o terror, objetivando amedrontar o eleitor. 

O Coronel Lucas Pinto não esmorecia um só instante, lutando dia a noite como um herói. Para ganhar a eleição de 14 de outubro de 1934 e com isto, tentar expulsar de terras apodienses o intruso aventureiro Benedito Saldanha, que aterrorizava a pacata população de Apodi. 

A eleição para deputado foi bastante agitada. O Partido Popular saiu vitorioso no Estado do Rio Grande do Norte e em Apodi. Foi o grande e decisivo passo para a vitória final a eleição do Dr. Rafael Fernandes em 1935, para governador, pela Assembleia Legislativa. 

Conquistava o coronel Lucas Pinto sua primeira vitória eleitoral, à frente do Partido Popular, dando maioria em Apodi aos deputados da oposição. Muitas vitórias foram posteriormente conquistadas, graças ao vigoroso trabalho desenvolvido pelo novo chefe político, que durante quase trinta anos demonstrou grande habilidade na arte de fazer política. 

Lucas Pinto tornou-se, portanto, um político astuto e experiente. Conhecia, como ninguém, as manhas e estúcia do eleitor, sabendo desculpar habilmente, quando este exigia coisa que não podia ser atendida. Ao eleitor fiel ao partido, dava o apoio merecido, defendendo-o na hora precisa. Não perdoava adversário. Mas não concordava com agressões físicas contra opositores. Paternalista costumaz, fazia questão de distribuir pessoalmente ao eleitor, a infalível ajuda nas campanhas eleitorais, visitando sítios, fazendas e casas. Era ao mesmo tempo patrão, conselheiro, protetor e advogado do seu fiel eleitor, metendo-se em todas as questões que envolvessem correligionários, sempre defendendo-os. 

O Coronel Lucas venceu de 1934 a 1960 todas as eleições realizadas em Apodi, para todos os cargos, o legislativo e o executivo. Vereador, prefeito, deputado, senador, Presidente da República e Governador do Estado. O medo de perder eleição o apavorava. Por isso, desdobrava-se em cuidados para manter coeso o seu bloco eleitoral. 

Era tão grande a fama do prestígio político do Coronel Lucas Pinto na região do Apodi, que algumas lideranças(chefes) políticas de alguns municípios do Rio Grande do Norte, em eleição para governador, aguardavam a decisão do líder apodiense para depois tomarem suas decisões. Este é um registro que fazemos baseado em notícias que circulava na época. 

Assim continuava o Coronel Lucas Pinto vencendo eleições, sempre com expressivas maiorias. Na eleição de governador em 1960, saindo vencedor no Estado o candidato Aluisio Alves, Lucas Pinto obteve para o mesmo candidato uma maioria que ultrapassou os dois mil votos, quando o eleitorado de Apodi não chegava a dez mil eleitores. Nas concentrações políticas não faltava sua presença, mas nunca falou em público. Era homem de poucas letras. Entretanto, quando precisava se comunicar com autoridades ou políticos, por telegrama, ofício ou carta, fazia questão de ditar o texto a ser redigido. Não queria que alguém o fizesse sem a sua participação. Eu, que fui testemunha desses detalhes, achava que as palavras dele faziam sentido. 

O tempo nos traz vitórias, glórias e alegrias. Arrasta-nos, também, a derrotas e tristezas. Assim passamos a vida. Enfrentando as naturais dificuldades que se antepõem a nossa felicidade, nem sempre encontrada quando a procuramos. São inevitáveis, portanto, os momentos de insucesso, em que vemos desmoronar-se sonhos e esperanças. A existência humana é uma alternativa de acontecimentos. Ora bons, ora ruins, até o instante final de nossa trajetória aqui na terra... 
O Coronel Lucas Pinto experimentou, em vida, muitas vitórias. Como um herói venceu muitas batalhas, que lhe deram fama e o consagraram como um exemplo de coragem e persistência, tantas vezes comprovadas na busca dos seus objetivos e dos seus ideiais. 

A morte do seu irmão Chico Pinto parece que o retemperou para enfrentas as árduas e perigosas lutas eleitorais, em vez de abatê-lo. Seu objetivo era derrotar em Apodi o seu ferrenho inimigo, o poderoso chefe Benedito Saldanha e expulsá-lo do município, o que realmente conseguiu, com a vitória do Dr. Rafael Fernandes em 1935 para Governador do Estado.

Derrotas, frustrações e desenganos, tudo isso iria surpreender muito em breve o grande chefe político. E atacá-lo como faz o inimigo ao ferir suas vítimas, para destruí-las. Nem poder econômico, nem poder político puderam evitar a queda do poderoso líder do Apodi. 

Aproximava-se a eleição de 1962. Próximo estava também o acontecimento inevitável. A derrota do coronel Lucas Pinto. O dia 07 de outubro daquele ano, não deixa de ser uma data histórica para o Apodi. para o prestigioso político, a data representou um terrível pesadelo, um golpe traumatizante. Começava o esfacelamento do seu imenso poder político, conquistado com tanto sacrifico em batalhas memoráveis. Era o final da oligarquia da família Pinto. Estava eleito o candidato Izauro Camilo de Oliveira, saído do Partido Popular do coronel Lucas Pinto para enfrentá-lo numa luta desigual, na campnha do tostão contra o milhão. 

Descrever o estado do espírito do Coronel, face ao acontecimento, é tarefa difícil. Jamais passou pela sua cabeça perde uma eleição em Apodi. Realmente, sua atitude contra Felipe Guerra, anulando a criação do município, para mostrar sua força, magoando adversários e revoltando toda uma população, foi o principal motivo da derrota. Ganhou nas urnas de Apodi e perdeu nas de Felipe Guerra. Derrotado noutra eleição de prefeito, no dia 25 de novembro de 1968, perde o velho político qualquer chance de recuperação eleitoral. Admirado e odiado chega ao final de sua carreira política, marcada por períodos de glória, perigo e agitação. 

Inconformado com o quadro político, não resiste ao impacto do ostracismo. Frustrado e decepcionado, afasta-se dos amigos e dos negócios. Perturbado, tenta na bebida o refúgio para o seu profundo sentimento de frustração, para os seus males e sofrimentos. 

Deprimido, enclausura-se, e depois de longo e doloroso sofrimento morre no dia 6 de fevereiro de 1981, o mais prestigioso político de todos os tempos na região do Apodi, o Coronel Lucas Pinto. 

Fonte: Misturas de Frases e Palavras - Válter de Brito Guerra(1998).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Chico Marinho


FRANCISCO JÚLIO MARINHO mais conhecido por Chico Marinho, era natural da cidade de Apodi/RN, nascido em 20 de julho de 1951, era filho do casal Júlio Marinho e Abília Marinho de Oliveira.

Era irmão de Celso Marinho de Oliveira, Manoel Cleto Marinho, Eugenio Marinho de Oliveira, Cleodon Marinho de Oliveira, Clidenor Marinho, José Julio Marinho, Julio Marinho Filho(Julinho), Celcina Marinho de Oliveira, Celestina Marinho de Oliveira e Maria  Gorete Marinho.

Seu pai Júlio Marinho foi um dos maiores comerciantes de sua época, além disso uma das principais lideranças políticas da renomada família Marinho, tendo exercido o cargo de vereador e vice-prefeito de Apodi por duas oportunidades(1953 a 1958 e 1969 a 1973). Já seu saudoso irmão Celso Marinho também enveredou pela vida pública, tendo ocupado o cargo de vereador por três mandatos. 

Chico Marinho iniciou seus estudos no Grupo Escolar Ferreira Pinto, posteriormente no Colégio Gerson Lopes e concluiu o ensino médio na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, ambos em Apodi. Além disso frequentou o Centro de Integração Professor Eliseu Viana, estudando na antiga ESAM e concluindo o curso Técnico Agrícola, em Mossoró/RN.

Em seguida, entrou no ramo farmacêutico e ingressou no Curso Técnico em Farmácia, no SENAC na cidade de Mossoró/RN.

Foi casado com Maria Lucineide Nogueira Marinho, com quem teve três filhas: Lissa Lidiana Nogueira Marinho, Liliane Cristina Nogueira Marinho e Lilian Rachel Nogueira Marinho.

No dia 03 de outubro de 1992, foi candidato a vice-prefeito de Apodi pelo PDS(Partido Democrático Social), na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Ivo Freire de Araújo, candidato pelo PFL, que conquistou 6.454 votos. Entretanto não lograram êxito, perdendo a disputa para a chapa formada por José Pinheiro Bezerra(prefeito) e Evandro Marinho de Paiva(vice), eleitos com 8.894 votos. 

Chico Marinho foi funcionário público aposentado da Educação, comerciante no ramo farmacêutico.  

No ano de 1994 foi nomeado para assumir o cargo de Secretário Municipal de Urbanismo e Transportes, função que voltou a ocupar novamente a partir do ano de 2001, na gestão do prefeito José Pinheiro Bezerra. Em 2002,  passou a exercer o cargo de Secretário de Obras até o ano de 2005.

Além disso, foi presidente da Associação Cultural e Desportiva Apodiense(ACDA), sendo o primeiro presidente da liga Desportiva Apodiense. Foi presidente da Fundevap(Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi) e 2º vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL) de Apodi no ano de 2007.

Chico Marinho faleceu no dia 17 de abril de 2017, no Natal Hospital Center, em Natal/RN.Foi proprietário da Farmácia "Droga Vida", sediada na Rua Margarida de Freitas, no centro da cidade de Apodi.  

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Josué Sizenando

JOSUÉ SIZENANDO, nasceu no dia 08 de maio de 1912, na cidade de Apodi/RN, filho de Sebastião Sizenando Sena e Silva(Sebastião de Dino) e Dona Odília Amélia de Freitas. Iniciou o primeiro grau em sua terra natal, porém não chegou a concluí-lo. 

Seu pai foi prefeito nomeado de Apodi, no período de setembro de 1932 a janeiro de 1933. 

Josué foi casado em primeiras núpcias com Maria Aires de Sena, com quem teve dois filhos: Maria de Lourdes de Freitas e Antônio de Pádua de Freitas. 

Casou-se em segundas núpcias com a senhora Margarida Dantas Mulatinho, com quem teve uma prole de 6 filhos: Inês Odília Neta, Francisco de Sales Dantas Sizenando, Aghatângelo Dantas Sizenando, Aparício Dantas de Freitas, Iara Dantas de Freitas e Antonio Augusto Dantas Sizenando.

Josué trabalhou por mais de 30 anos como oficial de justiça em Apodi, além disso foi farmacêutico ambulante e comerciante.

Josué Sizenando faleceu aos 81 anos de idade, no dia 30 de maio de 1993. É patrono da “Rua Josué Sizenando”, localizada no Bairro Portal da Chapada na cidade de Apodi.

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 27 de janeiro de 2019

Chavinha


FRANCISCO CHAVES SIZENANDO, vulgo Chavinha, nasceu no município de Apodi/RN, no dia  08 de agosto de 1935, filho de Manoel Cicero de Lima e Maria Pereira Torres. É irmão de Maria do Socorro Sizenando, Maria do Carmo Sizenando, Maria Eudete Sizenando, Maria das Graças Sizenando, Maria da Salete Sizenando, Maria Ideusa Sizenando, Francisco Ari Sizenando e Francisco Aires Sizenando.

É neto materno de Manoel Antônio Torres e Maria Laurinda de França(Maria Paulino);  neto paterno de Bernadino Aires de Sena Lima e Inocência Felícia da Conceição. 

É sobrinho de Sebastião Sizenando Sena e Silva("Sebastião de Dino"), que foi prefeito nomeado de Apodi de 1932 a 1933; e de Manoel Raimundo Pinheiro, ex-vereador apodiense no período de 1955 a 1959. 

Chavinha fez as primeiras letras com a professora  apodiense Joana Ester Soares. Fez o terceiro ano do ensino primário no Grupo Escolar Ferreira Pinto e estudou seis meses na Escola Comercial Felinto Alves(onde hoje funciona a Escola Gerson Lopes), na cidade de Apodi.

Durante sua infância e juventude trabalhou ajudando seus pais  na agricultura.  No  período do inverno trabalhava na chapada do Apodi  e no verão nas Varzantes da Lagoa de Apodi. Também trabalhou em uma serraria e em um açougue.

Entrou para a vida pública ao se eleger vereador na cidade de Apodi, no dia 03 de outubro de 1958, pelo Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), com 183 votos. Reelegeu-se no pleito de 7 de outubro de 1962, desta vez pelo Partido Republicano(PR), com uma votação de 186 votos.

Em 15 de novembro de  1966, conquistou seu terceiro mandato parlamentar, desta vez pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), com uma votação de 482 votos, sendo inclusive o vereador mais votado daquela eleição. Dentre os acontecimentos políticos de sua época, ele votou a favor da cassação do prefeito João Pinto(do PSD, filho do Coronel Lucas Pinto), que perdeu o mandato por 6 votos a favor e 4 votos contrários, no início do ano de 1963.

Durante os três mandatos de vereador(1959-1963, 1963-1967 e 1967-1971), Chavinha ocupou os cargos de 1º secretário e  2º Secretário da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Apodi por diversas vezes. Seu filho Titico  de Chavinha, também foi vereador de Apodi, no período de janeiro de 1989 a 1992.  

Ao concluir o último mandato, Chavinha  foi  trabalhar como secretário-geral no governo  do prefeito Izauro Camilo de Oliveira na década de 70. Posteriormente, foi guarda fiscal de Apodi por 8 anos.  Em seguida passou a trabalhar como Auditor Fiscal e aposentou-se nos anos 90.

Casou-se em primeiras núpcias no dia 02 de maio de 1954, com Raimunda Gomes de Oliveira(filha de Izauro Camilo de Oliveira e Maria Gomes de Oliveira). Desse matrimônio, o casal Chavinha e Raimunda tiveram 5 filhos, sendo eles: Francisco Chaves Sizenando Filho(Titico de Chavinha), Maria de Fátima de Oliveira,  as gêmeas Irma Mirtes de Oliveira e  Itala Morgana de Oliveira, e ainda Izauro Camilo Neto.

Casou-se em segundas núpcias com Maria Zélia Moreira Gurgel, com quem teve apenas 1(um) filho de nome Allan Herlandson Gurgel Sizenando.

Atualmente é casado com Maria Olineide Magalhães de Almeida  Sizenando, e residente na Rua Governador Dix-Sept Rosado, no centro da cidade de Apodi.

É sócio de varias entidades de Apodi, dentre elas o Clube da ACDA(Associação Desportiva Apodiense), FUNDEVAP(Fundação para o Desenvolvimento para o Vale do Apodi), etc.

Fonte: Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Alan Silveira


ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO, natural de Apodi/RN nasceu no dia 01 de dezembro de 1986, é filho da professora Maria Gorete da Silveira Pinto e do bioquímico Klinger Pericles Pinto Diniz. Alan passou grande parte de sua infância em Apodi, sendo ela marcada por uma vida simples, na Rua Padre Benedito Alves, local onde morava, e ficava brincando daquelas brincadeiras que infelizmente hoje praticamente não fazem mais. 

Começou a estudar aos 03 anos de idade, no Colégio Luz Pequeno Principe da cidade de Apodi, onde concluiu seu ensino fundamental quando tinha 14 anos. No ano de 2001 foi morar na cidade de Natal/RN, onde fez seu ensino médio na Escola do CAP. 

Fez o curso de Farmácia Bioquímica na Universidade Potiguar(UNP) em Natal/RN. 

Fez as especializações em Hematologia Clínica e em Saúde da Família. 

Em 2008, após ter sido formado na UNP, Alan retornou a sua terra natal e no ano seguinte, começou a trabalhar em Apodi. Trabalhou como bioquimico no laboratório particular da CLINLAB, da Clínica Santa Edwirges e farmacêutico da Maternidade Claudina Pinto na cidade de Apodi/RN; 

Farmacêutico da Drogaria Viva Vida e bioquimico da Prefeitura Municipal em Felipe Guerra/RN;

Bioquímico na Unidade de Pronto Atendimento -UPA no bairro da cidade da esperança na cidade de Natal/RN;

Durante 10 anos participou do movimento escoteiro de Apodi, sendo membro do 25º Grupo de Escoteiros de Apodi e também integrante do 39º Grupo de Escoteiros Desembargador Newton Pinto. 

É membro do GASPEC Apodi - Grupo de Assistência às pessoas com Câncer - Maria das Graças da Silveira, importante entidade filantrópica de Apodi que leva o nome de sua saudosa avó materna. 

Em 2008, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB), sigla da qual participa atualmente e exerce a função de Presidente da Juventude PMDB de Apodi. Alan também faz parte do diretório municipal do PMDB.

A sua mãe Gorete Silveira foi a vereadora mais votada de toda a história política de Apodi até hoje, foi vice-prefeita e a primeira mulher prefeita do município, já seu pai Klinger Pinto foi vice-prefeito de Apodi. Alan é neto do ex-vereador Francisco Silveira, mais conhecido como "Caboclo de Manú" que foi por 7 vezes vereador do município de Apodi, sendo um dos parlamentares que mais teve mandatos na Câmara Municipal de Apodi(CMA). Isso já mostra que a sua família sempre fez parte da política apodiense, e isso naturalmente acabou fazendo com ele também entrasse nas fileiras do PMDB apodiense.

Alan Silveira foi eleito prefeito de Apodi pelo PMDB nas eleições municipais de 02 de outubro de 2016, obtendo 12,623 votos, sendo o prefeito mais jovem da história política de Apodi, tendo como candidata a vice-prefeita, a então vereadora Hortência Regalado. Foi empossado no cargo de prefeito municipal de Apodi no dia 1º de janeiro de 2017 para o quadriênio 2017/2020.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

domingo, 20 de janeiro de 2019

Benedito de Zé Severo

BENEDITO JOSÉ DE MORAIS, vulgo “Benedito de Zé Severo”, nasceu no Sítio Rio Novo, município de Apodi/RN, no dia 13 de abril de 1923, filho de José Gomes de Morais(Zé Severo) e Dona Isolina Maria Soares. 

Agricultor, morou durante muitos anos no Sítio Rio Novo e comercializava cera de carnaúba e algodão.  Foi agropecuarista, comerciante, político, filho muito querido na família, ajudou muito a pobreza desfazendo inclusive de seu patrimônio financeiro. Pai carinhoso dedicava sua vida a família e as pessoas carentes.

Em 1937, converteu-se ao Senhor Jesus na Igreja de Cristo no Sítio Apanha Peixe sob o pastoreio do Sr. João Queiroz. Muitos anos mais tarde, já morando em Apodi, gostava de prestar caridade a todos.

Foi casado pela primeira vez com Francisca Maria de Morais, com quem teve os filhos: Morais, Vancir, Vilcimar, Neto e Vera. Da segunda família, casado com Antonia Maria de Brito com a qual teve três filhos: Joceone(Aninho), Jeciana (Aninha) e Gilney Morais

Querido por todos e atendendo ao pedido dos apodienses, lançou-se candidato a vereador na cidade de Apodi.

Conquistou seu primeiro mandato parlamentar no pleito de 03 de outubro de 1958, pelo Partido Social Democrático(PSD), para a legislatura 1959-1963. Foi 2º vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi no período de abril de 1960 a abril de 1961.

No ano de 1965, disputou o  cargo de prefeito na primeira eleição municipal de Felipe Guerra, pelo PSD, tendo como  vice  o senhor Rafael Valdevino de Morais, também do PSD. O pleito realizou-se no dia 24 de janeiro daquele ano, entretanto seu Benedito não se elegeu, obtendo 254 votos. Perdeu a eleição para a chapa Eilson Gurgel do Amaral(prefeito) e José Barra Neto(vice), ambos candidatos pelo PSP(Partido Social Progressista).

Em 15 de novembro de 1976, Benedito elegeu-se  vereador de Apodi pela segunda vez, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), com uma votação de 344 votos., sendo empossado em 31 de janeiro de 1977. Durante seu mandato, foi tesoureiro do poder legislativo apodiense, no período de 1981 a 1982.

Nas eleições de 15 de novembro de 1982,  candidatou-se ao cargo de  prefeito da cidade de Apodi,  por uma sublegenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.  Naquele pleito eram três candidatos do PMDB contra 1 do PDS.

Benedito obteve 1.759 votos, sendo o mais votado entre os demais candidatos peemedebistas, Manoel Antônio de Souza(vulgo Manoel Galdino) com 1.361 votos e Pedro Terceiro de Melo, com 1.225 votos. Juntos, somavam 4.345 sufrágios, mas nenhum deles conseguiu se eleger, perdendo a campanha para Hélio Morais Marinho(PDS), que se elegeu com 4.885 votos. 

Em 1992, tentou novamente uma cadeira na Câmara Municipal de Apodi, desta vez pelo Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), logrando 88 sufrágios. 

Seu Benedito foi um homem muito querido pelos apodienses, nunca mediu esforços para ajudar os mais necessitados. Benedito José de Morais faleceu em 04 de setembro de 2012, aos 89 anos de idade. 

Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Zé Vandilson

JOSÉ VANDILSON DIÓGENES, nasceu na cidade de Apodi/RN, em 14 de maio de 1939,  filho de Valdemiro Custódio da Silva e Cecília Joaquina Diógenes. É neto materno de Lucas Diógenes e Joana Diógenes de Carvalho(Joaninha), neto paterno de Manoel Custódio da Silva e Raimunda Dantas da Silva.

Irmão de Valdir Custódio da Silva(vulgo "Vandir"), Vanilda Custódio Diógenes, Maria Diógenes de Oliveira(Valdira) e Vilson Custódio Diógenes(in memoriam), Vanci Custódio da Silva(in memoriam).

Iniciou os estudos na Escola Particular da professora Alvani de Freitas Dias, na década de 1940. Posteriormente, passou a estudar no antigo Grupo Escolar Ferreira Pinto(local onde hoje funciona a Escola Estadual Professor Gerson Lopes), no centro de Apodi, onde cursou até o quarto ano do ensino primário(primeiro grau). Cursou o primeiro e o segundo ano do ensino ginasial na Escola Estadual Felinto Alves, em Apodi. 

Foi Presidente da Barraca dos Solteiros e do Salão Paroquial de Apodi nos anos 50. Em 1956, foi candidato aprendiz de marinheiro na Base Natal de Natal/RN, mas não chegou a ser incorporado na instituição. 

No ano de 1959, mudou-se para a cidade de Fortaleza/CE e trabalhou na loja "Tecidos Cardosos", que fazia parte da  Loja Nações Unidas. 

Em 1961, retornou a sua terra natal e começou a trabalhar na Loja de tecidos de seu pai, o comerciante Valdemiro Custódio. 

Foi jogador de futebol do Centro Esportivo Apodiense e membro do clube de voleibol.  

No dia 15 de julho de 1962, casou-se com a professora Maria da Conceição Pinto Diógenes(filha do auditor fiscal e ex-prefeito de Apodi, João Pinto, e da doméstica Cesarina de Oliveira Pinto).  Dessa união, tiveram quatro filhos: Max Ueder Pinto Diógenes(professor), Silvana Pinto Diógenes Marinho(professora), Jussara Pinto Diógenes Ferreira Holanda(professora) e Claudia Pinto Diógenes(professora). 

No dia 22 de julho de 1965, foi nomeado funcionário público estadual do Rio Grande do Norte, no mandato do governador Aluizio Alves. Foi Extranumerário-Diarista da Agência Fiscal de Apodi, que pertencia a Coletoria Estadual de Mossoró. 

Em seguida, foi trabalhar como Extranumerário-Diarista do Posto Fiscal do Sítio Canto de Varas, na região da chapada do Apodi, onde ficou por quatro anos. Foi transferido para o Posto Fiscal de Tamarindo, no Sítio Bico Torto, também em Apodi, onde passou por 3 anos. 

Em 1974, foi nomeado chefe da Agência Fiscal da cidade de Felipe Guerra, função que exerceu por quase 4 anos. Em 1977, foi transferido para trabalhar como Chefe da Agência Fiscal da cidade de Areia Branca/RN. 

No ano de 1978, retornou para a sua terra natal e foi nomeado Coletor Estadual, sendo o primeiro e único a exercer este cargo, permanecendo na função até o ano de 1994. Em 22 de abril  de 1995, solicitou a sua aposentadoria. 

Foi Maçom da Loja Maçônica 24 de Junho, da cidade de Mossoró/RN, em 21 de junho de 1980. Foi promovido para o cargo de Mestre-Maçom. 

Em 16 de outubro de 1980, foi um 7 fundadores da Loja Maçônica Vale do Apodi, ao lado de Altino Dias de Paiva, Luiz Gonzaga de Melo, Aurino Gurgel, José Antônio Filgueira de Assis(Zé Coti), Antônio Ferreira de Lima(Antônio de Zuza) e Euclides Pereira Torres(Neném Tonico). 

Na Loja Maçônica de Apodi, Zé Vandilson  exerceu os cargos de Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante, Tesoureiro e depois foi eleito Venerável Mestre, de 1999 a 2003. Foi Mestre de Cerimônias e por último ficou como Venerável de Honra. Com 30 anos de Maçonaria, passou ao cargo de Mestre Instalado Maçom. 

Atualmente, Zé Vandilson mora no centro da cidade de Apodi, na Rua São João Batista, e colabora com as festas religiosas de Apodi. 


*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 6 de janeiro de 2019

Nita Fernandes

FRANCISCA FRANCINETE FERNANDES MOTA popularmente conhecida por "Gisonita" ou "Nita", nasceu no dia 25 de novembro de 1953, no Sítio Malhada Vermelha, no município de Severiano Melo/RN, sendo a filha caçula dos comerciantes apodienses Emídio Dias(sapateiro), e Joana de Paiva(dona de um restaurante). Nita cresceu ao lado dos irmãos Aurino, Altino, Aldeci, Altiva e Altivo.

Começou seus estudos na Escola Estadual Ferreira Pinto na cidade de Apodi, e concluiu o segundo grau no Colégio Nossa Senhora das Vitórias na cidade de Assú/RN, onde fez o magistério. 

Iniciou sua carreira como professora no Projeto MOBRAL(Movimento Brasileiro de Alfabetização), ensinando nas comunidades rurais e em fábricas da região: a cerâmica de Seu Chico Paulo e as craeiras de Seu Altino Dias. Na década de 70, começou a ensinar na Escola Ferreira Pinto, e nos anos 80, na rede municipal de ensino. Nita foi Rainha do carnaval de Apodi nos anos 60, foi também cabeleireira onde fazia penteados. 

Foi mãe de três 3 filhos, o primeiro em 1973: Kleber Perazzo Fernandes, fato este que a impediu de concluir seu nível superior, já que tinha de cuidar do filho e ao mesmo tempo trabalhar. Em 1982 casou-se com o radialista Luciano Rodrigues de Carvalho(que era irmão da sua cunhada Morena, casada com seu irmão Aldeci Dias), com quem teve dois filhos: Maria dos Anjos de Carvalho e Luciana Rodrigues de Carvalho.

No ano de 1998 foi transferida para trabalhar como professora no CAIC de Parnamirim e em seguida foi coordenadora do primário na Escola Estadual Augusto Severo no centro de Natal/RN. 

Pessoa querida e admirada por todos, a professora Nita faleceu em Apodi no dia 06 de dezembro de 2008, e foi sepultada no Cemitério Parque da Saudade nesta cidade.

Francisco Veríssimo  - Blog Fatos de Apodi  - Portal Fatos do RN

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Ceição Pinto


MARIA DA CONCEIÇÃO ALVES PINTO, nasceu no dia 25 de  dezembro de 1970, no Sítio Barro Branco, zona rural do município de Apodi/RN, filha do casal  João Gomes Pinto(Janjão) e Teresinha Alves Pinto. É neta materna  de Euzébio Alves Pinto e Laura Sizenando,  neta paterna de Joaquim Octaviano e Edivirgem  Gomes Pinto.     
  
É a antepenúltima de uma prole de 10 filhos, sendo irmã de Lusia Pinto, Eliane, Clóvis, Acacio, Efigenia, Socorro Pinto, Luísa, Yonara e Janderson Pinto. Passou a infância no Sítio juntamente com  seus pais e seus irmãos. 

Iniciou sua vida escolar na Escola Isolada Sítio Barro Branco, onde cursou até  o 3° ano do ensino fundamental e teve como professora, sua  irmã Lusia Pinto. 

Em seguida passou a estudar na cidade de Apodi, na casa de  uma tia, chamada Dedesa(in memoriam),  pessoa a quem deve muito.

Iniciou a 4ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Lourdes Mota e nesta concluiu  todo o ensino fundamental. Ingressou no ensino médio na Escola Estadual  Professor Antônio Dantas e com êxito concluiu o Magistério.

Ceição é licenciada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN), e pós-graduada em psicopedagogia pela FVJ - Faculdade do Vale do Jaguaribe. 

É filiada aos Partido dos Trabalhadores(PT) desde o final da década de 90, e fez parte do diretório regional por diversas vezes. 

É professora concursada da rede municipal de ensino de Apodi, desde o ano de 2001. Ceição já trabalhou  na Unidade de Ensino Isauro Camilo de Oliveira, no Sítio Lagoa do Clementino, na região da Chapada, de  2001 a 2017; e em 2018 passou a lecionar na Creche modelo do  CMEI - Centro Municipal de Ensino Infantil Professora Carmelita Ferreira de Lima.

É mãe de dois filhos: Luciana Hannah e Pedro Eduardo, e vive  em uma união estável com Antônio Marcos há mais de 18 anos. Tem dois netos: David Luiz e Ygor Lorenzo. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

domingo, 23 de dezembro de 2018

Lei municipal Nº 1132/2017: Criação do Distrito de Córrego, no município de Apodi


ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
PREFEITURA MUNICIPAL DE APODI

SECRETARIA MUNICIPAL DE ADMINISTRAÇÃO E PLANEMAMENTO
LEI MUNICIPAL Nº 1132/2017 09 DE MAIO DE 2017

PLL nº. 009/2017 Autor: Maria Soneth da Silva Ferreira Gomes

Cria o Distrito de Córrego e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI-RN faz saber, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pelo Art. 66 inciso IV da Lei Orgânica, e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Em consonância com o art. 21, da Lei Complementar Estadual nº 102/92, fica criado o distrito de Córrego, constituído de núcleo urbano e rural, já existente naquela localidade.

Art. 2º - O Núcleo Urbano do Distrito de Córrego, submeter-se-á as normas disciplinares importas à Administração Urbana da Sede do Município.

Art. 3º - Caberá ao Prefeito Municipal, através de ato regulamentar, estabelecer normas de implantação e funcionamento da administração do Distrito.

Art. 4º - Caberá ainda ao Prefeito Municipal, regulamentar a delimitação do território do distrito, fixando os seus limites, descrevendo-os integralmente, trecho a trecho e indicando os acidentes geográficos.

Art. 5º - Fica estabelecido o prazo de 18 (dezoito) meses para o Executivo Municipal implantar, oficialmente, o distrito como subdivisão, administrativa do município.

Art. 6º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Gabinete do Prefeito Municipal em Apodi/RN, em 09 de maio de 2017

ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO
Prefeito Municipal

Esta lei encontra-se publicada no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte - http://www.diariomunicipal.com.br/femurn/materia/D993F0AA

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Maria de Birico

MARIA ALVES DA SILVA TARGINO, conhecida popularmente por "Maria de Birico" nasceu na localidade de Córrego, município de Apodi/RN, no dia 08 de janeiro de 1949. É filha de Antonio Alves da Silva(Antonio de Joana) e Elvira Ferreira Lima. 

Estudou somente até a segunda série, na antiga Escola Isolada do Córrego. Aos 08 anos de idade mudou-se para o Sítio Soledade, também localizado neste município, onde reside até hoje. 

Casou-se com o agricultor Antonio Targino da Costa("Birico"), com quem teve uma prole de 16 filhos, sendo que 4 deles faleceram na infância: Clecinho Targino(in memoriam), Jorge Targino(in memoriam), Francisco Targino(in memoriam), José Targino(in memoriam), Cici Targino, Dalva Targino, Maria de Fatima, Antonia Rita, Luzia Targino, Maria Antonia, Veronica Targino, Lucia Targino, Expedito Targino, João Batista Targino, Emanoel Targino e Renato Targino. 

Seu marido Birico(falecido no ano de 1998) deixou vasta contribuição para a região da Chapada do Apodi, sendo dos fundadores da FALS - Fundação dos Amigos do Lajedo de Soledade, entidade que cuida do patrimônio histórico do Lajedo e do Museu Rural sediado no Distrito de Soledade. 

Mulher religiosa, Dona Maria foi uma mulher batalhadora que trabalhou na roça, ajudando seu marido para garantir o sustento da família, educando os filhos com muito amor e carinho, ensinando o respeito e as boas maneiras.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Manoel Libânio

MANOEL LIBÂNIO DA SILVA nasceu no dia 06 de setembro de 1895, no Sítio Várzea do Barro, no município de Parelhas/RN,  filho de Ricardo Tavares da Silva e de Joana Maria da Conceição.

Em 1942, mudou-se para o Sítio Marrecas, no município de Caraúbas/RN. Em seguida veio morar no Sítio Retiro, no município de Apodi/RN onde comprou uma propriedade e constituiu sua família. Também passou uma temporada no Sítio Córrego, em Apodi/RN. Manoel Libânio trabalhava na agricultura, ajudando no sustento de sua família.

Casou-se em primeiras núpcias com Rita Maria da Conceição, de cujo matrimônio deu origem a uma numerosa prole: Severino Manoel da Silva, Nicolau Manoel da Silva, Gregório Eugênio da Silva, Manoel Urbano da Silva, Narcísio Libânio da Silva, Elpídio Manoel da Silva(Novo Libânio), João Manoel da Silva(Joca Libânio) e Ricardo Tavares da Silva Neto.

Casou em segundas núpcias com Paulina Libânio da Silva, com quem teve o filho Paulo Libânio da Silva. 

Exerceu o mandato de vereador do município de Apodi por diversas legislaturas, em uma época em que ainda não existia salário para os parlamentares municipais no Brasil.

Manoel Libânio elegeu-se pela primeira vez, pelo Partido Social Trabalhista(PST) nas eleições de 03 de outubro de 1950, ocupando o cargo de 1951 a 1955. Disputou a reeleição em outubro de 1954, entretanto obteve apenas a suplência, vindo a assumir temporariamente uma vaga em abril de 1956.

Porém, em 1962 voltou a disputar novamente uma vaga no poder legislativo apodiense, sendo eleito  pelo  Partido Social Democrático(PSD), com 209 votos,  para a legislatura 1963-1967.

Com a instituição do sistema bipartidarista no Brasil, Manoel Libânio filiou-se à Aliança Renovadora Nacional(ARENA) e disputou a reeleição à Câmara Municipal nas eleições de 15 de novembro de 1966. Naquela ocasião, obteve 348 votos, sendo o quarto vereador mais bem votado. Em 15 de novembro de 1970, reelegeu-se pela ARENA, com 202 votos.

Na Câmara Municipal, Manoel Libânio ocupou os cargos de 2º vice-presidente da Mesa-Diretora no período de 1963 até 1966 e foi 2º Secretário no período de 1966 até 1968.

Manoel Libânio faleceu em Apodi  no dia 30 de novembro de 1993. Era o avô da professora Zita Maria(filha de Joca Libânio e de Maria de Joca), residente no Sítio Retiro, na região da Areia de Apodi. Era bisavô da vereadora apodiense Soneth Ferreira(eleita nas eleições de 2012 e reeleita  no pleito de 2016).

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi  - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Antonio de Zuza

ANTONIO FERREIRA DE LIMA, mais conhecido por Antonio de Zuza, nasceu no Sítio Ipueira(Pé de Serra), no dia 25 de maio de 1940, filho de Manoel Ferreira de Lima(Zuza Amor) e Delfina Francisca da Conceição. 

Iniciou os estudos na Escola Isolada do Sítio Córrego, sua primeira professora foi Maria Moreira de São Pedro. Concluiu o primário na Escola Estadual Ferreira Pinto, onde hoje funciona o Gerson Lopes no centro da cidade.

Concluiu o Ginásio(1ª a 4ª série) na Escola Comercial Felinto Alves(hoje Escola Antonio Dantas), no ano de 1964. Logo após concluir o ginásio trabalhou como comerciário de 1959 a 1964. Casou-se com a professora Maria da Conceição Maia Lima, conhecida por “Ceição”, (filha de Pedro de Oliveira Maia e Francisca de Oliveira Maia), no dia 22 de junho de 1964. Desse consórcio nasceram oito filhos: Maria do Socorro de Lima Maia, João Sérgio Maia e Lima, Ana Maria Maia e Lima, Denise Maria Maia e Lima, Dilza Maria Maia e Lima, Maria da Glória Maia Lima, Lariza Cristina Maia Lima e João Paulo Maia Lima. Em seguida fez o ensino científico, que hoje corresponde ao 2º grau na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, que também se localizava onde hoje funciona o Gerson Lopes. 

Depois começou a trabalhar como professor de Educação Física em 1966. Exerceu o cargo de professor P8C a nível estadual na Escola Estadual Professora Alvaní de Freitas Dias em Apodi. Exerceu também o cargo de Substituto do 1º Cartório Judiciário de Apodi, de novembro de 1968 à março de 1976. Foi auxiliar de escritório da EMATER-RN, de março de 1976 a julho de 1979. E por último Técnico em Estudos e Pesquisas no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) de 1979 a julho de 1997, estando aposentado do primeiro e deste último. 

Seu Zuza Amor, foi sócio da Associação Cultural Desportiva Apodiense(ACDA) e exerceu também a função de secretário da entidade por 20 anos. Foi Conselheiro da Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi(FUNDEVAP) e do Conselho Fiscal da Cooperativa Vale do Apodi. Foi também por muitas vezes Secretário de festas dos padroeiros da Igreja Matriz de Apodi(São João Batista e Nossa Senhora da Conceição), na época em que o Padre Theodoro cuidava da igreja da cidade. 

É um dos sócios fundadores da Loja Maçônica Vale do Apodi. Na maçonaria já exerceu os seguintes cargos: 
Secretário por dois mandatos; 
Tesoureiro por um mandato; 
2º Vigilante por um mandato 
2º Diácono por um mandato
Arquiteto por um mandato e 
Atualmente é Porta-bandeira. 

Mora atualmente na Rua Nossa Senhora da Conceição e continua participando como Sócio da Loja Maçônica Vale do Apodi.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 9 de dezembro de 2018

Sêo Leonildes Marcolino - uma alma generosa e boa

Por Marcos Pinto* 


Dona Moça e seu Leonildes Marcolino 

Nós, apodienses, sempre nos destacamos em situações ditas vexatórias, por sermos detentores de incrível e rápida capacidade de discernimento, popularmente conhecida como capacidade de tirocínio. É um dom natural que DEUS amalgamou nos homens e mulheres da terra dos guerreiros e Caciques Itaú e Jenipapuassú, da etnia tapuias paiacus do antigo Lago Pody. Nesse contexto, sêo Leonildes sempre se destacou como um dos antigos comerciantes da Praça de Apodi, com incrível capacidade para vencer no seu ramo comercial, como realmente venceu, após longas e árduas batalhas vividas entre preços e sobrepreços de materiais para construção. Mesmo aparentando sisudez de homem duro, carrasco, carrancudo, sempre era flexível nos preços, sempre segurando a tabela até o último instante, para só ceder no soar do gongo, quando o cliente já se preparava para debandar rumo a outro estabelecimento comercial do ramo de construções.

Seo Leonildes era um homem um tanto quanto arredio, impulsivo, arrebatador, inteligente, do tipo duro sem jamais perder a ternura. Era contumaz em ajudar nas festas alusivas aos padroeiros da cidade, quer seja contribuindo financeiramente, quer seja envidando esforços físicos para angariar prendas para o leilão paroquial. Era uma alma imensa de generosidade e também de valentia moral, mas irradiador de tranquilidade, de estímulo, de confiança e de ânimo. Nascido em terras da região da Areia, margem da Mãe-Lagoa de Apodi, desde cedo entregou-se aos trabalhos árduos, que ao longo da sua trajetória de vida foram constantes e seguros em produtividade. Encarnava o exato perfil do homem idealizador e incansável na labuta diária. Tinha uma ampla visão no comparativo das coisas pretéritas com as coisas atuais, dos pormenores e movimentos que o dinamismo da tal evolução exerce, como que uma força coercitiva para que o homem atual adote uma espécia de acomodação inflexível e imediata. Diante observações infundadas de alguns clientes acerca dos altos e baixos vividos no comércio da compra e venda de materiais de construção, sempre alertava, frisando: "Os tempos são outros !. Isso refletia uma espécie de alerta para que, vez por outra, deve-se adotar uma perspectiva de administrar o seu comércio com um olho no retrovisor e outro nas paralelas das minudências do momento, afastando qualquer manifestação do ufanismo, da mentira deslavada e a propaganda descarada em forma de marketing enganoso. Foi um homem fisicamente forte e espiritualmente superior.

Em sua faina como comerciante, Sêo Leonildes protagonizou algumas cenas deveras hilária. Fui testemunha ocular de uma peleja no preço fixado para compra e venda de cano PVC ao meu prezado e distinto tio paterno Paulo de Aristides Pinto, Professor, advogado e comerciante do ramo de temperos e condimentos alimentícios. Acompanhei o dito tio em périplo por diversas lojas de venda de materiais de construção, fazendo valer aquela antiga mania de barganhar nos preços, por menor que fosse a diferença, para menos. Após passarmos por três lojas, nos dirigimos à loja de sêo Leonildes, isso já beirando o meio dia. Fomos gentilmente recebidos, tratamento costumeiro dispensado a todos os clientes, indistintamente. Fiquei ao largo, observando a abertura do diálogo entre vendedor e comprador acerca do preço do metro de cano PVC rígido 3/4. Lembro-me que após Sêo Leonildes informar o preço, o matreiro cliente fez a observação de que nas lojas visitadas anteriormente o preço era dez centavos a menos, por metro do cano. Aí começou uma peleja que se arrastou por longos 30 minutos, sem que seo Leonildes arredasse pé no abatimento do preço, nem muito menos o não menos teimoso cliente mudava a sua oferta de compra, sempre observando o nome do outro dono da loja, que por sinal não era apodiense, já ameaçando retornar a loja mencionada, já caminhando para a saída da loja. Após muitos longos suspiros, sêo Leonildes dirigiu-se à sua esposa dona Moça, que era o caixa no momento, dizendo-lhe: "Moça, receba o dinheiro da compra aí feita pelo Dr. Paulo de Aristides. !". 

De outra feita, sêo Leonildes fora vítima de um assalto de um ousado meliante, como sempre praticado sob a tranquilidade do horário do meio dia. Só sêo Leonildes e dona Moça se encontravam na loja, uma vez que os funcionários tinham saído para o almoço. Eis que de forma sorrateira, o assaltante adentrou a loja com andar calmo e aparentando certa tranquilidade, o que passou a impressão de ser apenas mais um freguês. A essa altura, sêo Leonildes se dirige para o freguês perguntando-lhe que material de construção o mesmo queria comprar, ouvindo o suposto freguês afirmar-lhe, à queima-roupa, que se tratava de um assalto, ao mesmo tempo em que punha a mão sobre a cintura, como que para mostrar que se achava armado. Impassível, sêo Leonildes exclamou:

- Deixe de besteira rapaz !.

Ao ouvir tal manifestação intempestiva de sêo Leonildes, eis que o bandido saca de um revólver e encosta-o na barriga de sêo Leonildes, que também ligeiramente se dirige à dona Moça, exortando-a:

- Vá Moça, entregue todo o dinheiro a esse rapaz !.

Após esse constrangedor e inusitado incidente, o meliante saiu calmamente, sem demonstrar nenhum receio de reprimenda por parte de sêo Leonildes. Era componente da velha guarda dos comerciantes apodienses, cerrando fileiras ao lado de sêo Valdemiro Custódio, Preto Custódio, João Custódio, Joel Câmara, Zé de Chico Pedro, sêo Dioclécio Almeida, Fernando Menezes, Zé Sidô, Raimundo Monteiro Cavalcanti, Mário Marinho da Mota, Aurino Gurgel, Chico do Canto, Chico Paizinho, Raimundo Sena e tantos outros. que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento da economia apodiense.

Assim era o cidadão LEONILDES MARCOLINO - Homem cordial e acessível, sem rancor e sem ódios. Um gentleman à moda sertaneja.

*Marcos Pinto é historiador e advogado

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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Nêgo de Tomaz


FRANCISCO CARVALHO DE NORONHA, mais conhecido por “Nêgo de Tomaz”, nasceu em Apodi/RN, no dia 08 de dezembro de 1934, sendo filho do coveiro Tomaz Gomes de Carvalho(Tomaz Tito) e Dona Maria da Conceição Noronha.

Sua primeira professora particular foi Lourdes de Pequenino. Concluiu o ensino primário(1ª a 5ª série) com a professora Dasdores na Escola Estadual Professor Gerson Lopes. Logo após, começou a trabalhar como sapateiro com o senhor Raimundo Melo. Em seguida como ferreiro com o finado Móises, e por último como dentista plástico, atividade que exerceu por muitos anos. Ele também foi dono de um famoso jeep. 

Casou-se em fevereiro de 1955 com Maria da Costa Noronha(Dona Mariêta, falecida em outubro de 2014), com que teve 11 filhos: José Alberto de Noronha, Luis Aliésio de Noronha, Luis Aldenir de Noronha(Bobina), Antonio Aécio de Noronha, Alcivar de Noronha, João Adalberto de Noronha, Alvacir de Noronha, José Hamilton de Noronha, José Alvani de Noronha, Maria Evânia de Noronha e Alvaneide de Noronha. Criaram ainda um filho de nome: Alinaldo Kênio Gomes(Buiú Noronha).

Entrou para a vida pública no dia 15 de novembro de 1976, elegendo-se vereador em Apodi pelo partido da ARENA(Aliança Renovadora Nacional), com 433 votos, sendo inclusive o vereador mais votado daquela eleição. 

Com o fim do bipartidarismo no Brasil(ARENA x MDB), filiou-se ao Partido Democrático Social - PDS, e reelegeu-se vereador nas eleições de 15 de novembro de 1982, com uma votação de 282 votos. 

Nêgo de Tomaz concorreu à reeleição em 15 de novembro de 1988, desta vez pelo Partido Liberal(PL), mas não galgou êxito,  obtendo 254 votos. 

Mas, voltou a disputar a vereança nas eleições de 03 de outubro de 1992, conquistando o terceiro mandato de vereador, pelo PDS, com 393 votos. Renovou seu mandato na Câmara Municipal em 03 de outubro de 1996, pelo PFL(Partido da Frente Liberal), com 646 votos. 

Candidatou-se à Câmara Municipal pela sexta vez nas eleições de 01º de outubro de 2000, pelo PFL, obtendo 419 votos, mas sem sucesso. Ficou com a segunda suplência de sua coligação. A partir dai, abandonou a vida pública e passou a dedicar-se a família. 

Francisco Carvalho de Noronha foi Presidente da Câmara Municipal de Apodi por três vezes, durante os biênios de 1979-1981, 1983-1984 e 1987-1988. Ocupou o cargo de segundo secretário no biênio 1977-1979. Foi vice-presidente da Mesa Diretora da CMA nos biênios 1985-1987, 1997-1998 e 1999-2000. 

Durante sua trajetória política, seu  Nêgo apoiou os governos dos ex-prefeitos Izauro Camilo de Oliveira, Valdemiro Pedro Viana e Hélio Morais Marinho. Seu mandato parlamentar foi voltado a elaboração de leis, projetos, solicitações em prol do desenvolvimento do município de Apodi.  Um homem íntegro e de boa índole que ajudava as pessoas sem medir esforços.

Nêgo de Tomaz morou  por 17 anos na Avenida Marechal Floriano, depois morou dois anos na Rua Nossa Senhora da Conceição, e  por último residiu na Rua São João Batista. 

As portas de sua residência estiveram sempre abertas para a acolhida de todos que passassem pelo centro de Apodi. Sua calçada era o  encontro de familiares e amigos, que tratavam dos mais variados assuntos, seja sobre futebol ou política. 

O ex-vereador Francisco Carvalho de Noronha faleceu em sua terra natal, no dia 30 de novembro de 2018, aos 83 anos de idade.

Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN 

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

João Fiscal


JOÃO JACINTO DE SOUZA, conhecido por todos como “João Fiscal” nasceu na cidade de São José de Mipibu/RN no dia 18 de junho de 1944, filho de Angelo Jacinto de Souza e Maria Paiva de Souza. Mudou-se para a cidade de Apodi, no interior do Rio Grande do Norte no ano de 1967.

Foi casado com Maria Dalvani Cavalcante de Souza(Dalvinha), com quem teve três filhos: Hudemberg Cavalcante, Kleberson Cavalcante e Herika Cavalcante. Posteriormente em outras uniões afetivas deixou como filhos, Ângelo Suassuna(vereador de Apodi) e Kayane de Souza.

João Fiscal trabalhou como comerciante, tinha uma casa de rações e produtos veterinários, foi agricultor no Vale e na Chapada do Apodi, era um incentivador do futebol de campo na década de 70.

Um dos baluartes do PMDB, sempre esteve ao lado de Dr. Pinheiro em todas as campanhas, participando ativamente da vida política de Apodi. Exerceu o cargo de secretário municipal nas pastas de Obras e Urbanismo, e de Agricultura, na gestão do prefeito José Pinheiro Bezerra.

João Fiscal foi um dos primeiros maçons da Loja Maçônica Vale do Apodi, além disso, tinha uma grande paixão pela vaquejada do município. Atuou como fiscal do Departamento de Estradas e Rodagem do Rio Grande do Norte – DER/RN.

Um dos seus pontos fortes era a lealdade no trato com as pessoas e generosidade com os que conhecia. Faleceu  na cidade de Apodi/RN nas primeiras horas do dia 2 de janeiro de 2006, vítima de um infarto no miocárdio.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

A antiga feira de Apodi - Por Marcos Pinto

Por Marcos Pinto*

Relembro, com intensa saudade, a nossa antiga Feira-Livre, que teve origem nas antigas aglomerações do antigo BARRACÃO MUNICIPAL. O barracão municipal foi construído na terceira gestão do prefeito Francisco Pinto (1929/1930) e ficou exclusivamente para o movimento da feira. Em 1937 foi ampliado pelo prefeito Lucas Pinto(02.02.1936/22.09.1940). Os feirantes colocavam as suas bancas de miçangas como eram chamadas as mercadorias diversas e de pequeno porte, as bancas de jogos de roletas, de dados, de cartas de baralho, que os banqueiros com a habilidade dos seus truques enganavam as pessoas que participavam do jogo. Lá também vendiam utensílios de uso doméstico feitos de barro, como potes, panelas, quartinhas; de palha de carnaúba, como urupema, bolsas, cestas, esteira; de madeiras, como mesas, cadeiras, tamboretes, pilão; artefatos de ferro, de uso doméstico; de couro que os fazendeiros usavam nas suas fazendas; materiais agrícolas fabricados na região, além de outras variedades de objetos. As barraqueiras armavam as suas barracas de bolos de milho, de batata e pão de ló, e os famosos, potes de aluás, de milho e de ananás, que eram os refrigerantes da época, muito apreciados pelo povo tanto dos sítios como da cidade, juntamente com os pães doce da padaria de Antonio Duarte Dória, a única existente. As verduras e os legumes consumidos eram apenas cebola em cabeça, cheiro verde, pimentão, quiabo, jerimum, batata doce e outros produzidos na região. As frutas eram as regionais, que vinham da Várzea, dos sítios próximos da cidade, transportadas em lombo de animais. Os cereais procediam das propriedades rurais da vizinhança, e eram trazidos para feira em velhos carros de bois que despertavam a cidade com seus gemidos característicos. Eram colocados em caixões de madeira vendidos em litro (recipiente de madeira medindo 10 centímetros cúbicos) e cuia que continha cinco litros.

Mais tarde apareceu o Instituto de Peso e Medida, que tornou obrigatório o uso da balança e do quilo, abolindo as velhas medidas. Com o passar dos anos a feira foi crescendo e se estendendo pelas ruas laterais do Mercado,pelas Ruas Coronel João de Brito (frente do Mercado), Benjamin Constant (lado direito do mercado) Coronel João Jázimo(Por trás do Mercado) e Margarida de Freitas (Lado esquerdo do Mercado. A foto mostra a feira na Rua Benjamin Constant, onde situavam-se as bodegas de Aurino Gurgel e Vicente Maia, e Padaria de Raimundo Sena. O atual mercado público municipal foi construído na gestão do prefeito Dr. José da Silveira Pinto (31.03.1953/30.03.1958). Foi restaurado totalmente na primeira gestão do prefeito Valdemiro Pedro Viana (31.03.1969/30.01.1973).

Atualmente a nossa feira ocupa várias ruas da cidade, com uma grande variedade de produtos, uma movimentação comercial intensa, centro importante de negócios, vendas e trocas, podendo ser considerada como a maior feira livre da região Oeste do nosso Estado.

Por Marcos Pinto* - historiador e advogado apodiense.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 25 de novembro de 2018

Vilmar Marcolino

VILMAR MARCOLINO DE OLIVEIRA nasceu no dia 26 de abril de 1954, no município de Apodi/RN, filho do casal Sebastião Marcolino de Oliveira e Zilar Urbano Torres. 

Vilmar passou a sua infância e juventude no Sítio Ponta II, zona rural do município de Apodi. Estudou somente até o quarto ano do ensino primário. Ele foi  agricultor, dono de uma fábrica de tempo e auxiliar de serviços gerais(asg) no Banco do Brasil de Apodi,

Foi casado com Raimunda Gomes de Almeida, com quem teve 4(quatro) filhos: Vilmar Marcolino de Oliveira Júnior, Klebio de Almeida Oliveira, Anacleite de Almeida Oliveira Bezerra e Cleiton Marcolino de Almeida. 

No ano de 1982, Vilmar saiu candidato a vereador em Apodi pelo PMDB(Partido do Movimento Democrático Brasileiro), mas não conseguiu se eleger, obtendo 211 votos. 

Mas, voltou a concorrer a vereança nas eleições de 15 de novembro de 1988, elegendo-se pelo PMDB, com uma votação de 511 votos, sendo inclusive o terceiro vereador mais bem votado daquele pleito. Tomou posse em 01 de janeiro de 1989 e encerrou seu mandato em 31 de dezembro de 1992. 

Reelege-se no pleito de 03 de outubro de 1992, sendo eleito o terceiro vereador mais bem votado, pelo PMDB, com 428 votos. Empossado no ano seguinte, foi segundo secretário da Câmara Municipal de Apodi durante o biênio 1993-1994. 

Disputou a reeleição à Câmara Municipal no dia 03 de outubro de 1996, conseguindo renovar seu mandato, novamente pelo PMDB, com 659 sufrágios. 

Nas eleições municipais de outubro de 2000, concorreu novamente à uma vaga no poder legislativo apodiense, obtendo 450 votos. Entretanto, não logrou êxito desta vez, ficando com a segunda suplência de sua coligação. 

Ao longo de três mandatos de vereador, realizou diversas ações de cunho social, trazendo lei, mingau e sopas para  distribuição para a população mais carente do município. A partir dai, ficou conhecido como "Vilmar do Mingau". Além disso, trazia cursos em parceria com o SENAR, como corte e costura, entre outros.

Vilmar Marcolino faleceu em sua terra natal, aos 58 anos de idade, vítima de um infarto, no dia 12 de dezembro de 2012.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sábado, 10 de novembro de 2018

Seu Geraldo Inglês


GERALDO GOMES DA COSTA, conhecido popularmente como “Seu Geraldo Inglês”, nasceu no Sítio Lagoa do Taboleiro, no município de Apodi/RN, no dia 27 de março de 1938. É filho de João Joaquim da Costa(João Inglês) e de Maria Gomes de Oliveira. É o segundo filho de uma família de seis irmãos. 

Entre 1946/1947 por volta dos 8 ou 9 anos de idade, começou a estudar com a professora particular Maria Geralda, no Sítio Barro Vermelho, onde cursou o ensino primário somente até 4 ª série(atual 5º ano do ensino fundamental). Entretanto, não concluiu a quarta série, começou desde cedo a trabalhar na agricultura com os seus pais. 

Casou-se aos 21 anos de idade, em 11 de outubro de 1959, com  a professora Alaíde Maria da Costa(Filha de João Batista de Oliveira Filho e de Maria Tomazia da Conceição), com quem teve uma prole de 9 filhos, sendo que atualmente apenas 6 estão vivos. São eles: Luis Alberto da Costa(Luis do Espertinho), Maria Irene da Costa, Eilson Gomes da Costa, Evanildo Gomes da Costa, Maria Eliene da Costa, Maria Eliete da Costa. 

Foi comerciante do ramo de tecidos na década de 1950, trabalhando ao lado de João Custódio, e também durante algum tempo com João Lucas de Lima. 

Fez os cursos de Cooperativismo e Educação Política. Fez parte do CPT – Conselho Pastoral da Terra. Foi Ministro Extraordinário da Eucaristia na Igreja Matriz de Nossa Senhora Conceição e São Batista, função que também desempenhou na Capela de Mãe Rainha no Bairro Bico Torto. 

Foi também professor do MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização, entre as décadas de 70 e 80. O Mobral foi um projeto do Governo Militar(Iniciado em 1967 e extinto em 1985), que tinha como proposta a alfabetização de jovens e adultos.

Em 1978, foi candidato a Presidente do STTR – Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi mas infelizmente não foi eleito. 

No ano de 1982, época de eleições municipais em Apodi, candidatou-se ao cargo de vereador, sendo que obteve 72 sufrágios (votos), entretanto, não galgou êxito. Uma pena, visto pelo fato de que Geraldo Inglês, apesar de não ter concluído o ensino fundamental, é um homem inteligentíssimo, grande conhecedor dos fatos  políticos que aconteceram em sua época. Com certeza, se tivesse sido eleito, traria projetos de suma importância para a sociedade apodiense. 

Foi também “professor” do MOBRAL – Movimento Brasileiro de Alfabetização, entre as décadas de 70 e 80. Trabalhou na agricultura até o ano de 1992. Depois, foi funcionário público da Prefeitura Municipal de Apodi(PMA) durante 15 anos. Foi um dos principais fundadores do SINTRAPMA – Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Apodi, onde foi o Primeiro Presidente Provisório dessa entidade, no ano de 1996.

Esse é Geraldo Inglês, um homem que gosta de está ligado dos principais fatos que acontecem em Apodi, no Rio Grande do Norte e do Brasil, dando suas contribuições em programas de rádio local, fazendo comentários, críticas e sugestões em busca de soluções para um determinado problema. É um dos homens mais inteligentes de Apodi, conhece fatos históricos e até “inéditos” que poucos conhecem. É fiel seguidor da religião católica, gosta muito de ler a bíblia, de conversar com seus amigos, de relembrar os tempos de infância, do Apodi no antigamente, lembranças que o fazem feliz e até o emocionam. 

Uma pessoa que constituiu uma família com educação, respeito e muito amor. Seu Geraldo é realmente muito querido pelo povo apodiense. 

Atualmente, Seu Geraldo Inglês é aposentado e mora no Bairro Bico Torto, município de Apodi/RN.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sábado, 3 de novembro de 2018

Lei Municipal Nº 284/97: Criação do Distrito de Soledade, no Município de Apodi

LEI Nº 284/97, 
De 03 de novembro de 1997

Cria o Distrito de Soledade e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE APODI/RN. Faço saber que o Poder Legislativo aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – Em consonância com o art. 21, da lei Complementar Estadual nº 102/92, fica criado o Distrito de Soledade, constituído de núcleo urbano e Rural, já existentes naquela localidade.

Art. 2º - O Núcleo Urbano do Distrito de Soledade, submeter-se-á as normas disciplinares impostas à Administração Urbana da Sede do Município. 

Art. 3º - Caberá ao Prefeito Municipal, através de ato regulamentar, estabelecer normas de implantação e funcionamento da administração do Distrito.

Art. 4º - Caberá ainda ao Prefeito Municipal, regulamentar a integralmente, trecho a trecho e indicando os acidentes geográficos.

Art. 5º - Fica estabelecido o prazo de 18 (dezoito) meses para o Executivo Municipal implantar, oficialmente, o Distrito como subdivisão administrativa do município;

Art. 6 º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.

Palácio Francisco Pinto, em Apodi – RN, em 03 de novembro de 1997.

Evandro Marinho de Paiva
Prefeito Municipal

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Caboclo de Manú, ex-vereador

FRANCISCO SILVEIRA, vulgo Caboclo de Manú, nasceu no dia 08 de maio de 1926, no município de Apodi/RN, sendo filho do casal Manoel Coriolano da Silveira(Manú) e Isaura Plácida da Silveira.

No ano de 1946, casou-se em primeiras núpcias com Dona Maria das Graças da Silveira(Maria de Caboclo), que veio a falecer no ano de 1987. Desse matrimônio nasceram as filhas:  Maria Gorete da Silveira Pinto, professora, ex-vereadora, ex-vice-prefeita, ex-prefeita de Apodi e ex-candidata a deputada estadual; Conceição Silveira e Aparecida Silveira. 

Quando ficou viúvo envolve-se em outro relacionamento e teve uma filha de nome Janaína.

Caboclo de Manú foi um homem influente de Apodi e participou ativamente da história política do município, sendo que inclusive ocupou o cargo de vereador da Câmara Municipal de Apodi por 7 mandatos.

Elegeu-se pela primeira vez no dia 03 de outubro de 1954, pelo Partido Social Democrático(PSD), ligado ao coronel Lucas Pinto. Por essa mesma sigla reelegeu-se nos pleitos de  03 de outubro de 1954 e  07 de outubro de 1962, com 223 votos. 

Reelegeu-se por mais quatro mandatos, desta vez pela ARENA(Aliança Renovadora Nacional), nas eleições de: 1966, com 392 votos; em 1970, com 490 votos, sendo inclusive o terceiro mais bem votado; em 1972, com 608 votos, novamente o terceiro colocado; e em 1976, com 301 votos.  Foi  2º vice-presidente da Mesa-Diretora no período de 1971-1973,  Presidente da Câmara Municipal de Apodi no período de 1977 a 1979, e vice-presidente no período de março de 1979 a março de 1981. 

No ano de 1982, tentou um oitavo mandato, desta vez pelo Partido Democrático Social(PDS). Ele conquistou 116 votos, porém não obteve sucesso e deixou a vida pública.

Além de sua atuação como político, também foi um grande mestre de obras e muitas casas de Apodi foram construídas pela equipe coordenada por ele. Participou dos eventos sociais da cidade, foi por muitas vezes "Rei Momo" dos carnavais de Apodi e foi sócio do Clube da ACDA - Associação Cultural e Desportiva Apodiense. 

Foi casado em segundas núpcias com a doméstica Maria de Fátima Silveira, mais conhecido por "Fatinha", com quem teve 2(dois) filhos: Izaura Silveira e Emanuel.

Seu Caboclo era avô materno do bioquímico Alan Jefferson da Silveira Pinto, que elegeu-se prefeito de Apodi no ano de 2016.

O ex-vereador Francisco Silveira faleceu aos 92 anos de idade,  no dia 06 de outubro de 2018 na cidade de Apodi/RN.

*Francisco Verissimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

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