sexta-feira, 31 de maio de 2019

Maria Coeli Magno


MARIA COELI MAGNO  nasceu no município de  Itaú/RN, no dia 16 de julho de 1935, filha do comerciante e ex-vereador  apodiense Eudóxio Magno de Oliveira Pinto e de Dona Anatildes Dantas da Silva(Dona Tila).

É neta materna de Manoel Custódio da Silva e Raimunda Dantas da Silva, e neta paterna de Alexandre Magno de Oliveira Pinto Neto e Anália Gomes Pinto.

É de uma família de 5 irmãos, sendo eles: Maria do Socorro Magno da Costa(esposa de Zé Bolhaça), Paulo Dantas Magno, Tarcísio  Dantas Magno e José Nicodemos Magno.

Desde criança mudou-se para a cidade de Apodi/RN, começou a estudar e foi alfabetizada pela professora Joana Esther Soares(Joaninha de Benvinda).

Iniciou o curso primário no Grupo Escolar Ferreira Pinto, onde estudou do primeiro ao quinto ano. Em seguida, fez o ensino ginasial na cidade de Mossoró/RN. Fez o Curso de Magistério na Escola Normal de Mossoró. 

Começou a trabalhar  na década de 1950, no município de São Tomé/RN, no Grupo Escolar Amaro Cavalcanti, onde lecionou por apenas três anos.

Na década de 1960 foi transferida para Apodi e assumiu o cargo de diretora do Grupo Escolar Ferreira Pinto.

Em 1965, ganhou uma bolsa de estudos para o Curso de Formação de Professores Supervisores pelo MEC(Ministério da Educação),  em Fortaleza/CE.

Posteriormente, foi trabalhar como Supervisora Escolar do NURE em Mossoró. Com a criação do 13º Núcleo Regional de Educação - NURE(atual DIREC) em Apodi, passou a atuar como supervisora nos municípios de Apodi, Severiano Melo, Itaú, Felipe Guerra, Rodolfo Fernandes.

Dona Celi também foi professora de português na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, em Apodi.

Nos anos 70, fundou o "Jardim Escola Mundo da Criança", que posteriormente passou a se chamar "Educandário Mundo da Criança, onde foi diretora e professora. Dona Celi faz questão de frisar que essa escola foi um grande sonho em sua vida, colaborando com a formação de muitos filhos de Apodi e região. Até hoje é sempre bem lembrada por seus ex-alunos, que continuam a chamá-la de "tia".

Além disso, a professora Maria Coeli Magno foi Secretária Municipal de Educação de Apodi nas gestões dos  ex-prefeitos Ivo Freire de Araújo(1985-1988) e Simão Nogueira Neto(1989 a 1992).

Atualmente Dona Celi é aposentada e reside na Rua Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade de Apodi.

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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Vereadores de Apodi eleitos em 1976

Vereadores do município de Apodi/RN, eleitos no pleito municipal de 15 de novembro de 1976

Legislatura: 31 de janeiro de 1977 a 31 de janeiro de 1983

Eleitos pela Aliança Renovadora Nacional - ARENA: 

01. Francisco Carvalho de Noronha -  433 votos
"Nêgo de Tomaz"

02. João Moreira de Oliveira - 383 votos

03. José Alexandre Sobrinho - 358 votos
"Sobrinho de Bevenuto"

04.  Benedito José de Morais - 344 votos
"Benedito de Zé Severo"

05. José Pereira de Moura - 338 votos
"Zé de Vicentão"

06. Lafaiete Aristides de Oliveira - 318 votos

07. Francisco Silveira - 301 votos
"Cabloco de Manú"

Eleitos pelo Movimento Democrático Brasileiro - MDB:


08. Manoel Antônio de Sousa - 279 votos
"Manoel Galdino"

09. Antonio de Souza Maia - 166 votos
"Antônio de Quinca"

10. Francisco Paulo Targino - 153 votos
"Dodô Targino"

Fonte: 
Dados do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte -TRE/RN
Tribunal Superior Eleitoral - TSE
Câmara Municipal de Apodi - CMA

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domingo, 26 de maio de 2019

João Neto


JOÃO BATISTA DO CARMO, conhecido por todos como “João Neto” nasceu no dia 03 de dezembro de 1965, no Sítio Santa Cruz, zona rural do município de Apodi/RN. Era filho de Manoel do Carmo Neto e Alvani Maria da Conceição.

Com 25 anos, mudou-se para o Distrito de Melancias, nesta localidade foi presidente da Associação dos Moradores. Durante o período em que esteve a frente desta entidade, João Neto conseguiu e realizou diversas melhorias para os habitantes, como paradas de ônibus, a casa do mel, entre outros avanços. Sempre esteve disposto a lutar por mais benefícios para sua comunidade.

Foi casado com Luzia Nilza Leite de Oliveira  e deixou quatro filhos: Nadia e Nubia(do primeiro casamento), Juliana e Juninho Carmo.

Desde jovem sempre gostou de poesia, mas somente começou a atuar como violeiro, compositor e poeta popular no ano de 2005. Quando faleceu, faltavam apenas 12 dias para gravar o seu DVD e não conseguiu realizar o seu sonho.

João Neto faleceu  no dia 30 de julho de 2007, no Distrito de Melancias, em Apodi.

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domingo, 12 de maio de 2019

Luisinho de Dão


LUIS DE OLIVEIRA TÔRRES mais conhecido por "Luisinho de Dão",  nasceu no dia 16 de fevereiro de 1964, no  Distrito de Córrego, município de Apodi/RN, filho do casal João Torres de Andrade(Dão) e Joana Vinda de Oliveira Tôrres(Joana de Dão). De uma numerosa família, Luisinho tem como irmãos Sabino Rainério de Andrade, Antônia de Oliveira Tôrres(Deusinha), João Batista de Andrade, José de Oliveira Torres, Rinaldo Câmara Tôrres, Ana Lúcia de Oliveira Tôrres Diógenes e Raíssa Rayana Câmara Tôrres.

É neto paterno de Antônio Cosme de Andrade e da professora Izabel Aurélia Tôrres. É neto materno de Pedro Augusto Virgínio e Dona Maria Vinda de Oliveira.

Luisinho passou toda a sua infância e juventude no Córrego, e durante esse período estudava e trabalhava ao mesmo tempo, mas também gostava de pegar passarinhos e brincava com os colegas da época. Cursou o ensino fundamental no Distrito de Córrego com a professora Letice Paiva(in memoriam). 

Fez o ensino médio nas Escolas Estaduais Professor Gerson Lopes e Professor Antônio Dantas. Formou-se em Pedagogia pela FACET, em Apodi. 

No ano de 1988, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Apodi pelo Partido Liberal(PL), mas não galgou êxito, obtendo 258 votos. Porém, na condição de suplente, exerceu provisoriamente uma vaga no poder legislativo no período de 24 de abril até julho de 1992, durante a licença do então vereador Bevenuto José de Paiva.

Nas eleições municipais de 03 de outubro de 1992, Luisinho de Dão candidatou-se novamente ao cargo de vereador, pelo PL, desta vez logrando êxito, sendo eleito com uma votação de 341 votos. Tomou posse no cargo em 01º de janeiro de 1993 e encerrou seu mandato parlamentar em 31 de dezembro de 1996.

Na Câmara Municipal, ocupou o cargo de 1º primeiro secretário da Mesa-Diretora no período de março de 1993 a dezembro de 1994. Foi vice-presidente de janeiro a julho de 1995, e assumiu a presidência do poder legislativo apodiense até o fim de 1996, em virtude do vereador Geraldinho Targino ter renunciado à presidência daquela casa legislativa.

Durante seu mandato, Luisinho solicitou diversos requerimentos e cobranças em prol de sua localidade e do município de Apodi, muito embora na maioria das vezes não foram atendidas, já que era oposição ao então prefeito da época. Na condição de Presidente do Palácio Manoel Antônio de Souza, Luisinho realizou diversas melhorias nas instalações da Casa do Povo.

Disputou a reeleição ao cargo de vereador no pleito de 03 de outubro de 1996, desta vez pelo PSDB - Partido da Social Democracia Brasileira, porém não conseguiu renovar seu mandato, obtendo  385 votos. Ficou com a primeira suplência da coligação PSDB/PT/PMN.

No dia 01º de outubro de 2000, disputou a vereança pelo Partido Progressista Brasileiro - PPB, obtendo 538 votos, novamente sem sucesso, não conseguiu retornar ao poder legislativo apodiense. Mas, ficou com a primeira suplência da coligação PPB/PDT/PMN/PSDB. Atualmente é filiado ao PSDB

Desde então, Luisinho passou a dedica-se à família. É casado com Sergiana Gurgel de Brito e pai de 2(dois filhos): Vonely de Brito Tôrres e Vagner de Brito Tôrres. Luisinho é Oficial de Justiça da Comarca de Apodi há mais de 32 anos.

Atualmente continua residindo no Distrito de Córrego, e gosta muito  de colaborar com as festas religiosas de sua localidade. Além disso, atua como coordenador da Capela de São Pedro, padroeiro do Distrito de Corrego.

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domingo, 28 de abril de 2019

João Cabral


JOÃO CABRAL DOS SANTOS nasceu em 17 de abril de 1921 no Distrito de Melancias, município de Apodi/RN, filho do casal Joaquim Cabral de Oliveira e Isabel Altanásia de Oliveira, e tinha 2(dois) irmãos: Raimundo Cabral dos Santos e Francisco Cabral dos Santos(Maninho).

Era neto paterno de Salviano Cabral de Macêdo e Inocência  Bezerra de Carvalho, e neto materno de Sebastião Gomes de Oliveira e Maria  Gomes da Assumpção.

Começou a trabalhar na agricultura desde cedo, foi também ajudante de caminhão. Estudou somente até o terceiro ano primário, não tinha muita prática com a escrita, mas sabia fazer contas de matemática com certa facilidade. 

Aos 21 anos, foi convocado na década de 40, para atuar como soldado na 2º Guerra Mundial, viajou de trem e em seguida passou 19 dias embarcado em um submarino. Chegou  à cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas, onde ficou aguardando o embarque para a Europa, porém a guerra acabou e não chegou de fato a atuar nos campos de batalha. 

Apesar disso, continuou residindo na amazônia e passou a trabalhar como "soldado da borracha" em um seringal, ao lado de seus conterrâneos, os apodienses Pedro José de Noronha, Francisco Paulo Freire(Chico Paulo), José de Tatão(seu primo), Pedro Telécio, Luis Alves, entre outros. João Cabral trabalhou no seringal durante três anos, e nesse período passou a ser conhecido por seus companheiros de trabalho como "Carioca". Ao terminar a missão retornou à sua terra natal. 

Em 22 de maio de 1947, casou-se no Distrito de Melancias, município de Apodi/RN, com a apodiense Joana Gomes de Assunção(filha de Elisio Gomes de Oliveira, vulgo Elisio Paulino, e de Maria Edwiges de Carvalho), também conhecida por "Joanita". 

Desse matrimônio vieram a nascer 18 filhos, mas apenas 7 foram criados, sendo eles: Maria Isabete dos Santos(Bebela), Maria Judite dos Santos, Sebastiana Jacinta dos Santos, conhecida por Mocinha(in memoriam), Sebastiana Lúcia dos Santos(Dyanna Cabral), Sebastiana Selza dos Santos, Sebastião Cabral dos Santos e Sebastião Segundo Cabral. 

No dia 27 de dezembro de 1977, passou a residir na zona urbana da cidade de Apodi, mais precisamente na Rua Governador Dix-Sept Rosado, em uma casa que anteriormente pertencia ao médico, ex-prefeito e ex-deputado estadual do Rio Grande do Norte, Dr. José da Silveira Pinto, seu Zé Pinto. 

Nessa rua morou por mais de 32 anos, e veio a falecer no dia 19 de janeiro de 2010, deixando muitas saudades a todos os seus familiares e amigos. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Terezinha Marinho


TEREZINHA MARINHO PINTO nasceu na cidade de Apodi/RN, no dia 13 de abril de 1951, filha do casal Francisco de Oliveira Pinto(Chico de João Tito) e Maria das Dores Pinto. É neta paterna de João Gomes de Oliveira(João Tito) e Joana Oliveira Pinto, e neta materna de Valentim Marinho Maia e Antônia Bella de Oliveira.

De uma numerosa família, Terezinha tem como irmãos
Irmaos: Maria do Socorro Pinto, Raimundo  Marinho Pinto(Pintinho), Antonio Marinho Pinto, Francisco de Assis Pinto, Maria  do Carmo Pinto, Francisco das Chagas Pinto, José de Ribamar Pinto,  Maria Gorette Pinto e Maria Aparecida Pinto.

Nasceu no Bairro Lagoa Seca, neste município, porém passou toda a sua infância no Bairro Pequé.

Fez o Curso Primário no Grupo Escolar Ferreira Pinto. Fez o Ensino Médio na Escola Estadual Professor Antônio Dantas. Formou-se em Pedagogia, com Especialização em Administração Escolar pela FURRN -  Fundação Universidade  Regional do Rio Grande do Norte(atual UERN). 

Terezinha vivia na Igreja e colhia flores para a senhora Maria de Dodô enfeitar os altares da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e São João Batista, e assim foi convidada pelo Padre Pedro Neefs para cantar no coral.

Também foi escolhida pelo mesmo para trabalhar na Secretaria da Paróquia e durante 16(dezesseis) longos anos conviveu com os padres Manoel Balbino, Pedro Neefs, Cornélio Orvegaag, Felipe Werter  e André Demartelaere, todos da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, de Recife/PE.

Foi Auxiliar de Escritório da FUNDEVAP - Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi, de 1972 a 1982.

Foi coordenadora de Finanças do 13 NURE(atual DIRED), em Apodi/RN.

No ano de 1989 iniciou sua trajetória como gestora educacional assumindo o cargo de Diretora da Escola Estadual Professor Gerson Lopes.

Em 1993 aceitou o convite do então prefeito municipal Dr. José Pinheiro Bezerra para assumir a direção da Escola Municipal Lourdes Mota, permanecendo no cargo até 1995. No mesmo ano assumiu a direção do Centro Escolar Alvani de Freitas Dias(no CAIC), onde ficou até 1998.

Em 1999 foi nomeada pelo governador do Estado Garibaldi Alves Filho para assumir o cargo de Diretora da 13ª DIRED  - Diretoria Regional de Educação e Cultura, em Apodi/RN, função que exerceu por 09 anos.

Além disso, Terezinha foi Chefe de Gabinete da Prefeitura de Apodo durante a terceira administração  Prefeito José Pinheiro Bezerra(2005 a 2008);

Foi coordenadora do Mova Brasil, por 02 anos;

Foi Coordenadora do Prole, também por 02 anos;

Atuou como coordenadora do Centro Municipal de Educação Rural - CEMER, por 01 ano;

Foi vice-presidente da  Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Apodi(APAMI), de 2010 a 2012;

Além disso, Terezinha Marinho Pinto é sócio da Academia Apodiense de Letras - AAPOL.

Hoje aposentada e na melhor idade, Terezinha curte passeios, seus sobrinhos, netos e tem como companhia diária o sorriso, as brincadeiras e o amor de sua sobrinha Valentina.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Inauguração da Maternidade Claudina Pinto, em Apodi

Legenda: Inauguração da "Maternidade Claudina Pinto", em 17 de janeiro de 1960, na cidade de Apodi/RN.

Na foto aparecem da esquerda para a direita: o Deputado estadual Antônio Rodrigues de Carvalho(de Mossoró); o auditor fiscal Antônio Pinto(apodiense); o Deputado Federal Mota Neto(de Mossoró);  o Deputado Estadual Dr. Newton Pinto(de Apodi); o então vice-prefeito e também Presidente da Câmara Municipal de Apodi, Isauro Camilo de Oliveira; o Coronel Lucas Pinto(pai de Newton Pinto),  ex-prefeito de Apodi, principal liderança política da cidade na época,  e o então prefeito João Pinto, além de populares presentes no ato de inauguração.

A Maternidade recebeu o nome da saudosa parteira apodiense Claudina Maria de Oliveira Neves Pinto(1847-1902), que foi casada com o Coronel Antônio Ferreira Pinto, ex-presidente da Intendência Municipal de Apodi(atual cargo de prefeito) e ex-deputado provincial(estadual) do Rio Grande do Norte por vários mandatos. Além disso, ela era filha do capitão apodiense Sebastião Celino D'Oliveira Pinto, que também foi deputado provincial do Rio Grande do Norte.

Foto  gentilmente cedida pela professora Maria Coeli Magno(filha do casal Eudoxio Magno de Oliveira Pinto e Anatildes Dantas da Silva, a Dona Tila). 

*Postado por Francisco Veríssimo de Sousa Neto - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN. 

Nota do Blog: Pedimos encarecidamente as pessoas que já tenha reproduzido essa publicação, que façam os devidos créditos citando a fonte da foto, e não apenas simplesmente "copiem. 

domingo, 31 de março de 2019

Antônio de Manequim


ANTÔNIO ALVES DA COSTA, vulgo "Antônio de Manequim", nascido em 13 de janeiro de 1929, no Sítio Santa Rosa II, município de Apodi/RN, filho de Manoel Joaquim Pedro Viana e Francisca Antônia de Oliveira.

Era irmão de Luiza de Sabá(in memoriam), Maria de Chico Valdevino(in memoriam), João de Manequim(in memoriam), Valdemiro Pedro Viana(ex-vereador e ex-prefeito de Apodi, in memoriam), Raimunda Alves da Costa(ex-vereadora de Apodi, in memoriam) e Maria Iraci Alves da Costa(Iraci de Camilo). 

Antônio  de Manequim foi agricultor e também ficou bastante conhecido como curandeiro de feridas em animais.

Em 30 de janeiro de 1954, casou-se com a cearense Maria Batista da Costa(Árimar, filha de João Lisboa da Costa e Joana Batista da Conceição),  com quem veio a ter uma prole de 10 filhos, onde foram todos criados através de seu trabalho na agricultura, sendo eles: 

1 - José Alves da Costa (Dedé de Árimar);
2 - Maria Alves da Costa (Louza);
3 - Antônia Alves da Costa (Nêga);
4 - Maria Dilzete da Costa (Dilza, in memoriam);
5 - Antônio Alves da Costa Filho(in memoriam);
6 - Maria Dilvani da Costa;
7 - João Alves da Costa (Pastor);
8 - Maria Dilvanete da Costa;
9 - Maria Dilvaneide Alves; 
10 - Maria Dalvanira da Costa;

Antônio de Manequim faleceu no dia 03 de março de 2016, deixando saudades a seus familiares e amigos.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 18 de março de 2019

Mário de Batista


MÁRIO BATISTA DE LIMA, mais conhecido por "Mário de Batista", nasceu no dia 19 de junho de 1932 na localidade de Córrego, no município de Apodi/RN. Era filho do casal João Batista de Lima e Joana Bezerra de Lima.

Seu Mário de Batista foi agricultor, comerciante e trabalhou como garimpeiro na Serra Pelada. Além disso, fazia a linha do Córrego até a cidade de Apodi em seu famoso jeep "Willys".

Foi casado com a dona de casa Odete Pereira Torres. Era pai de 05 filhos: Jorge Luís de Lima, Antônia Lúcia Flávia de Lima, Francisco Canindé Torres de Lima, Maria de Jesus Torres de Lima e  Leodecio Lima.  Deixou 09 netos e 7 bisnetos. 

No ano de 1976, disputou uma vaga na Câmara Municipal de Apodi, pelo oposicionista MDB - Movimento Democrático Brasileiro, cujo pleito realizou-se em 15 de novembro daquele ano.  Mário de Batista conquistou 40 votos, mas infelizmente não conseguiu se eleger. 

Voltou a concorrer a vereança no pleito municipal de 15 de novembro de 1982, pelo PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro, conquistando 80 votos. 

Mas, apesar de não ter conseguido ingressar na vida pública, Mário de Batista tinha um amor muito grande pelo  seu partido e  pela  sua região,  a qual  sempre defendeu com unhas e dentes. Adorava participar das festas religiosas do Distrito de Córrego.

Faleceu em sua terra natal no dia 23 de maio de 2018. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sábado, 16 de março de 2019

Preta Targino


FRANCISCA TARGINO DE OLIVEIRA conhecida popularmente como “Preta Targino”, nasceu  no dia 30 de setembro de 1921, no  Distrito de Soledade, município de Apodi/RN, era filha do patriarca da família Targino de Soledade, Francisco Targino da Costa e  de Joana Martins de Oliveira. 

Dona Preta casou-se com Odilon Targino da Costa(natural de Soledade, era filho de João Targino da Costa e Maria Luzia da Anunciação), seu sobrinho e esposo, seguindo uma trajetória invejável e de arrojo.

Desse casamento nasceram os seguintes filhos: José Inácio Targino(Zé Inácio), João de Deus Targino, Geraldo Targino(ex-vereador de Apodi), Helenimar Targino de Oliveira(Mazinha, professora), Irene Targino de Oliveira, Francisca das Chagas Targino(Dona Fanca) e Antonia Ivonete da Costa Targino, e ainda Carmelita Ferreira da Silva(filha adotiva  e sobrinha).

Dona Preta criou os filhos com amor e respeito, ensinando o melhor, transmitindo  um caráter digno para eles e  para seus netos. Uma das grandes mulheres da tradicional Família Targino, uma matriarca que passou um legado inesquecível. Dona preta era uma mulher extraordinária, exemplo digno de mãe, avó, tia e esposa. 

Uma mulher de bondade no coração, uma ótima dona de casa e excelente cozinheira, bem organizada, carinhosa com os netos, boa sogra, tornou-se uma matriarca de grande importância para a família Targino, bem conhecida em Soledade e bem querida por todos.

Dona Preta Targino faleceu em sua terra natal no dia 16 de março de 2011. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 10 de março de 2019

Dilzete Costa


MARIA DILZETE ALVES DA COSTA nasceu no dia  03 de março de 1961, no Sítio Santa Rosa, no município de Apodi/RN, era filha do saudoso casal Antônio Alves da Costa(Antônio de Manequim) e Maria Batista da Costa(Árimar).

Era neta paterna de Manoel Joaquim Pedro Viana e Francisca Antônia de Oliveira, e neta materna de João Lisboa da Costa e Joana Batista da Conceição. 

Era irmã de José Alves da Costa(Dedé de Árimar), Maria Alves da Costa(Louza), Antônia Alves da Costa(Nêga), Antônio Alves da Costa Filho(in memoriam), Maria Dilvani da Costa, João Alves da Costa(Pastor), Maria Dilvanete da Costa, Maria Dilvaneide Alves e Maria Dalvanira da Costa.

Dilzete casou-se em 28 de janeiro de 1978, com Gilmar Alves Fernandes, filho de João Alves da Costa e Maria de Lourdes Fernandes. Desse matrimônio, tiveram uma pequena, porém, linda família: Maria Uana da Costa Alves e Fernando Elder da Costa Alves, que conceberam seus netos, Vinicius, Vanessa e Valério(filhos de Uana) e Lara(filha de Fernando). 

Popularmente conhecida como "Dilza",  foi funcionária pública, residia até atualmente no bairro Malvinas, zona urbana deste município.

Uma verdadeira guerreira que sempre batalhou pelo que almejava, era muito querida, e funcionária exemplar no Colégio Municipal 12 de Outubro, nesta cidade. 

Dilzete Costa faleceu em 06 de setembro de 2018, deixando saudades a todos os seus familiares e amigos. 

Na data de 02/10/2018, foi homenageada com o seu nome inaugurando uma nova rua no Bairro Portal da Chapada, em Apodi-RN), através de proposição do vereador Charton Rêgo.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

sábado, 9 de março de 2019

João Batista de Melo, ex-vereador

JOÃO BATISTA DE MELO nasceu no dia 20 de setembro de 1892, filho de João Régis de Melo(Janjoca Melo) e Isabel Joaquina de Oliveira.

Foi casado com Maria Régis de Melo(nascida em 25/09/1898 e falecida em 22/01/1974, filha do casal Severiano Régis de Melo, fundador da cidade, e de Joana Maria de Melo).

Batista Melo e Maria Régis tiveram uma numerosa família: João Batista de Melo Filho, Jorge Régis de Melo, Severiano Régis de Melo Neto(Neto Melo), Raimundo Renato de Melo, Sebastiana Melo("Santa"), Maria da Conceição de Melo, Isabel Régis de Melo, Alvanir Régis de Melo e Francisco Gaudêncio de Melo. 

João Batista de Melo vem uma família de tradição na política, e diante disso exerceu uma  importante participação na vida pública. Elegeu-se vereador na cidade de Apodi por duas oportunidades, representando a comunidade de "Bom Lugar" na Câmara Municipal daquela cidade.

Conquistou seu primeiro mandato no pleito de 22 de março de 1948, exercendo o cargo no período de 1948 a 1951. Reelegeu-se na eleição municipal de 03 de outubro de 1950, exercendo seu mandato parlamentar de 1951 a 1955. 

A liderança política de Batista Melo também foi herdada por seus filhos: João Batista de Melo Filho, que foi vereador em Itaú  de 1963 a 1964 e depois vice-prefeito e presidente da Câmara Municipal de Severiano Melo, de 1965 a 1970; Jorge Melo, vice-prefeito de Severiano de 1977 a 1983; Renato Melo, vereador de Severiano Melo por dois mandatos, de 1965 a 1969 e 1969 a 1973; e por último Neto Melo, ex-vereador, ex-presidente da Câmara Municipal, ex-vice-prefeito e ex-prefeito de Severiano Melo. 

Já seu neto Geraldo de Lucas(filho de Dona Santa), foi vereador de 1993 a 1996, presidente da Câmara Municipal e foi vice-prefeito de severiano  por dois mandatos consecutivos, de 2005 a 2008 e 2009 a 2012. 

Batista Melo faleceu em sua terra natal no dia 29 de janeiro de 1976. É patrono de uma Rua na cidade de Severiano Melo/RN.

Fonte: Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

quinta-feira, 7 de março de 2019

Válter Guerra


VÁLTER DE BRITO GUERRA nasceu no dia 12 de agosto de 1923, no município de Apodi/RN,  filho de Carlos Borromeu de Brito Guerra e Maria Bezerra Guerra.

Foi casado em primeiras núpcias com Antônia Nair Lopes(filha do farmacêutico e ex-vice-prefeito de Apodi, Antônio Lopes Filho e de Armandina de Góis Nogueira). Desse matrimônio, tiveram 09 filhos: José Narciso Guerra, Gerson Lopes Guerra(professor), Nilson Lopes Guerra, William Lopes Guerra(professor e advogado), Inês Vânia Lopes Guerra, Lígia Lopes Guerra, Soraia Lopes Guerra, Sérgio Lopes Guerra e Rildo Lopes Guerra.

Casou-se pela segunda vez e teve mais três filhos: Nonato, Djaine e Djailton. Além disso, teve mais um filho fora dos dois casamentos, chamado Sílvio. 

Valter Guerra nunca frequentou escola, aprendeu sozinho com o incentivo de seu irmão, o professor João Batista Guerra. Um verdadeiro autodidata, Válter começou a escrever lendo sobre literatura, poesia, biografias e filosofia. 

Até os 18 anos trabalhava como banqueiro de mesa de jogo pif-paf, que pertencia a seu Vicente Maia. Começou na vida funcional como agente de estatística (era municipal), que lhe foi arranjado, naquela época pelo Coronel Lucas Pinto. Depois as agências de estatísticas passaram a ser estaduais até passar para a área federal: IBGE.

Foi destacado no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - Rio Grande do Norte, recebendo cumprimentos e prêmios. Valter de Brito Guerra foi técnico da seleção de futebol apodiense que disputou campeonato com Mossoró, Limoeiro do Norte, Assú e Areia Branca. 

Fazia o papel de advogado rábula, já que não havia advogado com formação acadêmica em Apodi. Foi um dos fundadores e depois presidente da Fundevap – Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi. Antes, também, foi comerciante, balconista, primeiro locutor da antiga amplificadora, e, já aposentado, tornou-se escritor e historiador. Gostava de criar passarinhos de briga, galos de briga e um cachorro que também colocava para brigar. Também trabalhou na prefeitura municipal de Apodi, auxiliando o então prefeito Ivo Freire de Araújo(1985-1988). 

Válter Guerra foi candidato a vereador em Apodi por duas vezes: A primeira  na eleição municipal de 15 de novembro de 1982, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB), com 172 votos; e a segunda vez no pleito de 15 de novembro de 1988, pelo PFL(Partido da Frente Liberal),  obtendo 96 sufrágios.

Publicou 6 obras: "Apodi no Passado e no Presente" lançado em 1980, publicação que teve três edições atualizadas, "Historias e Vultos de Minha Terra" lançado em 1985, "A Derrota de um Coronel em 1994, "Mistura de Frases e Palavras" em 1998, "Apodi, Sua História" em 2000 e sua ultima obra, intitulada de "Aventuras de um Retirante" lançado em 2002. Seus livros abordam fatos e datas históricas de Apodi e outros falam sobre temas sociais, como a seca enfrentada no sertão nordestino. 

Escritor, pesquisador, memorialista, Válter Guerra foi reconhecido como um dos mais importantes nomes da cultura apodiense e também da literatura potiguar. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte(IHGRN) e sócio do ICOP – Instituto Cultural do Oeste Potiguar. Publicou artigos e contos nos Jornais "Gazeta do Oeste", "De Fato", "O Vale do Apodi", "O Mossoroense", entre outros. 

Válter Guerra faleceu na cidade de Mossoró no dia 11 de setembro de 2002, e foi sepultado em sua terra natal.

É Patrono da Biblioteca Municipal de Apodi, atualmente sediada na Praça Dom José Freire, no Centro da cidade.

Também é Patrono de uma cadeira na Academia Apodiense de Letras à qual é ocupada por seu filho William Guerra.

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Gabriel Leite



GABRIEL LEITE DE AMORIM  nasceu no dia 11 de setembro de 1926, no município de Martins/RN, era o filho mais velho de Almino Leite e Teresa Andrade. Trabalhou como agricultor com o pai e quando completou a maior idade mudou-se para  a cidade de Apodi/R e passou a trabalhar como sapateiro com o Sr. Francisco Alves.

Casou-se com Maria do Socorro Rodrigues com quem teve os seguintes filhos: Maria da Conceição Leite(Rosinha), João de Deus Leite, Marlete Rodrigues Leite, Valdir Rodrigues Leite(Briel), Valmir Rodrigues Leite, Odvanildo Rodrigues Leite(Rodrigues) e Valdemir Rodrigues Leite. 

Em 1952, mudou-se para Natal onde também trabalhava com sapateiro. Tinha uma inteligência ímpar, apesar de só ter cursado a 4ª série primária. Aprendeu em Natal a arte da fotografia e de operador de cinema trabalhando como ajudante de operador no Cine Rex.

Morou durante 9 anos em Natal e voltou para Apodi em 1961 já como fotógrafo profissional, foi o mais popular da época e também o mais irreverente. Gabriel Leite foi um dos mais antigos fotógrafos de Apodi, da época de  João de Maria Flor, por quem tinha muito apreço. 

Gabriel Leite deu também uma grande contribuição na cultura apodiense. Quando Pe. Pedro Neffs fundou o primeiro conjunto musical de Apodi – “Os Diamantes’’, chegou a ensaiar tocando como contrabaixo  da banda de música.

Gabriel foi sempre muito honesto, e quando sentiu suas dificuldades em conciliar a sua profissão de fotógrafo com a de músico, pediu para sair. Além disso, chegou a tocar requinta na Banda de Música da FUNDEVAP, na época com o nome de "Banda de Música Alex Maia".
   
Em 15 de novembro de 1976, Gabriel Leite saiu candidato a vereador na cidade de Apodi, pela legenda do antigo MDB - Movimento Democrático Brasileiro, entretanto não conseguiu se eleger.

Foi um dos melhores jogadores de damas, foi bandeirinha no futebol, animava os apodienses no cinema de  Seu Altino, o antigo "Cine Odeon", trabalhando como operador de cinema, ou seja passava filmes. Foi o primeiro a vender a Loteria Esportiva da Caixa, como também o primeiro a montar uma banca de revistas que funcionava no próprio ponto da foto. Chegou a trabalhar como fotógrafo por pouco tempo para o então Jornal "O Poti",  de Natal.

Gabriel Leite faleceu no dia 9 de janeiro de 1992  na cidade que ele escolheu para morar: Apodi. 

Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O político e o comerciante

*Por Válter de Brito Guerra


Com o assassinato do seu irmão Chico Pinto, por questões políticas, em maio de 1934, Lucas Pinto viu-se obrigado a assumir o comando do Partido Popular em Apodi, que fazia oposição ao Governo do Estado. Lucas Pinto assume a postura de chefe político e coronel, ao mesmo tempo, fortalecido pelo poder econômico, já ostentando um invejável patrimônio, senhor de muitos bens e muito dinheiro. E herdeiro político da família Pinto em Apodi. 

Chico Pinto era um chefe político de grande prestígio. Sua morte teve grande repercussão em todo o Rio Grande do Norte. Era voz corrente que havia um plano sinistro dos aliados do governo, com o objetivo de matar os principais chefes políticos da oposição. Chico Pinto estaria incluído na lista negra do abominável plano. 

Foi nesse clima de agitação, de crimes de morte, espancamentos e prisões ilegais, que o já Coronel Lucas Pinto assumiu, assustado, mas com a devida precaução, a direção do Partido Popular, substituindo seu irmão, assassinado traiçoeiramente em sua própria casa, o que não seria uma tarefa fácil. Enfrentar a fúria e a violência do coronel Benedito Saldanha naquela época, em Apodi, era uma parada extremamente perigosa. 

Disposto a lutar contra um governo ditatorial, o coronel Lucas Pinto não se intimidou diante do perigoso inimigo. 
Certa vez, foi chamado à presença do temível Benedito Saldanha, o forasteiro que para infelicidade do Apodi veio aportar nesta cidade. Queria o poderoso chefe que o Lucas Pinto comesse um pedaço de jornal, em que se encontrava escrito, um artigo alusivo ao senhor Saldanha, que atribuía ao coronel, a autoria do mesmo. Graças à interferência de pessoas, o diabólico plano não chegou a ser realizado. Livrando-se o coronel Lucas Pinto do humilhante castigo. 

Não obstante o clima de hostilidade que afrontava a todos, com ameaças de todo tipo, o coronel continuava trabalhando junto aos eleitores, insistentemente, conclamando-os a votarem no Partido Popular. Apoiado por muitos amigos, continuou enfrentando os maiores perigos, inclusive de morte. Aproximava-se a eleição para deputado estadual no Rio Grande do Norte. Os dias passavam. Perseguição e atos arbitrários eram armas usadas pelos simpatizantes do governo, que usavam também a policia para implantar o pânico e o terror, objetivando amedrontar o eleitor. 

O Coronel Lucas Pinto não esmorecia um só instante, lutando dia a noite como um herói. Para ganhar a eleição de 14 de outubro de 1934 e com isto, tentar expulsar de terras apodienses o intruso aventureiro Benedito Saldanha, que aterrorizava a pacata população de Apodi. 

A eleição para deputado foi bastante agitada. O Partido Popular saiu vitorioso no Estado do Rio Grande do Norte e em Apodi. Foi o grande e decisivo passo para a vitória final a eleição do Dr. Rafael Fernandes em 1935, para governador, pela Assembleia Legislativa. 

Conquistava o coronel Lucas Pinto sua primeira vitória eleitoral, à frente do Partido Popular, dando maioria em Apodi aos deputados da oposição. Muitas vitórias foram posteriormente conquistadas, graças ao vigoroso trabalho desenvolvido pelo novo chefe político, que durante quase trinta anos demonstrou grande habilidade na arte de fazer política. 

Lucas Pinto tornou-se, portanto, um político astuto e experiente. Conhecia, como ninguém, as manhas e estúcia do eleitor, sabendo desculpar habilmente, quando este exigia coisa que não podia ser atendida. Ao eleitor fiel ao partido, dava o apoio merecido, defendendo-o na hora precisa. Não perdoava adversário. Mas não concordava com agressões físicas contra opositores. Paternalista costumaz, fazia questão de distribuir pessoalmente ao eleitor, a infalível ajuda nas campanhas eleitorais, visitando sítios, fazendas e casas. Era ao mesmo tempo patrão, conselheiro, protetor e advogado do seu fiel eleitor, metendo-se em todas as questões que envolvessem correligionários, sempre defendendo-os. 

O Coronel Lucas venceu de 1934 a 1960 todas as eleições realizadas em Apodi, para todos os cargos, o legislativo e o executivo. Vereador, prefeito, deputado, senador, Presidente da República e Governador do Estado. O medo de perder eleição o apavorava. Por isso, desdobrava-se em cuidados para manter coeso o seu bloco eleitoral. 

Era tão grande a fama do prestígio político do Coronel Lucas Pinto na região do Apodi, que algumas lideranças(chefes) políticas de alguns municípios do Rio Grande do Norte, em eleição para governador, aguardavam a decisão do líder apodiense para depois tomarem suas decisões. Este é um registro que fazemos baseado em notícias que circulava na época. 

Assim continuava o Coronel Lucas Pinto vencendo eleições, sempre com expressivas maiorias. Na eleição de governador em 1960, saindo vencedor no Estado o candidato Aluisio Alves, Lucas Pinto obteve para o mesmo candidato uma maioria que ultrapassou os dois mil votos, quando o eleitorado de Apodi não chegava a dez mil eleitores. Nas concentrações políticas não faltava sua presença, mas nunca falou em público. Era homem de poucas letras. Entretanto, quando precisava se comunicar com autoridades ou políticos, por telegrama, ofício ou carta, fazia questão de ditar o texto a ser redigido. Não queria que alguém o fizesse sem a sua participação. Eu, que fui testemunha desses detalhes, achava que as palavras dele faziam sentido. 

O tempo nos traz vitórias, glórias e alegrias. Arrasta-nos, também, a derrotas e tristezas. Assim passamos a vida. Enfrentando as naturais dificuldades que se antepõem a nossa felicidade, nem sempre encontrada quando a procuramos. São inevitáveis, portanto, os momentos de insucesso, em que vemos desmoronar-se sonhos e esperanças. A existência humana é uma alternativa de acontecimentos. Ora bons, ora ruins, até o instante final de nossa trajetória aqui na terra... 
O Coronel Lucas Pinto experimentou, em vida, muitas vitórias. Como um herói venceu muitas batalhas, que lhe deram fama e o consagraram como um exemplo de coragem e persistência, tantas vezes comprovadas na busca dos seus objetivos e dos seus ideiais. 

A morte do seu irmão Chico Pinto parece que o retemperou para enfrentas as árduas e perigosas lutas eleitorais, em vez de abatê-lo. Seu objetivo era derrotar em Apodi o seu ferrenho inimigo, o poderoso chefe Benedito Saldanha e expulsá-lo do município, o que realmente conseguiu, com a vitória do Dr. Rafael Fernandes em 1935 para Governador do Estado.

Derrotas, frustrações e desenganos, tudo isso iria surpreender muito em breve o grande chefe político. E atacá-lo como faz o inimigo ao ferir suas vítimas, para destruí-las. Nem poder econômico, nem poder político puderam evitar a queda do poderoso líder do Apodi. 

Aproximava-se a eleição de 1962. Próximo estava também o acontecimento inevitável. A derrota do coronel Lucas Pinto. O dia 07 de outubro daquele ano, não deixa de ser uma data histórica para o Apodi. para o prestigioso político, a data representou um terrível pesadelo, um golpe traumatizante. Começava o esfacelamento do seu imenso poder político, conquistado com tanto sacrifico em batalhas memoráveis. Era o final da oligarquia da família Pinto. Estava eleito o candidato Izauro Camilo de Oliveira, saído do Partido Popular do coronel Lucas Pinto para enfrentá-lo numa luta desigual, na campnha do tostão contra o milhão. 

Descrever o estado do espírito do Coronel, face ao acontecimento, é tarefa difícil. Jamais passou pela sua cabeça perde uma eleição em Apodi. Realmente, sua atitude contra Felipe Guerra, anulando a criação do município, para mostrar sua força, magoando adversários e revoltando toda uma população, foi o principal motivo da derrota. Ganhou nas urnas de Apodi e perdeu nas de Felipe Guerra. Derrotado noutra eleição de prefeito, no dia 25 de novembro de 1968, perde o velho político qualquer chance de recuperação eleitoral. Admirado e odiado chega ao final de sua carreira política, marcada por períodos de glória, perigo e agitação. 

Inconformado com o quadro político, não resiste ao impacto do ostracismo. Frustrado e decepcionado, afasta-se dos amigos e dos negócios. Perturbado, tenta na bebida o refúgio para o seu profundo sentimento de frustração, para os seus males e sofrimentos. 

Deprimido, enclausura-se, e depois de longo e doloroso sofrimento morre no dia 6 de fevereiro de 1981, o mais prestigioso político de todos os tempos na região do Apodi, o Coronel Lucas Pinto. 

Fonte: Misturas de Frases e Palavras - Válter de Brito Guerra(1998).

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Chico Marinho


FRANCISCO JÚLIO MARINHO mais conhecido por Chico Marinho, era natural da cidade de Apodi/RN, nascido em 20 de julho de 1951, era filho do casal Júlio Marinho e Abília Marinho de Oliveira.

Era irmão de Celso Marinho de Oliveira, Manoel Cleto Marinho, Eugenio Marinho de Oliveira, Cleodon Marinho de Oliveira, Clidenor Marinho, José Julio Marinho, Julio Marinho Filho(Julinho), Celcina Marinho de Oliveira, Celestina Marinho de Oliveira e Maria  Gorete Marinho.

Seu pai Júlio Marinho foi um dos maiores comerciantes de sua época, além disso uma das principais lideranças políticas da renomada família Marinho, tendo exercido o cargo de vereador e vice-prefeito de Apodi por duas oportunidades(1953 a 1958 e 1969 a 1973). Já seu saudoso irmão Celso Marinho também enveredou pela vida pública, tendo ocupado o cargo de vereador por três mandatos. 

Chico Marinho iniciou seus estudos no Grupo Escolar Ferreira Pinto, posteriormente no Colégio Gerson Lopes e concluiu o ensino médio na Escola Estadual Professor Antônio Dantas, ambos em Apodi. Além disso frequentou o Centro de Integração Professor Eliseu Viana, estudando na antiga ESAM e concluindo o curso Técnico Agrícola, em Mossoró/RN.

Em seguida, entrou no ramo farmacêutico e ingressou no Curso Técnico em Farmácia, no SENAC na cidade de Mossoró/RN.

Foi casado com Maria Lucineide Nogueira Marinho, com quem teve três filhas: Lissa Lidiana Nogueira Marinho, Liliane Cristina Nogueira Marinho e Lilian Rachel Nogueira Marinho.

No dia 03 de outubro de 1992, foi candidato a vice-prefeito de Apodi pelo PDS(Partido Democrático Social), na chapa encabeçada pelo ex-prefeito Ivo Freire de Araújo, candidato pelo PFL, que conquistou 6.454 votos. Entretanto não lograram êxito, perdendo a disputa para a chapa formada por José Pinheiro Bezerra(prefeito) e Evandro Marinho de Paiva(vice), eleitos com 8.894 votos. 

Chico Marinho foi funcionário público aposentado da Educação, comerciante no ramo farmacêutico.  

No ano de 1994 foi nomeado para assumir o cargo de Secretário Municipal de Urbanismo e Transportes, função que voltou a ocupar novamente a partir do ano de 2001, na gestão do prefeito José Pinheiro Bezerra. Em 2002,  passou a exercer o cargo de Secretário de Obras até o ano de 2005.

Além disso, foi presidente da Associação Cultural e Desportiva Apodiense(ACDA), sendo o primeiro presidente da liga Desportiva Apodiense. Foi presidente da Fundevap(Fundação para o Desenvolvimento do Vale do Apodi) e 2º vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL) de Apodi no ano de 2007.

Chico Marinho faleceu no dia 17 de abril de 2017, no Natal Hospital Center, em Natal/RN.Foi proprietário da Farmácia "Droga Vida", sediada na Rua Margarida de Freitas, no centro da cidade de Apodi.  

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Josué Sizenando

JOSUÉ SIZENANDO, nasceu no dia 08 de maio de 1912, na cidade de Apodi/RN, filho de Sebastião Sizenando Sena e Silva(Sebastião de Dino) e Dona Odília Amélia de Freitas. Iniciou o primeiro grau em sua terra natal, porém não chegou a concluí-lo. 

Seu pai foi prefeito nomeado de Apodi, no período de setembro de 1932 a janeiro de 1933. 

Josué foi casado em primeiras núpcias com Maria Aires de Sena, com quem teve dois filhos: Maria de Lourdes de Freitas e Antônio de Pádua de Freitas. 

Casou-se em segundas núpcias com a senhora Margarida Dantas Mulatinho, com quem teve uma prole de 6 filhos: Inês Odília Neta, Francisco de Sales Dantas Sizenando, Aghatângelo Dantas Sizenando, Aparício Dantas de Freitas, Iara Dantas de Freitas e Antonio Augusto Dantas Sizenando.

Josué trabalhou por mais de 30 anos como oficial de justiça em Apodi, além disso foi farmacêutico ambulante e comerciante.

Josué Sizenando faleceu aos 81 anos de idade, no dia 30 de maio de 1993. É patrono da “Rua Josué Sizenando”, localizada no Bairro Portal da Chapada na cidade de Apodi.

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domingo, 27 de janeiro de 2019

Chavinha


FRANCISCO CHAVES SIZENANDO, vulgo Chavinha, nasceu no município de Apodi/RN, no dia  08 de agosto de 1935, filho de Manoel Cicero de Lima e Maria Pereira Torres. É irmão de Maria do Socorro Sizenando, Maria do Carmo Sizenando, Maria Eudete Sizenando, Maria das Graças Sizenando, Maria da Salete Sizenando, Maria Ideusa Sizenando, Francisco Ari Sizenando e Francisco Aires Sizenando.

É neto materno de Manoel Antônio Torres e Maria Laurinda de França(Maria Paulino);  neto paterno de Bernadino Aires de Sena Lima e Inocência Felícia da Conceição. 

É sobrinho de Sebastião Sizenando Sena e Silva("Sebastião de Dino"), que foi prefeito nomeado de Apodi de 1932 a 1933; e de Manoel Raimundo Pinheiro, ex-vereador apodiense no período de 1955 a 1959. 

Chavinha fez as primeiras letras com a professora  apodiense Joana Ester Soares. Fez o terceiro ano do ensino primário no Grupo Escolar Ferreira Pinto e estudou seis meses na Escola Comercial Felinto Alves(onde hoje funciona a Escola Gerson Lopes), na cidade de Apodi.

Durante sua infância e juventude trabalhou ajudando seus pais  na agricultura.  No  período do inverno trabalhava na chapada do Apodi  e no verão nas Varzantes da Lagoa de Apodi. Também trabalhou em uma serraria e em um açougue.

Entrou para a vida pública ao se eleger vereador na cidade de Apodi, no dia 03 de outubro de 1958, pelo Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), com 183 votos. Reelegeu-se no pleito de 7 de outubro de 1962, desta vez pelo Partido Republicano(PR), com uma votação de 186 votos.

Em 15 de novembro de  1966, conquistou seu terceiro mandato parlamentar, desta vez pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), com uma votação de 482 votos, sendo inclusive o vereador mais votado daquela eleição. Dentre os acontecimentos políticos de sua época, ele votou a favor da cassação do prefeito João Pinto(do PSD, filho do Coronel Lucas Pinto), que perdeu o mandato por 6 votos a favor e 4 votos contrários, no início do ano de 1963.

Durante os três mandatos de vereador(1959-1963, 1963-1967 e 1967-1971), Chavinha ocupou os cargos de 1º secretário e  2º Secretário da Mesa-Diretora da Câmara Municipal de Apodi por diversas vezes. Seu filho Titico  de Chavinha, também foi vereador de Apodi, no período de janeiro de 1989 a 1992.  

Ao concluir o último mandato, Chavinha  foi  trabalhar como secretário-geral no governo  do prefeito Izauro Camilo de Oliveira na década de 70. Posteriormente, foi guarda fiscal de Apodi por 8 anos.  Em seguida passou a trabalhar como Auditor Fiscal e aposentou-se nos anos 90.

Casou-se em primeiras núpcias no dia 02 de maio de 1954, com Raimunda Gomes de Oliveira(filha de Izauro Camilo de Oliveira e Maria Gomes de Oliveira). Desse matrimônio, o casal Chavinha e Raimunda tiveram 5 filhos, sendo eles: Francisco Chaves Sizenando Filho(Titico de Chavinha), Maria de Fátima de Oliveira,  as gêmeas Irma Mirtes de Oliveira e  Itala Morgana de Oliveira, e ainda Izauro Camilo Neto.

Casou-se em segundas núpcias com Maria Zélia Moreira Gurgel, com quem teve apenas 1(um) filho de nome Allan Herlandson Gurgel Sizenando.

Atualmente é casado com Maria Olineide Magalhães de Almeida  Sizenando, e residente na Rua Governador Dix-Sept Rosado, no centro da cidade de Apodi.

É sócio de varias entidades de Apodi, dentre elas o Clube da ACDA(Associação Desportiva Apodiense), FUNDEVAP(Fundação para o Desenvolvimento para o Vale do Apodi), etc.

Fonte: Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Alan Silveira


ALAN JEFFERSON DA SILVEIRA PINTO, natural de Apodi/RN nasceu no dia 01 de dezembro de 1986, é filho da professora Maria Gorete da Silveira Pinto e do bioquímico Klinger Pericles Pinto Diniz. Alan passou grande parte de sua infância em Apodi, sendo ela marcada por uma vida simples, na Rua Padre Benedito Alves, local onde morava, e ficava brincando daquelas brincadeiras que infelizmente hoje praticamente não fazem mais. 

Começou a estudar aos 03 anos de idade, no Colégio Luz Pequeno Principe da cidade de Apodi, onde concluiu seu ensino fundamental quando tinha 14 anos. No ano de 2001 foi morar na cidade de Natal/RN, onde fez seu ensino médio na Escola do CAP. 

Fez o curso de Farmácia Bioquímica na Universidade Potiguar(UNP) em Natal/RN. 

Fez as especializações em Hematologia Clínica e em Saúde da Família. 

Em 2008, após ter sido formado na UNP, Alan retornou a sua terra natal e no ano seguinte, começou a trabalhar em Apodi. Trabalhou como bioquimico no laboratório particular da CLINLAB, da Clínica Santa Edwirges e farmacêutico da Maternidade Claudina Pinto na cidade de Apodi/RN; 

Farmacêutico da Drogaria Viva Vida e bioquimico da Prefeitura Municipal em Felipe Guerra/RN;

Bioquímico na Unidade de Pronto Atendimento -UPA no bairro da cidade da esperança na cidade de Natal/RN;

Durante 10 anos participou do movimento escoteiro de Apodi, sendo membro do 25º Grupo de Escoteiros de Apodi e também integrante do 39º Grupo de Escoteiros Desembargador Newton Pinto. 

É membro do GASPEC Apodi - Grupo de Assistência às pessoas com Câncer - Maria das Graças da Silveira, importante entidade filantrópica de Apodi que leva o nome de sua saudosa avó materna. 

Em 2008, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro(PMDB), sigla da qual participa atualmente e exerce a função de Presidente da Juventude PMDB de Apodi. Alan também faz parte do diretório municipal do PMDB.

A sua mãe Gorete Silveira foi a vereadora mais votada de toda a história política de Apodi até hoje, foi vice-prefeita e a primeira mulher prefeita do município, já seu pai Klinger Pinto foi vice-prefeito de Apodi. Alan é neto do ex-vereador Francisco Silveira, mais conhecido como "Caboclo de Manú" que foi por 7 vezes vereador do município de Apodi, sendo um dos parlamentares que mais teve mandatos na Câmara Municipal de Apodi(CMA). Isso já mostra que a sua família sempre fez parte da política apodiense, e isso naturalmente acabou fazendo com ele também entrasse nas fileiras do PMDB apodiense.

Alan Silveira foi eleito prefeito de Apodi pelo PMDB nas eleições municipais de 02 de outubro de 2016, obtendo 12,623 votos, sendo o prefeito mais jovem da história política de Apodi, tendo como candidata a vice-prefeita, a então vereadora Hortência Regalado. Foi empossado no cargo de prefeito municipal de Apodi no dia 1º de janeiro de 2017 para o quadriênio 2017/2020.

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi-Portal Fatos do RN

domingo, 20 de janeiro de 2019

Benedito de Zé Severo

BENEDITO JOSÉ DE MORAIS, vulgo “Benedito de Zé Severo”, nasceu no Sítio Rio Novo, município de Apodi/RN, no dia 13 de abril de 1923, filho de José Gomes de Morais(Zé Severo) e Dona Isolina Maria Soares. 

Agricultor, morou durante muitos anos no Sítio Rio Novo e comercializava cera de carnaúba e algodão.  Foi agropecuarista, comerciante, político, filho muito querido na família, ajudou muito a pobreza desfazendo inclusive de seu patrimônio financeiro. Pai carinhoso dedicava sua vida a família e as pessoas carentes.

Em 1937, converteu-se ao Senhor Jesus na Igreja de Cristo no Sítio Apanha Peixe sob o pastoreio do Sr. João Queiroz. Muitos anos mais tarde, já morando em Apodi, gostava de prestar caridade a todos.

Foi casado pela primeira vez com Francisca Maria de Morais, com quem teve os filhos: Morais, Vancir, Vilcimar, Neto e Vera. Da segunda família, casado com Antonia Maria de Brito com a qual teve três filhos: Joceone(Aninho), Jeciana (Aninha) e Gilney Morais

Querido por todos e atendendo ao pedido dos apodienses, lançou-se candidato a vereador na cidade de Apodi.

Conquistou seu primeiro mandato parlamentar no pleito de 03 de outubro de 1958, pelo Partido Social Democrático(PSD), para a legislatura 1959-1963. Foi 2º vice-presidente da Câmara Municipal de Apodi no período de abril de 1960 a abril de 1961.

No ano de 1965, disputou o  cargo de prefeito na primeira eleição municipal de Felipe Guerra, pelo PSD, tendo como  vice  o senhor Rafael Valdevino de Morais, também do PSD. O pleito realizou-se no dia 24 de janeiro daquele ano, entretanto seu Benedito não se elegeu, obtendo 254 votos. Perdeu a eleição para a chapa Eilson Gurgel do Amaral(prefeito) e José Barra Neto(vice), ambos candidatos pelo PSP(Partido Social Progressista).

Em 15 de novembro de 1976, Benedito elegeu-se  vereador de Apodi pela segunda vez, pelo partido da Aliança Renovadora Nacional(ARENA), com uma votação de 344 votos., sendo empossado em 31 de janeiro de 1977. Durante seu mandato, foi tesoureiro do poder legislativo apodiense, no período de 1981 a 1982.

Nas eleições de 15 de novembro de 1982,  candidatou-se ao cargo de  prefeito da cidade de Apodi,  por uma sublegenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.  Naquele pleito eram três candidatos do PMDB contra 1 do PDS.

Benedito obteve 1.759 votos, sendo o mais votado entre os demais candidatos peemedebistas, Manoel Antônio de Souza(vulgo Manoel Galdino) com 1.361 votos e Pedro Terceiro de Melo, com 1.225 votos. Juntos, somavam 4.345 sufrágios, mas nenhum deles conseguiu se eleger, perdendo a campanha para Hélio Morais Marinho(PDS), que se elegeu com 4.885 votos. 

Em 1992, tentou novamente uma cadeira na Câmara Municipal de Apodi, desta vez pelo Partido Trabalhista Brasileiro(PTB), logrando 88 sufrágios. 

Seu Benedito foi um homem muito querido pelos apodienses, nunca mediu esforços para ajudar os mais necessitados. Benedito José de Morais faleceu em 04 de setembro de 2012, aos 89 anos de idade. 

Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Zé Vandilson

JOSÉ VANDILSON DIÓGENES, nasceu na cidade de Apodi/RN, em 14 de maio de 1939,  filho de Valdemiro Custódio da Silva e Cecília Joaquina Diógenes. É neto materno de Lucas Diógenes e Joana Diógenes de Carvalho(Joaninha), neto paterno de Manoel Custódio da Silva e Raimunda Dantas da Silva.

Irmão de Valdir Custódio da Silva(vulgo "Vandir"), Vanilda Custódio Diógenes, Maria Diógenes de Oliveira(Valdira) e Vilson Custódio Diógenes(in memoriam), Vanci Custódio da Silva(in memoriam).

Iniciou os estudos na Escola Particular da professora Alvani de Freitas Dias, na década de 1940. Posteriormente, passou a estudar no antigo Grupo Escolar Ferreira Pinto(local onde hoje funciona a Escola Estadual Professor Gerson Lopes), no centro de Apodi, onde cursou até o quarto ano do ensino primário(primeiro grau). Cursou o primeiro e o segundo ano do ensino ginasial na Escola Estadual Felinto Alves, em Apodi. 

Foi Presidente da Barraca dos Solteiros e do Salão Paroquial de Apodi nos anos 50. Em 1956, foi candidato aprendiz de marinheiro na Base Natal de Natal/RN, mas não chegou a ser incorporado na instituição. 

No ano de 1959, mudou-se para a cidade de Fortaleza/CE e trabalhou na loja "Tecidos Cardosos", que fazia parte da  Loja Nações Unidas. 

Em 1961, retornou a sua terra natal e começou a trabalhar na Loja de tecidos de seu pai, o comerciante Valdemiro Custódio. 

Foi jogador de futebol do Centro Esportivo Apodiense e membro do clube de voleibol.  

No dia 15 de julho de 1962, casou-se com a professora Maria da Conceição Pinto Diógenes(filha do auditor fiscal e ex-prefeito de Apodi, João Pinto, e da doméstica Cesarina de Oliveira Pinto).  Dessa união, tiveram quatro filhos: Max Ueder Pinto Diógenes(professor), Silvana Pinto Diógenes Marinho(professora), Jussara Pinto Diógenes Ferreira Holanda(professora) e Claudia Pinto Diógenes(professora). 

No dia 22 de julho de 1965, foi nomeado funcionário público estadual do Rio Grande do Norte, no mandato do governador Aluizio Alves. Foi Extranumerário-Diarista da Agência Fiscal de Apodi, que pertencia a Coletoria Estadual de Mossoró. 

Em seguida, foi trabalhar como Extranumerário-Diarista do Posto Fiscal do Sítio Canto de Varas, na região da chapada do Apodi, onde ficou por quatro anos. Foi transferido para o Posto Fiscal de Tamarindo, no Sítio Bico Torto, também em Apodi, onde passou por 3 anos. 

Em 1974, foi nomeado chefe da Agência Fiscal da cidade de Felipe Guerra, função que exerceu por quase 4 anos. Em 1977, foi transferido para trabalhar como Chefe da Agência Fiscal da cidade de Areia Branca/RN. 

No ano de 1978, retornou para a sua terra natal e foi nomeado Coletor Estadual, sendo o primeiro e único a exercer este cargo, permanecendo na função até o ano de 1994. Em 22 de abril  de 1995, solicitou a sua aposentadoria. 

Foi Maçom da Loja Maçônica 24 de Junho, da cidade de Mossoró/RN, em 21 de junho de 1980. Foi promovido para o cargo de Mestre-Maçom. 

Em 16 de outubro de 1980, foi um 7 fundadores da Loja Maçônica Vale do Apodi, ao lado de Altino Dias de Paiva, Luiz Gonzaga de Melo, Aurino Gurgel, José Antônio Filgueira de Assis(Zé Coti), Antônio Ferreira de Lima(Antônio de Zuza) e Euclides Pereira Torres(Neném Tonico). 

Na Loja Maçônica de Apodi, Zé Vandilson  exerceu os cargos de Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante, Tesoureiro e depois foi eleito Venerável Mestre, de 1999 a 2003. Foi Mestre de Cerimônias e por último ficou como Venerável de Honra. Com 30 anos de Maçonaria, passou ao cargo de Mestre Instalado Maçom. 

Atualmente, Zé Vandilson mora no centro da cidade de Apodi, na Rua São João Batista, e colabora com as festas religiosas de Apodi. 


*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN

domingo, 6 de janeiro de 2019

Nita Fernandes

FRANCISCA FRANCINETE FERNANDES MOTA popularmente conhecida por "Gisonita" ou "Nita", nasceu no dia 25 de novembro de 1953, no Sítio Malhada Vermelha, no município de Severiano Melo/RN, sendo a filha caçula dos comerciantes apodienses Emídio Dias(sapateiro), e Joana de Paiva(dona de um restaurante). Nita cresceu ao lado dos irmãos Aurino, Altino, Aldeci, Altiva e Altivo.

Começou seus estudos na Escola Estadual Ferreira Pinto na cidade de Apodi, e concluiu o segundo grau no Colégio Nossa Senhora das Vitórias na cidade de Assú/RN, onde fez o magistério. 

Iniciou sua carreira como professora no Projeto MOBRAL(Movimento Brasileiro de Alfabetização), ensinando nas comunidades rurais e em fábricas da região: a cerâmica de Seu Chico Paulo e as craeiras de Seu Altino Dias. Na década de 70, começou a ensinar na Escola Ferreira Pinto, e nos anos 80, na rede municipal de ensino. Nita foi Rainha do carnaval de Apodi nos anos 60, foi também cabeleireira onde fazia penteados. 

Foi mãe de três 3 filhos, o primeiro em 1973: Kleber Perazzo Fernandes, fato este que a impediu de concluir seu nível superior, já que tinha de cuidar do filho e ao mesmo tempo trabalhar. Em 1982 casou-se com o radialista Luciano Rodrigues de Carvalho(que era irmão da sua cunhada Morena, casada com seu irmão Aldeci Dias), com quem teve dois filhos: Maria dos Anjos de Carvalho e Luciana Rodrigues de Carvalho.

No ano de 1998 foi transferida para trabalhar como professora no CAIC de Parnamirim e em seguida foi coordenadora do primário na Escola Estadual Augusto Severo no centro de Natal/RN. 

Pessoa querida e admirada por todos, a professora Nita faleceu em Apodi no dia 06 de dezembro de 2008, e foi sepultada no Cemitério Parque da Saudade nesta cidade.

Francisco Veríssimo  - Blog Fatos de Apodi  - Portal Fatos do RN

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Ceição Pinto


MARIA DA CONCEIÇÃO ALVES PINTO, nasceu no dia 25 de  dezembro de 1970, no Sítio Barro Branco, zona rural do município de Apodi/RN, filha do casal  João Gomes Pinto(Janjão) e Teresinha Alves Pinto. É neta materna  de Euzébio Alves Pinto e Laura Sizenando,  neta paterna de Joaquim Octaviano e Edivirgem  Gomes Pinto.     
  
É a antepenúltima de uma prole de 10 filhos, sendo irmã de Lusia Pinto, Eliane, Clóvis, Acacio, Efigenia, Socorro Pinto, Luísa, Yonara e Janderson Pinto. Passou a infância no Sítio juntamente com  seus pais e seus irmãos. 

Iniciou sua vida escolar na Escola Isolada Sítio Barro Branco, onde cursou até  o 3° ano do ensino fundamental e teve como professora, sua  irmã Lusia Pinto. 

Em seguida passou a estudar na cidade de Apodi, na casa de  uma tia, chamada Dedesa(in memoriam),  pessoa a quem deve muito.

Iniciou a 4ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Lourdes Mota e nesta concluiu  todo o ensino fundamental. Ingressou no ensino médio na Escola Estadual  Professor Antônio Dantas e com êxito concluiu o Magistério.

Ceição é licenciada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(UERN), e pós-graduada em psicopedagogia pela FVJ - Faculdade do Vale do Jaguaribe. 

É filiada aos Partido dos Trabalhadores(PT) desde o final da década de 90, e fez parte do diretório regional por diversas vezes. 

É professora concursada da rede municipal de ensino de Apodi, desde o ano de 2001. Ceição já trabalhou  na Unidade de Ensino Isauro Camilo de Oliveira, no Sítio Lagoa do Clementino, na região da Chapada, de  2001 a 2017; e em 2018 passou a lecionar na Creche modelo do  CMEI - Centro Municipal de Ensino Infantil Professora Carmelita Ferreira de Lima.

É mãe de dois filhos: Luciana Hannah e Pedro Eduardo, e vive  em uma união estável com Antônio Marcos há mais de 18 anos. Tem dois netos: David Luiz e Ygor Lorenzo. 

*Francisco Veríssimo - Blog Fatos de Apodi - Portal Fatos do RN 

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